Como as plantas daninhas prejudicam a cultura da soja

O manejo de plantas daninhas se torna indispensável do ponto de vista agronômico, pois os prejuízos causados por elas, já são bastante conhecidos, competindo por água, luz, nutriente e espaço, dessa forma, ocasionando perda de produtividade. Essas perdas crescem na medida em que não são devidamente controladas e por isso, é fundamental ter conhecimento sobre a dinâmica das plantas invasoras, bem como sua correta identificação e os diferentes mecanismos de ação dos herbicidas, evitando a interferência das plantas daninhas na cultura comercial de interesse.

As plantas daninhas constituem grande problema para a cultura da soja e a necessidade de controlá-las se torna cada vez mais relevante. Conforme a espécie, a densidade e a distribuição da planta invasora na lavoura, as perdas são irreparáveis. Essas plantas prejudicam a lavoura, porque competem pelos mesmos nutrientes que a cultura necessita e, por isso, podem dificultar até na hora da colheita, comprometendo a qualidade e quantidade de grãos.

O manejo deve iniciar com visitas periódicas a área em questão e acompanhamento durante um ano agrícola para assim verificar quais as plantas daninhas infestantes e ir programando o controle das mesmas para que não ocorra ressemeadura natural na própria área. Atualmente existe uma preocupação crescente com a resistência destas a uma serie de mecanismos de ação dos herbicidas. Por isso a rotação de culturas e de mecanismos de ação diversos devem ser utilizados num plano de ação de controle.

No mercado, existem diversos métodos para controlar as plantas invasoras, no entanto, o mais utilizado é o uso de herbicidas, por se tratar de um custo mais econômico de mão de obra para o produtor e a rapidez na sua aplicação. Porém, para que as aplicações destes produtos sejam seguras, eficiente e rentáveis, é preciso ter conhecimento de técnicas precisas e avaliação de um profissional qualificado para a função. Além disso, o reconhecimento prévio das invasoras predominantes é a condição básica para a escolha adequada dos produtos, que resultará no controle mais eficiente destas plantas. 

Relação do custo/benefício da agricultura de precisão

Os ganhos com  a utilização das ferramentas da Agricultura de Precisão são vários, por exemplo, na pulverização agrícola com a utilização de barra de luzes ou piloto automático a sobreposição de produtos aplicados na lavoura fica em torno de 2% enquanto isso, quando não utilizada estas ferramentas para o direcionamento do pulverizador a sobreposição passa de 7%, ou seja em cada lavoura está sendo colocado no mínimo 7% a mais de produto em excesso por deficiência de direcionamento, visto que o operador precisa de algum modo se guiar na lavoura.

Na parte de amostragem de solo, o aumento da produção é de no mínimo 7%, pois o número de informações geradas para o produtor tomar uma decisão mais assertiva são grandes, por exemplo, quando se retira apenas uma amostra de solo para uma lavoura de 30 hectares e se decide qual fertilizante utilizar e a quantidade deste baseada apenas nos 22 indicadores de fertilidade química que acompanham esta amostra, tem-se um baixo índice de acerto devido ao pequeno número de informações disponíveis. No entanto, quando se utiliza o mapeamento da fertilidade do solo nesta mesma área, é possível fazer 30 amostras de solo e ter 660 indicadores da fertilidade, consequentemente, este grande número de dados irá fornecer um melhor planejamento e aplicação do fertilizante no solo.

O potencial das ferramentas da Agricultura de Precisão para o auxílio dos produtores, são inúmeras, gerando aumento da rentabilidade e de produtividade, aumento da eficiência baseada no grande número de informações disponíveis a ele, etc. Porém, o engenheiro agrônomo Rodrigo Rossato, comenta que o agricultor precisa recorrer a um profissional específico da área, para visualizar quais são as melhores opções para uma correta tomada de decisão.

“No nosso ponto de vista os degraus da rentabilidade e aumento de produtividade passam por adoção de algumas tecnologias importantes, e todas devem estar sedimentadas antes de procurar subir o próximo degrau.” – argumenta o agrônomo.  

Um exemplo bem clássico é que muitas vezes o produtor direciona muito investimento em maquinas modernas e mantem o investimento em fertilizantes e corretivos, ou seja, ‘compra os talheres, panelas e pratos, mas não tem comida suficiente para encher a mesa’. Quando, na realidade, o investimento deveria ser ao contrário, priorizando a melhoria da fertilidade do solo que irá fazer ele colher mais e assim poderá ter mais recursos para ir adquirindo maquinas se necessário.

Como evitar desperdícios com a aplicação em taxa variável

O primeiro aspecto que deve ser considerado para evitar desperdícios com a aplicação em taxa variável é conhecer o equipamento que irá fazer a distribuição dos corretivos e fertilizantes, saber fazer as regulagens necessárias e conferir as mesmas conforme o trabalho vai sendo desenvolvido, verificando a necessidade de ajustes.

Por outro lado, também é primordial que o sistema de distribuição esteja em perfeitas condições (pratos e palhetas novas sem desgaste), sistema hidráulico com controlador de temperatura (para não modificar a viscosidade do óleo hidráulico e alterar assim a velocidade dos pratos de distribuição), esteira de alimentação dos pratos em bom estado e bem lubrificada.

Com os mapas de fertilidade de solo em mãos, ocorre o planejamento das adubações dos corretivos e fertilizantes. Após este planejamento os arquivos de aplicação devem ser testados no equipamento para que não ocorram imprevistos no momento da aplicação e regulagem.

O engenheiro agrônomo, Leonardo Rossato, explica que também é preciso verificar a qualidade e o tipo do produto que será aplicado, pois se existe pó em um fertilizante, consequentemente, esta característica deve ser considerada na hora da regulagem da dose e faixa de aplicação.

“Vale ressaltar também outro ponto bastante frequente, a umidade dos corretivos de solo a serem aplicados. O que é preciso levar em consideração para regular a dose da melhor maneira, para que assim o que foi planejado nos mapas de aplicação seja realmente aplicado.” – comenta.

Portanto, com a utilização dos mapas de aplicação em taxa variável é possível evitar desperdícios de corretivos e fertilizantes, pelo fato de colocar os produtos na dose correta e no local correto, aumentando a eficiência agronômica deste fertilizante, pois desta forma é possível corrigir as áreas deficientes e manter a fertilidade nos locais onde a mesma se encontra corrigida.

Quanto irrigar na cultura da soja

A irrigação de culturas agrícolas é uma ferramenta utilizada para complementar a disponibilidade da água natural da chuva, proporcionando ao solo um teor de umidade suficiente para suprir as necessidades hídricas de cada cultura, favorecendo a obtenção de aumentos de produtividade.

Antes de qualquer investimento em irrigação é preciso estabelecer a necessidade de irrigar determinada área. No cultivo da soja, por exemplo, o manejo de irrigação da cultura nada mais é do que estabelecer quando e quanto aplicar de lâmina de água. As fases mais críticas de demandas de água para a soja são justamente na germinação, floração e no enchimento dos grãos.

Conforme algumas pesquisas, durante a germinação, tanto a falta, quanto o excesso de água (a umidade do solo deve estar entre 50% e 85% da água disponível) são prejudiciais a uniformidade na emergência das plantas. A soja atinge o máximo de exigência hídrica na floração e enchimento dos grãos (7 a 8 mm dia somente para a cultura, lembrando que temos que ter agua disponível no solo além desta demanda), o estresse hídrico neste período pode ocasionar problemas fisiológicos graves que ocasionam queda prematura de flores, folhas e consequentemente redução de produtividade.

Para o procedimento de irrigação, é importante conhecer a profundidade do solo, curva de retenção hídrica, macroporosidade, microporosidade, evapotranspiração da cultura, estágio fenológico da cultura, entre outros. Dessa forma, deve-se buscar informações técnicas com profissionais habilitados que utilizem ferramentas de monitoramento e simulação das condições hídricas para que o investimento em irrigação seja o mais rentável possível. 

Defensivos agrícolas: cuidados na aplicação

Um bom planejamento para todos os processos que permeiam desde o plantio até a colheita, ainda é um dos fatores que mais interfere na produtividade e na lucratividade das lavouras.

A falta de planejamento para a aplicação de defensivos agrícolas é uma das problemáticas que ainda é realidade nas lavouras brasileiras. O planejamento pode determinar o desenvolvimento de cada cultura e causar grandes perdas de produtividade. Pesquisas apontam que essas perdas podem chegar a 12 sacas por hectare nos casos em que a área foliar não esteja boa no período de enchimento dos grãos.

O engenheiro agrônomo Leonardo Rossato, explica que além do planejamento para a aplicação de defensivos na lavoura, o ideal é saber a hora certa de aplicar esses produtos, identificando quanto de área foliar estará sendo pulverizada, bem como o estágio da cultura, qual planta daninha, praga ou doença está atacando a mesma e, que para isso é preciso tomar a decisão rapidamente utilizando o produto correto para assim evitar danos a cultura.

Outro fator determinante na hora da aplicação dos defensivos é ter cuidado no cálculo da quantidade de cada produto. O engenheiro agrônomo Rodrigo Rossato, comenta que no mercado estão disponíveis diversos simuladores e tabelas que auxiliam o agricultor a verificar se a quantidade de produto e a velocidade de aplicação estão adequados para a necessidade da lavoura. Além disso, atualmente, temos diversas consultorias especializadas em qualidade de aplicação, regulagem de pulverizadores e análise da qualidade e volume de gotas que atinge o alvo. O agrônomo ainda ressalta, que uma indicação precisa da quantidade de cada defensivo é determinante para garantir o desenvolvimento saudável do cultivo. 

AgroPrecision engajada na Campanha Minha Cidade Meu Lar

Nesta semana a equipe da AgroPrecision esteve dedicada a colaborar com a Campanha Minha Cidade Meu Lar, realizando a pintura dos meios-fios, dos postes e das árvores em frente a empresa.

A Campanha é uma iniciativa da ACI – Associação Comercial Industrial de Cruz Alta, e visa mobilizar toda comunidade cruz-altense na limpeza da cidade, engajando pessoas, empresas e poder público. Segundo a Assessoria de Comunicação da ACI, a Campanha Minha Cidade Meu Lar, iniciou no dia 30 de novembro e se estende até o dia 25 de dezembro deste ano.

“Se engajar em campanhas como esta é muito mais do que enfeitar a frente da empresa. Participar, valorizar e colaborar com essas iniciativas é contribuir para uma Cruz Alta ainda mais bonita”– comentam os gestores da empresa.

 

Pesquisa em área experimental será realizada durante três anos

A área experimental da empresa AgroPrecision, localizada à cerca de 10km do município de Cruz Alta, já vem desenvolvendo diversos estudos para orientar os agricultores a partir de conhecimentos práticos sobre fertilizantes, métodos de adubação e outras ferramentas que possam ser aplicadas no solo.

Para que o estudo tenha validade e que possa ser desenvolvida uma boa pesquisa, o engenheiro agrônomo da empresa, Rodrigo Rossato, explica que os trabalhos na área experimental, terão o prazo de três anos, para que todo o processo seja concluído e avaliado corretamente.

“O principal objetivo é que possamos ter dados próprios para dar maior embasamento e tranquilidade aos produtores na hora de recomendar as diversas formas de adubo e de manejo que são sugeridos pelas empresas.”– argumenta.

Além disso, Rodrigo Rossato, comenta que estudar as aplicações realizadas na área experimental durante três anos, se dá pelo fato de que com o estudo em longo prazo, é possível avaliar detalhadamente os manejos diferenciados em cada tratamento e assim fornecer uma informação com maior qualidade e mais confiável.

 “A ideia de usar vários anos para a pesquisa é para isso, para ver o crescimento do tratamento que será aplicado e para acompanhar o desenvolvimento que terá ao longo do tempo. Inicialmente vamos nos deter em pesquisar sobre questões que envolvam a produtividade da cultura, mas futuramente vamos expandir nossas pesquisas e possivelmente o período de estudo passará dos três anos”– explica.

A empresa ressalta que durante o período de estudo na área experimental, serão conduzidas todas as pesquisas necessárias para atender as demandas dos agricultores, e que em cada época do ano, será realizado o processo de tratamento adequado para a cultura. 

AgroPrecision faz estudos em área experimental

– A empresa conta com uma área de mais de 70mil m²-

Para atender as demandas dos produtores rurais quanto às suas dúvidas na hora do plantio, do cultivo e da colheita de cada cultura, a AgroPrecision, iniciou um estudo em uma área experimental de mais de 70mil m², aplicando mais de 130 tratamentos neste espaço.

Os engenheiros agrônomos da empresa, Leonardo e Rodrigo Rossato, explicam que a iniciativa surgiu há mais de um ano com a necessidade de apresentar aos agricultores, informações precisas e que fossem ao encontro de todo conhecimento teórico que os profissionais já utilizavam para orientar os produtores.

“A área experimental, surgiu com as demandas dos agricultores, que necessitavam de informações concretas e que já tivessem sido aplicadas na prática. Com isso a ideia vem para reforçar o que já sabemos na teoria, mas que, no entanto, era preciso algo que fosse realmente aplicado, para conhecermos ainda mais a realidade local e regional.” – comenta, Leonardo Rossato.

A área experimental, fica localizada à cerca de 10km do município de Cruz Alta, e já vem sendo realizados diversos testes de fertilizantes, métodos de adubação e interferências físicas e químicas que possam ser aplicadas no solo.

Além disso, o engenheiro agrônomo, Rodrigo Rossato, salienta que ao longo dos anos de estudo na área, serão desenvolvidas diversas avaliações estatísticas que possam validar e avaliar o experimento. 

A importância do Dia Mundial do Solo

Na última terça-feira (05) foi comemorado o Dia Mundial do Solo. A data foi instituída no ano de 2002 pela União Internacional de Ciências do Solo, com o objetivo de celebrar a importância que o mesmo possui para a sociedade e nestes 15 anos de existência, o Dia Mundial do Solo, promove em diversos estados, eventos para discutir e disseminar a temática.

O solo para os agricultores é o ponto de partida para garantir a produtividade da lavoura. Os nutrientes de que as plantas necessitam são encontrados no solo e dissolvidos na água para que a planta se alimente todo dia, e eles são absorvidos pelas raízes destas plantas.

Variando de acordo com a quantidade em que são utilizados pelas plantas, os nutrientes podem ser divididos em dois grupos: macronutrientes, que são consumidos em maiores quantidades, como compostos de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre; e, os micronutrientes, que são consumidos em quantidades menores, mas que também são importantes para o desenvolvimento da cultura, como compostos de manganês, boro, molibdênio, cloro, zinco, ferro e cobre. Todos estes devem estar à disposição da planta para que a mesma sobreviva e consiga se desenvolver normalmente.

Os engenheiros agrônomos, Leonardo e Rodrigo Rossato, comentam que o Dia Mundial do Solo, vem para reafirmar a relevância que o mesmo possui, tanto para os agricultores como para a sociedade em geral, pois toda a força alimentar de uma nação está sustentada na fertilidade de seu solo e por isso a importância de investir em ferramentas que possam contribuir para melhorar a fertilidade do mesmo, refletindo em produtividade e lucratividade da lavoura. 

Cuidados para a semeadura da soja

Todo plantio de uma lavoura exige um bom planejamento, pois é a partir dele que determina-se todo o processo que irá ocorrer em cerca de 130 dias, e que certamente afetará todas as operações envolvidas, além de ser responsável por boa parte da produtividade da lavoura.

Nesse período do ano, em que muitos agricultores ainda estão no plantio da soja, é de extrema relevância, perceber as necessidades da planta e quais os cuidados que ela exige. Uma pesquisa recente, divulgada pelo site Agrolink, revelou que a densidade de plantio, varia basicamente, com cada cultivar, e com a disponibilidade de água e nutrientes, uma análise de cultivares de soja disponíveis mostra que a densidade recomendada é variável conforme cada microrregião e adaptação das cultivares. A pesquisa ainda mostra que algumas vezes variações na população final de 20% nesse número, para mais ou para menos, não alteram significativamente o rendimento do grão, desde que as plantas sejam distribuídas uniformemente e sem falhas.

É neste sentido, que além de utilizar sementes de alta qualidade fisiológica, encontra-se outro fator de atenção para os agricultores, escolher mecanismos que possam distribuir a semente de forma precisa no solo, com espaçamento adequado entre elas, na profundidade correta e em contato com o mesmo para que o processo de germinação seja desencadeado ao mesmo tempo em todas elas, garantindo uma germinação uniforme.

Além disso, para a obtenção da máxima expressão de produtividade da cultura, é importante conhecer o solo e a fertilidade deste em que será semeada a soja. Esta semente, como um ser vivo, necessitará de nutrientes disponíveis, água, ar e baixa resistência ao desenvolvimento radicular, para poder expressar seu maior potencial. Já é possível também adequar a população de cada cultivar ao potencial produtivo de cada parte da lavoura, trabalhando com taxas variadas de semeadura e adequando a adubação conforme as indicações dos mapas de fertilidade.

O ideal para alcançar a máxima produtividade na cultura da soja e garantir sua rentabilidade, é fazer diagnósticos antecipados, que permitam ao agricultor tomar decisões com cautela, baseada em dados da sua realidade, avaliar o cenário, as condições econômicas e verificar quais são as melhores alternativas, transformando tecnologia e informação em rentabilidade. 

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