AgroPrecision participa de diversos eventos em busca de mais conhecimento

Durante a última semana, a AgroPrecision esteve participando de diversos eventos voltados para a tecnologia e informação no campo.

Na terça-feira (20) o engenheiro agrônomo da empresa Rodrigo Rossato, participou do Dia de Campo Agroshow, promovido pela Pró-Campo Soluções Agronômicas, realizado no município de Espumoso. Atualmente, a empresa desenvolve uma área experimental em parceria com a Pró-Campo, trabalho que vem permitindo diversos estudos sobre a área pesquisada.

O Dia de Campo Agroshow vem se destacando pelos testes práticos de produtos e formas de adubação, corretivo, modo de aplicação, fungicidas, herbicidas, inseticidas, etc. Durante o evento o Eng. Agr. Doutor e Coordenador do Laboratório de Entomologia e da Área Experimental da Universidade de Cruz Alta, Maurício Pasini, apresentou informações sobre o controle de insetos o os manejos de inseticidas, além do trabalho realizado na área experimental, os manejos que ele recomenta e que já foram testados. Em outro momento durante o Agroshow o engenheiro agrônomo da AgroPrecision explanou sobre perfis de solo e construção de uma lavoura para alta produtividade e rentabilidade. 

Na quarta-feira (21) o engenheiro agrônomo da empresa, Rodrigo Rossato, acompanhado dos Representantes Técnicos de Vendas, Dener Scapin e Ederson Souza, participaram da Manhã de Campo, da Taboão Sementes, realizada no município de Boa Vista do Cadeado. Bem como o nome sugestivo, o evento destaca-se por realizar-se durante o turno da manhã, diferenciando-se dos demais eventos que geralmente acontecem durante o dia todo ou à noite.

Durante a Manhã de Campo, foram discutidos diversos temas como as variedades da cultura, a população, densidade, época de plantio, necessidade na qualidade de uma boa semente e a importância de construir uma lavoura para seu alto potencial produtivo. A Taboão Sementes destaca-se pela implantação de alta tecnologia e qualidade nos processos que envolvem desde o planejamento até a colheita de cada cultura. 

Ainda na quarta-feira (21) estendendo-se até quinta-feira (22) a equipe da AgroPrecision, marcou presença na Noite de Campo da Sementes Aurora, no município de Cruz Alta. Levando um diferencial aos participantes, por ser realizado durante à noite, o evento contou com mais de 1500 participantes ao longo da sua programação.  A Noite de Campo da Sementes Aurora, ganhou destaque pela discussão de temas sobre tecnologia no campo e por conteúdos técnicos e dicas para alto potencial produtivo.

A AgroPrecision participou pela primeira vez da Noite de Campo da Sementes Aurora e já levou ideias criativas para o seu stand. Os colaboradores da empresa, acompanhados de personagens do Grupo Teatral Maschara, proporcionaram diversão e momentos lúdicos aos participantes. Além disso, os personagens distribuíram picolés premiados, que davam direito a vários brindes personalizados.

Encerrando a semana, na sexta-feira (23) os engenheiros agrônomos Leonardo e Rodrigo Rossato, estiveram no município de Salto do Jacuí, participando da Tarde de Campo, promovida pela Sementes Santa Rita. Evento que apresentou as variedades de soja, variedades de feijão e as novas tecnologias, produtos e técnicas disponíveis no mercado agrícola.

“Participar destes eventos é estar em constante aprendizado. Uma vez que cada empresa que promove as Manhãs, Tarde, Dias ou Noites de Campo, elevam seu potencial de organização e relevância para agregar conhecimento aos participantes.”– argumentam Rodrigo e Leonardo Rossato.

           

Mapeamento de Fertilidade do Solo após a colheita do Milho

É uma prática que considera a variabilidade dos nutrientes no solo.

Através da coleta de solo georreferenciada é possível criar mapas de fertilidade química do mesmo e através destes mapas corrigir as deficiências e excessos destes nutrientes em cada local.

Cultura do Milho ainda exige cuidados especiais

Segundo uma pesquisa realizada pelo site AgroLink, cerca de 22% da safra de milho já fora colhida no Estado do Rio Grande do Sul. O avanço da colheita foi lento devido à alta umidade, mas sem comprometer a retirada.

Ainda na pesquisa, foi divulgado que o desenvolvimento das lavouras de milho encontra-se dividido em: 10% em desenvolvimento vegetativo, 10% em floração, 30% em enchimento de grãos, 28% em maturação e 22% colhido; isso devido às frequentes chuvas no mês de janeiro, que estão atrasando a maturação, o que pode dificultar a implantação de outra cultura na sequência.

Diante destes dados, é necessário que os agricultores redobrem o cuidado com a lavoura de milho, uma vez que 78% ainda está em fase de desenvolvimento. Neste período, o recomendado é realizar o acompanhamento da cultura, pois o número de insetos encontrado no milho é bastante elevado, porém, somente algumas espécies constituem problemas para a lavoura, o que depende das condições ambientais de cada região.

Existem diversas pragas que atacam as lavouras de milho, dentre elas algumas demandam maior atenção por causarem grandes prejuízos nas lavouras. O combate às pragas inicia-se com um bom diagnóstico através do levantamento feito pelo agrônomo responsável pela propriedade, pois inúmeras são as pragas sugadoras e mastigadores que podem prejudicar a produtividade caso não combatidas.

O acompanhamento da evolução das doenças foliares na fase de floração e enchimento de grão, também é ponto de destaque no manejo da cultura, pois as perdas são consideráveis em condições ambientais favoráveis. Desse modo, um bom planejamento de identificação antecipada das doenças e de controle das mesmas deve ser aplicado para aumentar a rentabilidade da lavoura de milho.

Como aumentar a eficiência do fertilizante sem gastar mais

Com o desafio de intensificar a produção agrícola de forma economicamente viável, mantendo a integridade ecológica dos sistemas e sem desmatar novas áreas, a aplicação de fertilizantes é uma das ferramentas indispensáveis para cumprir esses objetivos.

No entanto, os fertilizantes, por serem fabricados a partir de recursos naturais finitos e, ainda, no Brasil serem, em sua grande maioria importados, o uso eficiente deste insumo é mais do que necessário, tanto para o produtor, quanto para a cultura que está sendo semeada. Usar fertilizantes de forma eficiente significa utilizar a fonte Certa, na dose Certa, no local Certo e na hora Certa, ou seja, realizar o Manejo 4C, ferramenta utilizada e indicada nos mapeamentos de fertilidade para que não hajam desperdícios e para que cada investimento neste insumo seja transformado em desempenho, retornando em rentabilidade da lavoura.

1ºC: A Fonte Certa: é necessário optar por fontes de fertilizantes adequadas ao sistema de produção, à necessidade da cultura, às propriedades do solo e sua capacidade de fornecimento. Este C precisa ser entendido no sentido de selecionar o nutriente correto para cada momento, pois é preciso selecionar o produto correto para fornecer o nutriente selecionado, de forma que ele seja disponibilizado às plantas de maneiras adequada.  Portanto, para selecionar o produto certo, contendo o nutriente certo, é preciso identificar qual o nutriente, qual forma e velocidade de disponibilização necessárias.

2ºC: A Dose Certa: é preciso ajustar a quantidade de fertilizantes a ser aplicada com a necessidade da cultura, levando em consideração o fornecimento pelo solo e a composição do produto. A aplicação de fertilizantes em excesso resulta em desequilíbrio nutricional, ineficiência fisiológica e perda por lixiviação, com prejuízos tanto à produção quanto ao meio ambiente. Em contrapartida, a falta de fertilizantes também resulta em desequilíbrio nutricional e ineficiência fisiológica, com menor rendimento da cultura. Além disso, é essencial verificar a composição dos fertilizantes para garantir que a quantidade planejada dos nutrientes contidos no produto seja efetivamente aplicada.

3ºC: A Hora Certa: é preciso sincronizar o fornecimento e a disponibilização dos nutrientes com a demanda das plantas. A disponibilização e a absorção de nutrientes variam de acordo com a cultura, com o nutriente, com os mapas de fertilidade do solo, condições do solo e do ambiente e com o tipo de fertilizante. Neste ponto, conhecer a demanda de cada fase da cultura é importante para definir prioridades e ter em mente quais são os momentos críticos. Para assegurar o 3ºC é necessário estabelecer uma programação estratégica de diagnósticos (de solo, folha e insumos), que leve em consideração as janelas entre culturas, as fases fenológicas e a logística de amostras, resultados, compras, entregas e controle de qualidade de corretivos e fertilizantes.

4ºC: O Local Certo: é necessário colocar os nutrientes onde são precisos e mantê-los onde as culturas possam absorvê-los. Para isso, a metodologia de amostragem, mapeamento da fertilidade e a forma de aplicação são decisivos. O 4ºC se refere também à forma de aplicação dos fertilizantes, que ora dever ser lançado, ora localizado; ora em superfície, ora incorporado; ora pré-plantio, ora no plantio; ora em cobertura ou ainda via foliar. Cada forma tem sua aplicabilidade baseada no nutriente a ser aplicado, no produto, na tecnologia de fabricação, no momento e na necessidade de disponibilização.

Dessa forma, posicionar corretamente um fertilizante exige conhecer sua dinâmica no solo e na planta, que cruzada com os demais C’s, fecham as quatro medidas para o uso eficiente de fertilizantes. 

Colheita do milho exige cuidados específicos

– o ponto ideal de colheita é importante para ter qualidade de grãos-

Aconteceu no dia 26 de janeiro, a abertura oficial da Colheita do Milho no Estado, evento realizado na Granja Ouro Verde, no município de Giruá.

A colheita é um procedimento agrícola em que o produtor deve planejar todas as fases de forma a integrar a colheita ao sistema de produção, obtendo assim, um produto (grão ou semente) que apresente um excelente padrão de qualidade. Nesse sentido as etapas, desde a implantação da cultura, até o transporte, secagem e armazenamento dos grãos precisam estar diretamente relacionadas. 

A colheita do milho pode ser iniciada conforme avaliação feita da lavoura pelo responsável, após a maturação fisiológica do grão ter finalizado, o que acontece no momento em que praticamente todas as sementes na espiga apresentam uma pequena mancha preta no ponto de inserção das mesmas com o sabugo, indicando que não há mais movimentação de amido para o grão.

Após identificar esta fase, o acompanhamento praticamente diário da cultura irá indicar o momento da colheita conforme for a demanda de cada produtor, por exemplo, um produtor que irá semear uma soja ou feijão de segunda safra sob a mesma área que está o milho, provavelmente antecipará a colheita, colhendo a lavoura com maior umidade do grão, mas ganhando em potencial produtivo da soja. Caso o objetivo seja diferente, de modo geral espera-se o teor de umidade baixar para entre 20 a 23% de umidade, que é a faixa que ocorre a menor quebra de grãos.

Todavia, para que se chegue até esse estágio da colheita é preciso que todo planejamento anterior tenha sido bem executado, lavouras bem adubadas, com solo corrigido, semeadura bem-feita e cuidados com o ataque de pragas e controle de plantas daninhas. Também para obter os melhores resultados em termos de produtividade, deve ser planejada, visando a funcionalidade e operacionalidade das máquinas e equipamentos envolvidos na colheita. Sendo assim, geralmente as áreas devem ser divididas de forma a facilitar a movimentação da colhedora e do escoamento dos grãos colhidos.

Além disso, outros fatores como a regulagem da colhedora, experiência do operador, eficiência na colheita e transporte, precisam ser levados em conta quando se espera a obtenção de uma boa colheita. 

Planejamento da lavoura para as culturas de inverno

Todo planejamento de semeadura das culturas antecessoras, irá refletir na implantação da cultura principal posteriormente.

Intensificam-se os trabalhos na Área Experimental da AgroPrecision

A área experimental, fica localizada à cerca de 10km do município de Cruz Alta, e já vem sendo realizados diversos testes de fertilizantes, métodos de adubação e interferências físicas e químicas que possam ser aplicadas no solo.

O que é possível fazer para evitar prejuízos no período de florescimento da soja

Atualmente, além das necessidades corriqueiras de manejo na cultura da soja, também há uma crescente necessidade no uso de informações técnicas para obter-se melhores performances das culturas.

Logo após o término do plantio da soja, já recomenda-se o monitoramento da lavoura nos momentos iniciais de emergência, principalmente se o clima estiver desfavorável. Dentro do processo que envolve o crescimento da soja, o florescimento é um dos estágios mais sensíveis que a cultura passa, porque é neste momento em que nascem as flores, das quais irão virar vagens e posterior o grão.

É justamente neste período de florescimento da planta, que ocorrem o maior número de incidência dos prejuízos na lavoura, fato que geralmente está ligado a questões abióticas, ou seja, acontecem devido o clima, como por exemplo, em períodos de temperaturas elevadas, tempo seco, etc., o que pode prejudicar a planta e fazer com que ela perca as flores, consequentemente, não terá vagens e irá diminuir o potencial produtivo.             

A planta passa por um estágio de estresse quando ocorrem esses fenômenos, no entanto, algumas medidas podem ser tomadas para que esse estresse seja amenizado, entre eles, a aplicação de aminoácidos e hormônios específicos para a cultura que fazem com que a mesma se fortaleça, ficando preparada para suportar um estresse, e dessa forma, beneficiar a cultura.

Outro fator bem importante é o cálcio e boro do solo. Eles precisam estar em níveis ideais, pois estão diretamente ligados à fixação da vagem no caule, a polinização das flores, exigindo que esses teores estejam em níveis altos para que ocorra de maneira satisfatória.

“Existe a aplicação de cálcio e boro via pulverização nessa fase, dependendo do período eles tem um bom efeito. Pela floração tratar-se de um período extremamente sensível e delicado, todos os processos precisam ser ideais, desde questões ambientais, até às questões de solo, para que então, a planta possa expressar todo o seu potencial.”– argumenta o engenheiro agrônomo, Rodrigo Rossato.

Além disso, todo manejo realizado anteriormente e o investimento feito em adubação no solo, nos controles preventivos de doenças, pragas e plantas daninhas, logicamente irão se refletir nesse período, isso porque a planta estará sem nenhuma competição ambiental e expressará todo seu potencial produtivo.

A importância do planejamento para garantir a produtividade em 2018

Com o início de um novo ano, é preciso que os agricultores possam planejar de forma estratégica as ações que envolvam a semeadura das culturas de inverno, evitando assim, problemas futuros e tendo mais tempo para uma correta tomada de decisão.

Todo planejamento de semeadura das culturas antecessoras, irá refletir na implantação da cultura principal posteriormente. Por exemplo, se for semeado trigo no inverno, sabe-se que o plantio da soja irá acontecer tardiamente e será necessário escolher as variedades que se adaptam a este período de semeadura.

Existem seis passos que podem ser seguidos para que o processo de planejamento seja realizado corretamente:

1. Escolher sementes de fornecedores confiáveis e de preferência conhecer os campos de produção (para evitar de trazer sementes de plantas daninhas para sua área);

2. Enviar uma ou mais amostras de sementes para o laboratório de análise;

3. Avaliar o peso de mil sementes para uma correta regulagem no processo de semeadura;

4. Fazer o tratamento de sementes com fungicidas e inseticidas indicados pelo agrônomo ou técnico responsável pela área;

5. Verificar a qualidade física da semente que está comprando;

6. Através de análises de solo, verificar as correções e adubações necessárias a serem feitas nesse período e conforme cada cultura.

A partir do planejamento antecipado é possível estimar a necessidade total de sementes que serão utilizadas em cada área, quais culturas serão semeadas e quais os objetivos da utilização desta semeadura (por exemplo o objetivo será para pastagem, etc.).

Geralmente os objetivos para a semeadura de inverno devem ser traçados pensando nas culturas sucessoras que serão as de verão, geralmente de valor econômico mais importante. Se o produtor quiser semear milho no verão, ele irá optar por semear uma cultura que beneficie este com cobertura de solo, produção de matéria seca, ciclagem de nutrientes e fornecimento de nitrogênio, se a cultura de verão for a soja, os objetivos mudam e assim por diante.

Portanto o planejamento antecipado com objetivos específicos irá trazer estes e inúmeros benefícios na produtividade e rentabilidade das culturas envolvidas e no ambiente como um todo.

Aplicação de fungicidas na cultura da soja

A cultura da soja se destaca e vem crescendo gradativamente como um dos principais cultivos agrícolas mundiais, uma vez que é fonte de alimento muito importante para a crescente população mundial.

Especialmente no Brasil, a evolução deste grão tornou-se nítida, com pesquisas que aperfeiçoam todo o processo desde a semeadura até a colheita. Há alguns anos não se falava em cultivo de soja em determinadas regiões, no entanto, atualmente essa cultura se tornou uma das principais fontes econômicas do país.

Durante o desenvolvimento da soja há diversos processos que podem implicar de forma positiva ou de forma negativa na produtividade. Existem fatores sobre os quais não é possível ter um controle (muito menos prevenir) como o excesso de chuva, excesso de sol, luminosidade, etc., e outros que é possível interferir com técnicas de manejo adequadas.

Dentre esses fatores que é possível controlar, destaca-se o controle das doenças que atacam a cultura através da aplicação de fungicidas, isto porque, junto ao crescimento da cultura em área, também vem o aumento da pressão de doenças que pode reduzir significativamente a produtividade, levando à grandes perdas na lavoura. Dessa forma, a utilização de fungicidas para o controle das doenças da soja é uma ferramenta fundamental que faz parte do manejo integrado.

“O mercado disponibiliza diversos tipos de fungicidas, no entanto, para isso é preciso de uma orientação técnica qualificada para indicar qual o melhor princípio ativo ou a mistura destes para utilizar garantindo um controle preventivo e eficaz.”- ressalta o engenheiro agrônomo, Rodrigo Rossato.

São inúmeras as pesquisas científicas que permitem ao agricultor buscar conhecimento mais aprofundado sobre esse tipo de assunto. Cada linha dessas pesquisas, busca teorizar e relativizar conceitos científicos a respeito da temática.

Quer saber mais sobre esse assunto? Acesse o link abaixo e confira o artigo científico.

https://goo.gl/6WTpDU

*Créditos do artigo: Fernando Storniolo Adegas / Embrapa Soja 

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