Cinco anos de conscientização sobre o Dia Mundial do Solo

O solo é um elemento de extrema relevância do ecossistema terrestre, pois, além de ser o principal substrato utilizado pelas plantas para o seu crescimento e disseminação fornece água, ar e nutrientes, exerce, também, multiplicidade de funções como regulação de distribuição, escoamento e infiltração da água da chuva e de irrigação, além de armazenamento e ciclagem de nutriente para as plantas e outros elementos, ação filtrante e protetora da qualidade da água e do ar.

Com o objetivo de marcar toda a relevância do solo para a sociedade, em 2002 a IUSS – União Internacional de Ciências do Solo criou o Dia Mundial do Solo, que só foi oficializado em 2013 com a aprovação da Resolução nº 68/232 na Assembleia Geral das Nações Unidas, que passou a comemorá-lo no dia cinco de dezembro.

O solo exerce um papel importantíssimo para diversas demandas, mas para a agricultura ganha destaque pelas suas atribuições. Por este motivo, anualmente, diversas organizações promovem ações a fim de discutir alternativas para minimizar problemas nas lavouras de agricultores, tentando sensibilizá-los sobre o cuidado correto com o solo. Um dos maiores cuidados que o agricultor precisa tomar com o solo é em relação a sua conservação, preservando a sua fertilidade química, física e biológica. A parte química já está sendo amplamente discutida e utilizada com as ferramentas de mapeamento do solo e aplicação em taxa variada.

No compartimento físico, o principal fator prejudicial é a compactação (adensamento) esta, é difícil de ser medida e muitas vezes o agricultor fica apenas com a impressão de que o solo está duro na superfície; desta forma é indicado que o mesmo faça uma avaliação deste adensamento do solo utilizando instrumentos de medição. Para quem trabalha com agricultura de precisão, é possível também gerar mapas de compactação do solo para comparar com outros mapas da área, como os de produtividade e fertilidade.
Um solo compactado causa prejuízos na produtividade das plantas em decorrência da diminuição no crescimento das raízes em profundidade, fazendo com que a planta não sobreviva a curtos períodos de seca; quando houver acúmulo de água na superfície do solo impossibilitando a respiração das raízes e favorecendo o processo de erosão hídrica do mesmo.

A conservação biológica do solo deve ser promovida por estratégias de aumento de matéria orgânica do mesmo, associadas a alta produção de matéria seca com a utilização de rotação de culturas, fazendo com que o solo ganhe mais ‘vida’ e assim todos os processos influenciados pelo macro, meso e micro-organismos funcionem a pleno com o objetivo de aumentar a estabilidade produtiva do mesmo.

Produção de soja transgênica resulta propicia aumento do lucro para o agricultor e maior oferta de alimentos a população

O Brasil é o segundo maior produtor de alimentos transgênicos do mundo adotando quatro principais culturas: soja, milho, algodão e a cana-de-açúcar, sendo que destas, a soja transgênica ocupa um espaço de 96,5% de toda a área plantada. Historicamente a primeira soja transgênica foi criada em 1995 nos Estados Unidos, modificada geneticamente para apresentar tolerância ao herbicida Glifosato. Após passar por diversas pesquisas e testes de biossegurança, a soja transgênica foi autorizada para plantio, chegando aos campos no ano seguinte. Há 20 anos essa tecnologia chega ao Brasil e revoluciona a agricultura daqui, tornando-se o primeiro cultivo transgênico adotado por agricultores do país. Essa soja transgênica é conhecida como Roundup Ready (ou RR).

No caso específico da soja, a transgênica nada mais é do que o grão geneticamente modificado pela inserção de um gene de outro organismo com o objetivo de que a planta cresça e passe a ter características que a convencional não tinha. As principais características que foram inseridas nas variedades de soja geneticamente modificadas no Brasil são a tolerância a herbicidas e resistência a insetos, com a variedade conhecida como Bt.

Não foi só no campo que a soja transgênica revolucionou a agricultura pois os reflexos positivos são sentidos até hoje de forma eminente na economia. A produção do grão supre o mercado brasileiro e exterior, bem como o beneficiamento como o farelo e o óleo utilizados pela indústria alimentícia. Desde que as variedades de soja geneticamente modificadas foram implantadas as exportações da oleaginosa tiveram um aumento significativo. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em 1998 as exportações do complexo soja somavam 21 milhões de toneladas. Em 2017, esse valor já era de 83 milhões de toneladas, um aumento de quase 300%. Se considerarmos que a adoção de transgênica é superior a 90% há vários anos, perceberemos o impacto que essa tecnologia tem para a cultura.

As vantagens de produzir soja transgênica também aparecem na forma de benefícios financeiros diretos para o agricultor. Os indicadores analisados pelo relatório apontam para uma maior margem produtiva das sementes geneticamente modificadas. Isso porque com a soja transgênica o agricultor consegue melhorar a eficiência de controle da infestação de pragas na lavoura. Ao longo das últimas duas décadas, o lucro obtido por hectare de soja transgênica foi até 26% superior ao da variedade convencional.

*Fonte: Conselho de Informações sobre Biotecnologia.

 

Biótipos e características de plantas daninhas resistentes

Para a agronomia, a palavra ‘resistência’ pode ser definida como a capacidade adquirida de uma planta em sobreviver a determinados tratamentos herbicidas considerados letais e que controlam a sua população. Essa capacidade de sobreviver e se reproduzir normalmente têm ligação com a mutação ou genes pré-existentes na planta daninha que permitem a adaptação dessas espécies em diversas condições ambientais. Essa resistência nas plantas daninhas tem sido cada vez mais frequente em decorrência da utilização intensa de herbicidas nas últimas décadas o que gera como consequência (além da resistência) a restrição ou inviabilização da utilização dos herbicidas, perdas de rendimento, de qualidade dos produtos agrícolas e maiores custos com o controle.

Existem dois tipos de resistências de plantas daninhas a herbicidas: a resistência cruzada que ocorre quando o biótipo da planta é resistente a dois ou mais herbicidas devido a um único mecanismo de resistência; e a resistência múltipla que ocorre quando o biótipo é resistente a dois ou mais herbicidas porque apresenta dois ou mais mecanismos distintos de resistência.

Os indivíduos com biótipo resistente se produzirão descendentes com a carga genética semelhante, isso demonstra que, ao longo do tempo, o número de indivíduos resistentes se torna significativamente maior que as plantas suscetíveis a herbicidas, ou seja, a resistência marca uma mudança genética na população da espécie de planta daninha, em resposta ao uso intenso de herbicidas. Algumas características das plantas daninhas favorecem a reprodução de indivíduos resistentes, são elas: o curto ciclo de vida, elevada produção de sementes, baixa dormência de semente, várias gerações reprodutivas por ano, grande diversidade genética e a extrema suscetibilidade a um determinado herbicida.

Atualmente, no Brasil, existem quatro espécies de plantas daninhas com casos relatados de biótipos (diferenciação genética que confere a características de resistência) resistentes ao glifosato, sendo elas: Lolium multiflorum, Conyza bonariensis, Conyza canadensis e Digitaria insularis. Para diminuir a existência destas plantas na lavoura se percebe a necessidade de mudanças nas práticas de manejo em um determinado período de tempo visando evitar ou retardar o aparecimento de indivíduos resistentes. Além disso, praticar a rotação de culturas na lavoura, eliminar focos iniciais de plantas resistentes e fazer o monitoramento após a aplicação de herbicidas são elementos que podem auxiliar a diminuir o aparecimento de resistentes na lavoura.

Como manter a ferrugem asiática longe da sua lavoura?

Conhecer o momento para aplicação de fungicidas na cultura da soja é muito importante para que o agricultor consiga fazer o controle químico das doenças na lavoura, principalmente sobre a ferrugem asiática que se desenvolve rapidamente. Neste processo, alguns fatores técnicos devem ser levados em consideração, como o momento de aplicação do fungicida, a época de plantio, o ciclo da cultivar utilizada e o clima para que o agricultor seja assertivo e aplique corretamente este produto na lavoura.

A tecnologia de aplicação é uma das situações mais críticas e mais importantes no controle de doenças da soja, pois os fungicidas utilizados são sistêmicos e funcionam quando absorvidos pela planta demandando alguns cuidados especiais. O primeiro é voltado à aplicação de fungicida. A primeira aplicação realizada com aproximadamente 25 dias entre a germinação e o florescimento da planta é essencial para segurar a evolução de algum inóculo da doença que já esteja presente. Se não houver essa primeira aplicação a doença pode crescer junto com a área foliar da planta, prejudicando a ação do fungicida que começará a ter problemas de eficiência, pois as folhas do baixeiro já estarão infectadas e seu controle será dificultado, assim, será mais difícil de controlar uma doença como a ferrugem ou o oídio, por exemplo.

Posteriormente mais aplicações de fungicidas ocorrerão, mas o mais importante é ter qualidade de aplicação, aliada a boas misturas de fungicidas, fazendo com que o fungo seja eliminado ou sua ação diminuída. Para que o agricultor tenha essa dose completa aplicada é necessário considerar que lavoura existem fatores como o horário de aplicação, velocidade do pulverizador, densidade de gotas por centímetro quadrado, arranjo de planta, distância entre linhas e outros que podem prejudicar ou beneficiar essa aplicação dependendo da tecnologia e da forma que for empregada.

A tecnologia de aplicação deve considerar a dose correta a ser aplicada, no local correto, no momento correto e onde a doença está localizada, aliada a bons produtos e bons equipamentos, respeitando os intervalos entre uma aplicação e outra. O agricultor atento a esses cuidados estará sempre trabalhando de maneira preventiva garantindo melhores resultados, menores custos de produção e mantendo a infecção da doença em um nível baixo e sob controle no campo.

O segredo da alta produtividade atrelado a agricultura de precisão

Há 26 anos, mais precisamente em 1992, foi o ano em que se começou a ser discutido o termo “agricultura de precisão” (AP). Com o desenvolvimento das tecnologias em curtos espaços de tempo e tão rapidamente podemos dizer que este modo de manejo do solo é novo e ainda está se firmando nas propriedades dos agricultores. No princípio o conceito de AP estava voltado ao método de gerenciar as lavouras considerando que o solo não é uniforme, e sendo assim, conseguir tirar proveito dessa desuniformidade e tratar a lavoura de acordo com a necessidade de cada talhão. Neste mesmo período inicial nasceram duas vertentes principais de estudos no meio da AP, uma delas tratava sobre a variabilidade espacial do solo e a outra sobre as tecnologias relacionadas a GPS e GNSS.

A prática da agricultura de precisão nas lavouras brasileiras hoje, estão baseadas na aplicação de técnicas de georreferenciamento da fertilidade do solo com aplicação em taxa variável de calcário, gesso, fósforo e potássio tendo como base, dados de amostragem georreferenciada em grids. A partir desta etapa são criados mapas de fertilidade contendo informações sobre a nutrição do solo que identificam as necessidades específicas de cada área da lavoura, para que então se possam fazer intervenções localizadas de forma automatizada, melhorando a qualidade do solo e consequentemente o rendimento da lavoura.

No Brasil, os números de adoção das tecnologias de AP pelos agricultores ainda são baixos. Pesquisas da Universidade de São Paulo detectaram que em 2017 apenas 13,5% deles utilizam alguma técnica relacionada a variabilidade espacial das lavouras. Sendo assim, pouca área de cultivo foi georreferenciada e recebe o tratamento de acordo com a necessidade específica de cada talhão. A agricultura de precisão é o setor da agricultura que mais trabalha com tecnologia e que demanda soluções digitais mais organizadas. Esse caminho está criando um banco de dados cada vez maior que possibilita ao agricultor e aos técnicos da área a tomada de decisões mais assertivas a respeito do tratamento das culturas.

O cenário atual da agricultura de precisão mostra o agricultor com uma disponibilidade imensa de sistemas de pulverização, máquinas, fertilização, semeadura, e outros em um mercado no qual cada empresa vende um sistema próprio, inovador e traz a possibilidade de criar maior número de dados, informações e mapas da lavoura. O momento agora também é de buscar tecnologias que unam esses sistemas, gerando dados e informações específicas sobre a produção de todas as regiões do Brasil. A agricultura de precisão e a tecnologia no campo estão à disposição do agricultor para que ele melhore a sua rentabilidade tratando o solo, semente, planta, grãos e cereais da maneira correta, com menos desperdício, fazendo economia, produzindo mais e obtendo um lucro maior.

 

Como obter maior rentabilidade na safra de soja com tratamento de inoculação das sementes

O Nitrogênio (N) é o principal nutriente da soja e este é absorvido através do processo de simbiose de bactérias juntamente com as raízes das plantas.  Em áreas novas, se o agricultor não fizer o processo de inoculação das sementes, ele terá um rendimento quase nulo de produção da cultura porque ainda não terá o Nitrogênio no solo. Mesmo em áreas velhas onde essa bactéria já foi introduzida, se o agricultor inocular a soja todos os anos, ele terá um aumento médio de 8% no rendimento da safra. A inoculação de sementes é uma tecnologia altamente sustentável, com um alto retorno para o agricultor e custa cerca de oito a dez reais por hectare, significando uma economia de 300 a 400 reais por hectare utilizando uma ferramenta que é amiga do meio ambiente.

Este nutriente (N) pode ser obtido junto aos fertilizantes nitrogenados, porém estes são mais caros, tem o preço em dólar e dificuldade de transporte. Podemos ressaltar que a grande vantagem da soja é a capacidade que ela tem de se associar a algumas bactérias para, assim, captar o nitrogênio do ar e transformá-lo na mesma forma do nitrogênio fertilizante. Quando o agricultor consegue utilizar essas bactérias ha uma economia grande porque ele não precisa utilizar o N fertilizante e essas bactérias conseguem fornecer todo esse nutriente para a planta. Então o agricultor precisa fazer a inoculação (processo de colocar essas bactérias junto das sementes) para obter esses benefícios.

A soja precisa muito de nitrogênio porque o grande parte do seu grão é formado por proteína, que tem como componente principal o nitrogênio, então para que se tenha um rendimento de mais de 3.000 kg do grão por hectare é necessário que a soja tenha mais de 300 kg de N/ha e para cada tonelada de grãos de soja exportada, são necessários aproximadamente 80 kg de N/t, comprovando a importância da fixação biológica feito pela inoculação.

O processo de inoculação deve ser feito com, no máximo, 24 horas de antecedência da semeadura da soja, tomando o máximo de cuidado para que se tenha uma distribuição homogênea do inoculante nas sementes que serão utilizadas. Com isso, cada uma das sementes terá uma quantidade mínima de bactérias que se transformarão em nódulos na raiz e esses terão a capacidade de fixar nitrogênio na planta. Quanto maior o número de nódulos, maior será também a eficiência do processo e a absorção de N, juntamente com nódulos localizados na coroa – região próxima da raiz principal, porque os outros nódulos são provenientes do solo e já foram cruzados por isso possuem uma eficiência menor.

Fonte: Mais Soja

 

Saiba como funciona o processo de Pulverização Inteligente

A pulverização em taxa variável proposta pela agricultura de precisão é uma técnica que varia a taxa de aplicação conforme o desenvolvimento da cultura e tem a possibilidade de controlar ervas daninhas de difícil controle conforme cada talhão da lavoura. Esse método não considera a média de toda a lavoura, mas os dados gerados em cada ponto específico. Deste modo é possível evitar o desperdício de produtos ou o exagero dos mesmos na planta resultando em uma economia na aplicação em áreas desnecessárias.

A nutrição mineral da cultura de soja pode diminuir a incidência de doenças

A ferrugem asiática da soja é de fácil disseminação pelo vento e no Brasil, em uma lavoura em que o solo não recebeu o manejo correto pré-plantio com dessecação, pode ser encontrada facilmente e causar reduções de até 75% na produtividade. A principal medida de controle da ferrugem é a pulverização com fungicidas, entretanto a nutrição mineral pode contribuir para reduzir a intensidade da doença, isso porque a nutrição aumenta a resistência das plantas às doenças.  

            Quando os nutrientes que são necessários para que as plantas sintetizem os compostos químicos e físicos são deficientes na planta é possível que ela esteja mais suscetível a doenças hospedeiras. O potássio (K),cálcio (Ca) e enxofre (S) são os nutrientes que tem mais importância econômica para o desenvolvimento e resposta em defesa das plantas de soja a fitopatógenos. Quando falamos em nutrição nos remetemos a composição química e física da planta e das reações que ocorrem no metabolismo das mesmas fazendo com que se desenvolvam de maneira saudável ou prejudicadas em razão da deficiência nutricional.

            O potássio é considerado um dos nutrientes de maior efeito benéfico para a sanidade da maioria das espécies vegetais, não só para a cultura da soja. Esse nutriente aumenta a espessura da parede celular, promove a rigidez da estrutura dos tecidos e é responsável pela recuperação destes quando são prejudicados. Já o cálcio contribui para a estabilidade de biomembranas, tem um papel importante na divisão e no desenvolvimento celular e na formação da lamela média. É o Ca que pode afetar a incidência ou a severidade de doenças nas plantas pois sob baixos teores deste nutriente muitos fungos e bactérias fitopatogênicas invadem os tecidos, produzindo enzimas pectinolíticas extracelulares, como a poligalacturonase, a qual dissolve a lamela média das plantas hospedeiras. Quando presente, o Ca inibe a presença desta enzima na planta.

            Em um experimento realizado por alunos da Universidade Federal de Viçosa/MG pode-se perceber que com doses maiores de potássio e cálcio foi possível reduzir a severidade da ferrugem na soja. Doses isoladas de cada nutriente foram testadas em caule e folhas. Conhecer os efeitos desses nutrientes minerais sobre a intensidade da ferrugem da soja pode auxiliar a elaborar estratégias de manejo e, consequentemente, reduzir as aplicações de defensivos agrícolas, o custo de produção e o impacto ambiental.

 

O artigo completo  pode ser lido em: https://goo.gl/uqf9uY

Potencialize a eficiência das pulverizações na lavoura com distribuição em taxa variável

A maneira com a qual o agricultor planeja a aplicação dos insumos em sua lavoura diz muito sobre a rentabilidade e os resultados que ele deseja colher futuramente. O sistema de manejo em agricultura de precisão utiliza a aplicação em taxa variável para potencializar a eficiência de fungicidas no desenvolvimento foliar da cultura e herbicidas em plantas daninhas que não foram exterminadas na dessecação normal da lavoura.

A pulverização em taxa variável proposta pela agricultura de precisão é uma técnica que varia a taxa de aplicação conforme o desenvolvimento da cultura e tem a possibilidade de controlar ervas daninhas de difícil controle conforme cada talhão da lavoura. Esse método não considera a média de toda a lavoura, mas os dados gerados em cada ponto específico. Deste modo é possível evitar o desperdício de produtos ou o exagero dos mesmos na planta resultando em uma economia na aplicação em áreas desnecessárias.

A pulverização inteligente em taxa variável consegue identificar de maneira localizada e com excelência o grau de desenvolvimento da cultura e a proliferação de plantas daninhas. Assim é possível compreender as segmentações da área de produção agrícola e oferecer orientações técnicas para que o agricultor possa realizar a aplicação correta e da melhor forma possível na lavoura.

No controle de plantas daninhas, a pulverização inteligente consegue selecionar as plantas daninhas de difícil controle, identificá-las e fazer uma pulverização localizada com herbicida específico em alta concentração para que elas sejam eliminadas. Já na aplicação em taxa variável de fungicidas aplica-se doses do produto conforme o desenvolvimento vegetativo de cada local, onde os talhões têm área foliar mais alta aplica-se doses mais altas e em áreas mais baixas pode-se usar doses normais de fungicidas.

Quando os insumos são aplicados de forma variada com a agricultura de precisão o agricultor tem algumas vantagens na lavoura. Por exemplo: a uniformidade e consequentemente o aumento da produtividade da lavoura; a diminuição do impacto ambiental pois há uma redução de elementos químicos que são pulverizados no meio ambiente; disposição de informações e dados detalhados da lavoura que ajudam a melhorar a gestão da propriedade rural como um todo, sendo possível assim agir de forma rápida e assertiva quando acontecerem problemas na lavoura.  

Grids de amostragem

Uma das ferramentas utilizadas pela AP que identificam a variabilidade de fatores de fertilidade é a amostragem georreferenciada realizada pela divisão da lavoura em grids, ou seja, em pequenos talhões de um, três ou cinco hectares (conforme a necessidade de cada agricultor) sempre respeitando a geoestatística e a qualidade de amostragem feita com equipamentos de controle automático, evitando erros de amostragens por uso de ferramentas manuais.

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