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Agronegócio

Biótipos e características de plantas daninhas resistentes

10 meses atrás - por:

Para a agronomia, a palavra ‘resistência’ pode ser definida como a capacidade adquirida de uma planta em sobreviver a determinados tratamentos herbicidas considerados letais e que controlam a sua população. Essa capacidade de sobreviver e se reproduzir normalmente têm ligação com a mutação ou genes pré-existentes na planta daninha que permitem a adaptação dessas espécies em diversas condições ambientais. Essa resistência nas plantas daninhas tem sido cada vez mais frequente em decorrência da utilização intensa de herbicidas nas últimas décadas o que gera como consequência (além da resistência) a restrição ou inviabilização da utilização dos herbicidas, perdas de rendimento, de qualidade dos produtos agrícolas e maiores custos com o controle.

Existem dois tipos de resistências de plantas daninhas a herbicidas: a resistência cruzada que ocorre quando o biótipo da planta é resistente a dois ou mais herbicidas devido a um único mecanismo de resistência; e a resistência múltipla que ocorre quando o biótipo é resistente a dois ou mais herbicidas porque apresenta dois ou mais mecanismos distintos de resistência.

Os indivíduos com biótipo resistente se produzirão descendentes com a carga genética semelhante, isso demonstra que, ao longo do tempo, o número de indivíduos resistentes se torna significativamente maior que as plantas suscetíveis a herbicidas, ou seja, a resistência marca uma mudança genética na população da espécie de planta daninha, em resposta ao uso intenso de herbicidas. Algumas características das plantas daninhas favorecem a reprodução de indivíduos resistentes, são elas: o curto ciclo de vida, elevada produção de sementes, baixa dormência de semente, várias gerações reprodutivas por ano, grande diversidade genética e a extrema suscetibilidade a um determinado herbicida.

Atualmente, no Brasil, existem quatro espécies de plantas daninhas com casos relatados de biótipos (diferenciação genética que confere a características de resistência) resistentes ao glifosato, sendo elas: Lolium multiflorum, Conyza bonariensis, Conyza canadensis e Digitaria insularis. Para diminuir a existência destas plantas na lavoura se percebe a necessidade de mudanças nas práticas de manejo em um determinado período de tempo visando evitar ou retardar o aparecimento de indivíduos resistentes. Além disso, praticar a rotação de culturas na lavoura, eliminar focos iniciais de plantas resistentes e fazer o monitoramento após a aplicação de herbicidas são elementos que podem auxiliar a diminuir o aparecimento de resistentes na lavoura.

Por:
AgroPrecision
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