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Agronegócio

Relação do custo/benefício da agricultura de precisão

2 anos atrás - por:

Os ganhos com  a utilização das ferramentas da Agricultura de Precisão são vários, por exemplo, na pulverização agrícola com a utilização de barra de luzes ou piloto automático a sobreposição de produtos aplicados na lavoura fica em torno de 2% enquanto isso, quando não utilizada estas ferramentas para o direcionamento do pulverizador a sobreposição passa de 7%, ou seja em cada lavoura está sendo colocado no mínimo 7% a mais de produto em excesso por deficiência de direcionamento, visto que o operador precisa de algum modo se guiar na lavoura.

Na parte de amostragem de solo, o aumento da produção é de no mínimo 7%, pois o número de informações geradas para o produtor tomar uma decisão mais assertiva são grandes, por exemplo, quando se retira apenas uma amostra de solo para uma lavoura de 30 hectares e se decide qual fertilizante utilizar e a quantidade deste baseada apenas nos 22 indicadores de fertilidade química que acompanham esta amostra, tem-se um baixo índice de acerto devido ao pequeno número de informações disponíveis. No entanto, quando se utiliza o mapeamento da fertilidade do solo nesta mesma área, é possível fazer 30 amostras de solo e ter 660 indicadores da fertilidade, consequentemente, este grande número de dados irá fornecer um melhor planejamento e aplicação do fertilizante no solo.

O potencial das ferramentas da Agricultura de Precisão para o auxílio dos produtores, são inúmeras, gerando aumento da rentabilidade e de produtividade, aumento da eficiência baseada no grande número de informações disponíveis a ele, etc. Porém, o engenheiro agrônomo Rodrigo Rossato, comenta que o agricultor precisa recorrer a um profissional específico da área, para visualizar quais são as melhores opções para uma correta tomada de decisão.

“No nosso ponto de vista os degraus da rentabilidade e aumento de produtividade passam por adoção de algumas tecnologias importantes, e todas devem estar sedimentadas antes de procurar subir o próximo degrau.” – argumenta o agrônomo.  

Um exemplo bem clássico é que muitas vezes o produtor direciona muito investimento em maquinas modernas e mantem o investimento em fertilizantes e corretivos, ou seja, ‘compra os talheres, panelas e pratos, mas não tem comida suficiente para encher a mesa’. Quando, na realidade, o investimento deveria ser ao contrário, priorizando a melhoria da fertilidade do solo que irá fazer ele colher mais e assim poderá ter mais recursos para ir adquirindo maquinas se necessário.

Por:
AgroPrecision
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