A compactação do solo causa prejuízos de produtividade: saiba como minimizar esse problema

A demanda de produtividade em alta escala aliada a uma exigência de qualidade ainda maior pode destacar um fator que impacta diretamente no rendimento da safra na hora de entregar a colheita: a compactação causada no solo. Esta, geralmente ocorre pela entrada sucessivas do maquinário para realizar a aplicação de corretivos, semeadura, aplicação de fertilizantes sólidos, aplicação de fertilizantes foliares, pulverização de herbicidas, fungicidas, inseticidas e a colheita, em condições de alta umidade no solo.

Para o agricultor, os custos de produção já são altos e contabilizam horas de trabalho do maquinário, mão de obra, combustível, insumos e fertilizantes. Para cobrir esses e outros custos é necessário que o produtor ganhe em lucratividade e não diminua o potencial de sua lavoura com o solo compactado.

Para o problema da compactação do solo, o recomendável já é clichê: realizar a prevenção, acompanhando de perto o estado físico do solo, através de análises que detectem os primeiros sinais de compactação utilizando penetrômetro e avaliação visual do sistema radicular, praticar a rotação de culturas, priorizar sistemas de culturas que agregam matéria orgânica ao solo, racionalizar o uso do maquinário reduzindo o número de entradas das máquinas no campo e utilizar esses somente em condições adequadas de umidade do solo.

A utilização de medidores de compactação do solo já é uma ferramenta difundida na Agricultura de Precisão e a AgroPrecision investiu nesse equipamento para agregar aos seus serviços o mapeamento localizado do adensamento do solo, fornecendo informações para os agricultores de quais medidas podem ser adotadas conforme o adensamento de cada local.

Aliado a isso, os pneus de alta flutuação empregados no maquinário da AgroPrecision traduzem o cuidado da empresa para com o solo, as plantas e o agricultor; este que planeja uma boa safra, com alta rentabilidade e despesas menores. A utilização desses pneus, promovem um menor efeito de adensamento sobre o solo no momento da  aplicação de insumos e fertilizantes, auxiliando para que as plantas sigam se desenvolvendo de forma saudável e o solo não seja prejudicado em decorrência do peso das máquinas.

 

Lagarta do cartucho pode gerar cerca de 40% de perdas na produção do milho

A principal praga da cultura de milho no Brasil, a lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda) causa danos econômicos e prejuízos em uma média de 20% a 22% no rendimento da safra, podendo chegar em até 40% de perdas dependendo do nível de ataque e do cultivar do cereal que está sendo utilizada. Para que o agricultor continue tendo retorno no cultivo de milho e obtenha menos perdas na produtividade, algumas medidas de prevenção devem ser tomadas, sendo a dessecação da lavoura uma das principais delas.

A lagarta ataca o milho desde a emergência da planta até a formação da espiga. Os danos ocorrem atacando a base da planta causando injuria e morte da plântula, geralmente quando a lagarta esta em estádio de desenvolvimento mais avançado, e quando a lagarta está pouco desenvolvida e a planta está maior, a praga danifica geralmente as folhas, causando primeiramente uma raspagem na folha e posteriormente causa um dano intenso na planta, com buracos nas folhas e a deposição de ovos, causando a diminuição da área foliar da cultura e “porta” para a entrada de doenças. Neste caso, o controle deve ser priorizado com aplicações sequencias, mas o índice de sucesso é bastante alterado.

É no início da infestação da lagarta que se deve pensar em maneiras de controlar os danos e a proliferação da praga nas plantas de milho. A lagarta ataca em todo o ciclo de desenvolvimento do milho. Na fase final, com o ataque a espiga, ela causa a penetração de água e fungos, o que causa prejuízos ainda maiores para o agricultor. O período mais sensível aos danos na espiga ocorre entre o pré-florescimento e uma semana após o florescimento onde as lagartas iniciam sua alimentação nas folhas e posteriormente migram para espiga causando danos bastante expressivos.

O método mais comum de controle da lagarta do cartucho é o químico com a utilização de inseticidas. A utilização de milho transgênico também pode ser uma ferramenta de controle da lagarta do cartucho, pois o milho com tecnologia Bt, foi geneticamente modificado através da introdução de genes específicos da bactéria de solo, Bacillus thuringiensis (Bt), que tem a função de promover na planta a produção de uma proteína tóxica específica para repelir determinados grupos de insetos.

Para diminuir a possibilidade de aparição de insetos praga na cultura do milho, principalmente a lagarta do cartucho, é importante que o agricultor faça a dessecação da lavoura antes do plantio, deste modo, se houver presença de lagartas pode-se realizar a aplicação de inseticidas fisiológicos, controlando as lagartas e promovendo uma ‘limpeza’ na lavoura.

A utilização de inimigos naturais como formas assertivas de controlar insetos praga na lavoura

O controle biológico se caracteriza por fazer a utilização preventiva de inimigos naturais para diminuir a população de uma praga, corroborando para um controle mais eficiente e uma agricultura mais sustentável. Este tipo de controle é uma prática importante dentro do Manejo Integrado de Pragas e, assim como em outras formas de controle de pragas, quando executado corretamente consegue trazer o resultado desejado pelo agricultor. Fazem parte do controle biológico o desempenho de agentes biológicos que fazem um controle natural dos insetos pragas ou mesmo o controle biológico aplicado, no qual os predadores de pragas são liberados intencionalmente na cultura.

Algumas pragas das principais culturas possuem inimigos naturais. Esses insetos predadores quando liberados em lavouras comerciais atacam somente a praga e não causam danos à planta onde a praga se alimenta. Essa ação predadora pode ocorrer por meio do ataque de fato, ou pode acontecer por meio do parasitismo, onde insetos parasitóides (inimigos naturais), depositam seus ovos e estes passam a se desenvolver dentro do corpo da praga acarretando na morte do inseto.

Soltar insetos predadores no campo não se destaca como uma das principais causas de preocupação entre os agricultores e especialistas. A liberação de qualquer espécie de inimigo natural é previamente estudada para estabelecer um grau de especificidade entre predador e parasitóide, acarretando posteriormente em um ambiente equilibrado. A demanda por controle biológico na cultura da soja cresceu com o passar dos anos por possuir alternativas para o controle de todas as lagartas existentes, mosca branca, doenças de solo, entre outros.

As vantagens de utilizar o controle biológico nas culturas estão ainda entre agir num alvo específico; não deixar resíduos; não afetar os polinizadores e proteger a biodiversidade. Além disso, esse controle não abandona totalmente o uso de agroquímicos. Ao contrário, o Manejo Integrado de Pragas justamente prega o uso correto das duas ferramentas com o uso correto de ambas, evitando desperdícios, gastos desnecessários e a resistência das pragas aos agroquímicos.

Só haverá inimigo natural enquanto existir pragas específicas, extinguindo a praga, não há mais condições para o inimigo natural. Com o controle biológico, insetos predadores de pragas voltam a aparecer no campo e proporcionam auxilio no controle de pragas, mantendo a população destas em baixos níveis, facilitando o controle.

Lavoura em fase de florescimento: cuidados que devem ser tomados nesta fase da planta

O estádio reprodutivo das plantas de soja é denominado no setor agrícola como a fase R e a numeração estabelecida (R1 a R8) representa as fases reprodutivas da soja que compreendem desde o florescimento, desenvolvimento dos legumes, enchimento de grãos e maturação. A classificação quanto ao ciclo de maturação da planta é baseada na capacidade de adaptação de determinado cultivar de soja em relação ao ambiente em que está inserida, levando em consideração aspectos como região de produção, procedência da semente, cuidados com o solo e abastecimento nutricional.

As plantas em estágio R1 já atingiram uma altura entre 38cm a 46cm e apresentam-se nos estágios vegetativos com nós completamente desenvolvidos. No estágio R2 pode-se visualizar uma flor aberta em um (dos dois últimos) nós da haste principal, com folha completamente desenvolvida, planta com altura entre 43 a 56cm. Em R3 percebe-se a vagem com 5mm de comprimento em um dos quatro últimos nós da haste principal e a planta está medindo de 58 a 81cm de altura. Em estágio R4 a vagem já está com 2cm de comprimento em um dos quatro últimos nós da haste principal com folha completamente desenvolvida, medindo de 70cm a 1m de altura. Por fim, em R5 o grão está com 3 mm de comprimento com vagem em um dos quatro últimos nós da haste principal e mede entre 75 a 110 cm de altura.

O manejo e proteção das plantas deve ser realizado ainda em estágio inicial de desenvolvimento, pois é nesta fase, ainda jovem que são identificadas algumas doenças fúngicas como as manchas foliares e ferrugem, principalmente na porção de baixo da planta, estas que podem piorar a partir do momento em que tiver ocorrência de chuvas e essas doenças passarem a contaminar as demais folhas da planta. Também o controle doa taque de pragas deve ser monitorado e acompanhado de perto pelo profissional responsável, para que os danos em produtividade noa sejam significativos.

A proteção deve ser tanto da planta quanto da cultura e da produtividade, realizada neste período inicial no qual ainda há a capacidade de aplicar defensivos e obter uma boa penetração do produto aplicado, uma boa cobertura e principalmente atingir as folhas nas quais o inóculo da doença ou praga está presente. Se essa proteção for realizada na fase em que a planta já está adulta, com o objetivo de reduzir aplicações e economizar produtos, pode ser tarde demais e a produção pode ter sido toda afetada por doenças, consequentemente a aplicação de produtos e as despesas serão mais altas.

AgroPrecision 2018

 

– um ano marcado por compartilhar conhecimento –

O ano de 2018 foi um período marcado por muitas mudanças em diversos cenários, como a economia, política, mercado e tecnologia, e nós acompanhamos todo esse processo. Planejamos, pesquisamos, estudamos e auxiliamos empresas, instituições e clientes compartilhando nossos resultados e desafios. Além disso, trabalhamos com os nossos parceiros com o objetivo de melhorar os serviços prestados, fazendo com que o nosso cliente pudesse obter a máxima produtividade na sua lavoura.

Utilizando um sistema que une tecnologia avançada, um manejo consciente de insumos na lavoura, nossas pesquisas próprias e conhecimento adquirido, além de uma equipe qualificada, colaboramos através da agricultura inteligente para que mais de 50 mil hectares pudessem chegar na sua maior capacidade produtiva e lucrativa.

Para atender esses números, foi preciso ter propriedade no assunto, para isso, neste ano, atuamos frente à diversas pesquisas em nossa Área Experimental, realizamos a colheita da cultura de inverno na qual obtivemos dados sobre o efeito residual dos tratamentos aplicados na cultura de verão, podendo orientar nossos clientes com resultados reais e aplicáveis.

Para nós, 2018, foi marcado por um ano de compartilhar conhecimento e agregar valor a isso. Tanto, que nesta perspectiva, ainda trabalhamos como agentes de compartilhamento de informação, reunindo em nosso 6º WorkShop, mais de 450 pessoas em Cruz Alta para discutir a atualidade e o futuro relacionado a tecnologia na Agricultura de Precisão. Além disso, participamos mais de 30 eventos entre palestras, congressos, encontros e convenções, alternando nossa participação entre espectador e palestrantes convidados.

Acreditamos que o sucesso se constrói a partir do coletivo e da busca constante pela inovação!

Tamanduá da soja – o ciclo de vida destinado a prejudicar sua lavoura

O cultivo da soja no Brasil evolui a cada safra com maiores tecnologias em tratamento de sementes, cultivo, aplicação de insumos e combate a pragas e doenças. Contudo, essa evolução do cultivo do grão trouxe também um aumento na ocorrência de diversas pragas, algumas delas em decorrência da monocultura e pelos sistemas de cultivo, como por exemplo o tamanduá ou bicudo-da-soja (Sternechus subsignatus). Essa praga é considerada de difícil controle e vem ganhando espaços de discussão pelos danos que tem causado às lavouras.
O ciclo de vida desta inseto praga é muito é bem adaptado ao ciclo da soja, com a postura dos ovos, a larva e o inseto adulto, e todo este ciclo ocorre durante um ano. A larva hiberna no solo durante o frio e quando a temperatura ambiental aumenta com a chegada da primavera, ela se transforma em pupa e posteriormente no inseto adulto. Todas essas fases ocorrem no solo, sendo que aproximadamente no mês de novembro o inseto adulto sai do solo e inicia o seu processo de alimentação e oviposição, causando então, danos para a planta de soja.

Na fase adulta, o tamanduá da soja causa prejuízos raspando/desfiando as hastes da soja para se alimentar; nessa raspagem as fêmeas colocam seus ovos dentro da própria haste da soja e estes vão bloqueando a estrutura responsável por translocar a seiva e os nutrientes para a planta durante um longo período, provocando posteriormente o quebramento da planta.

Por se tratar de uma inseto praga residente seu manejo implica em considerar o histórico de ocorrências na área e, em especial, realizar o tratamento de sementes com inseticidas – medida que tem trazido bons resultados – eventualmente recebendo o complemento de pulverização em pós-emergência, quando o efeito residual do tratamento de sementes tenha terminado. Caso o agricultor não tenha tratado a semente, diante de uma infestação dos insetos, resta a possibilidade de controlá-lo com pulverizações.

Quando a população é alta na fase inicial da cultura e o dano atinge o broto da soja as plantas morrem, podendo haver perda de boa parte da lavoura. O dano é menor quando o ataque acontece mais tarde ou quando as larvas se desenvolvem na haste principal, formando galhas. Entretanto, nesse local a planta pode quebrar pela ação do vento e das chuvas. Segundo especialistas, com o desenvolvimento das galhas ocorre a interrupção da circulação da seiva, fazendo com que a planta de soja perca um terço de sua produção em relação às plantas sadias.

 

Proteja a sua produção de milho utilizando fungicidas de forma correta na lavoura

O milho é um dos cereais mais produzidos no mundo devido à sua larga utilização na alimentação humana, animal e da crescente demanda pelas agroindústrias. Grande parte da produção do cereal tem como destino final a composição de rações para aves, suínos e bovinos. Somente uma parcela menor do volume produzido de milho é utilizada diretamente na dieta humana, como farinhas, óleos, adoçantes, macarrão, biscoitos, entre outros alimentos em que o milho é componente. Segundo dados da CONAB, para a safra 2017/18 a produção brasileira de milho, primeira e segunda safra, deveria ser de 25,6 e 63 milhões de toneladas, respectivamente, totalizando 88,6 milhões de toneladas.

Atualmente o sistema de cultivo de milho vem sofrendo mudanças e nem todas elas trazem resultados positivos. Como por exemplo, algumas doenças, principalmente as fúngicas que causam danos a área foliar, podridão dos grãos, espigas e são tidas como uma das principais doenças que afetam a produtividade e qualidade dos grãos.

Para que a cultura tenha força o suficiente para barrar doenças e o agricultor seja assertivo no combate das mesmas, é recomendado, a rotação de culturas, manejo de palhada e fungicidas são ferramentas necessárias para a prevenção e combate das doenças caso estas já tenham se instalado na cultura. O fungicida tem a função de agir diretamente no patógeno, possibilitando a redução do inóculo e, consequentemente, futuras infecções, além de proporcionar fomento significativo no peso das espigas verdes e na produtividade da cultura.

Os fungicidas são insumos que podem potencializar as atividades bioquímicas e fisiológicas da planta, além de proporcionar maior sanidade foliar. Dessa forma auxiliam para que a planta de milho expresse seu potencial de produção e contribua para aumentar o rendimento da produção. No entanto o agricultor que utilizar uma ferramenta isolada, sem o conhecimento do uso correto, pode resultar em aumento do custo de produção e ausência de incrementos significativos.

Monitorar a produção de milho desde a fase vegetativa é essencial para saber a hora certa de realizar aplicações de fungicidas

A ocorrência de doenças fúngicas no milho é resultante da combinação dos seguintes fatores: uso de genótipos suscetíveis; condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das doenças; plantio direto sem rotação de culturas; plantio continuado de milho em uma mesma área; nível de resistência das cultivares às principais doenças; e não utilização de fungicidas.

Entre as doenças mais recorrentes no cultivo do cereal na região sul do país está a ferrugem comum (Puccinia sorghi) e o complexo de manchas foliares, favorecida pelas temperaturas amenas e a alta umidade relativa do ar. Das três ferrugens que ocorrem no milho, a ferrugem comum é a menos severa, provavelmente por ser uma doença antiga e bastante disseminada no país, fato este que possibilitou resistência genética. As doenças fúngicas que atacam o milho como ferrugens e a mancha branca, podem incidir ainda na fase vegetativa da cultura e, numa situação de uso de cultivares suscetíveis e de predominância de condições ambientais favoráveis, o controle químico deve ser considerado de modo a evitar que elevados níveis de doenças alcancem as folhas acima da espiga na fase de florescimento da cultura.

O primeiro fator a ser observado pelo agricultor antes de realizar o manejo da cultura é o nível de resistência do milho em relação às principais doenças presentes na região e na propriedade. O surgimento de doenças fúngicas que podem afetar a cultura do milho é extremamente alto, sendo assim, o controle químico com o uso de fungicidas vem sendo empregado para suavizar os danos causados na produção. Entretanto, realizar esse controle de forma inadequada pode aumentar a pressão de seleção sobre os patógenos e induzir a resistência destes agentes causais.

A época adequada de aplicação dos fungicidas interfere diretamente nos custos de produção, por isso é importante definir com um técnico ou agrônomo o melhor estágio de aplicação destes insumos, visando maximizar a produtividade e diminuir os impactos negativos para o meio ambiente. Todo esse trabalho depende de um monitoramento da lavoura que deve ser iniciado ainda na fase vegetativa da cultura, identificando o tempo certo de aplicação de fungicidas com o equipamento certo e na dose certa para cada área produtiva.

 

A utilização de aminoácidos/bioestimulantes para melhorar a estabilidade produtiva da soja

Um dos diferenciais de maior relevância na agricultura de precisão é o cuidado deste tipo de manejo com a sustentabilidade da agricultura realizando a condução da lavoura com o objetivo de causar menos danos ao meio ambiente, além de diminuir o uso de insumos e poluentes no solo. Aliado às estratégias e ferramentas utilizadas pela agricultura de precisão está a utilização alternativa de aminoácidos como suplemento nutricional, uma espécie de substância orgânica que potencializa uma série de benefícios na planta, contemplando sistema radicular, foliar e ainda o solo. No sistema de plantio direto onde a incorporação e a cobertura de solo são frequentes, as substâncias orgânicas são encontradas em maior quantidade e por isso é possível obter grandes produtividades.

A alimentação e a nutrição básica Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K) muitas vezes já não são suficientes para que a planta possa atingir maiores níveis de produtividade e maior qualidade. A tecnologia de bioestimulantes que agem através de moléculas/biomoléculas, estimulam processos fisiológicos da planta para melhorar o rendimento, estabilidade e a produtividade das mesmas. Um dos mais conhecidos é o aminoácido, molécula livre, precursor da proteína vegetal/animal e além disso está envolvido nos processos fisiológicos da planta, que equilibram nutricionalmente e fisiologicamente a cultura para atingir o seu máximo potencial produtivo que é afetado normalmente pelo clima e outros fatores.

Com a utilização deste tipo de bioestimulantes o metabolismo da planta é ativado e auxilia no rendimento. As principais funções dos aminoácidos são: síntese de proteínas, compostos intermediários dos hormônios vegetais endógenos, efeito complexante em nutrientes e outros agroquímicos, maior resistência ao estresse hídrico e de alta temperatura e maior tolerância ao ataque de doenças e pragas.

A rentabilidade da cultura sempre deve no foco de toda a propriedade, com a utilização de aminoácidos/bioestimulantes o produtor preparar a cultura para suportar situações de stress que acabam por diminuir a produtividade e assim diminui a rentabilidade final. Como todo nutriente, hormônio, aminoácido ou bioestimulante é necessário o conhecimento prévio do produto, qualidade deste e recomendação adequada por técnico ou agrônomo responsável.

A dependência do uso de defensivos agrícolas para proteger a produção de alimentos no Brasil

Assim como os seres humanos, as plantas precisam de diversos cuidados para se desenvolver. Durante a vida elas recebem doses necessárias de água, sol e precisam de nutrientes para que cresçam saudáveis. As plantas também precisam combater doenças e pragas que as atingem e atrasam o seu desenvolvimento, porém elas não produzem substâncias que possam combater essas doenças sozinhas. Para proteger as plantas é que existem os defensivos agrícolas ou agrotóxicos. São produtos químicos, físicos ou biológicos usados no controle de seres vivos considerados nocivos às plantações. Entre os defensivos agrícolas são encontrados produtos que controlam plantas invasoras (herbicidas), insetos (inseticidas), fungos (fungicidas), bactérias (bactericidas) e ácaros (acaricidas). Também são considerados defensivos agrícolas os reguladores e crescimento, que aceleram o amadurecimento e floração de plantas, por exemplo.

Uma determinada lavoura está sujeita ao ataque de diversas pragas, de várias classes, em diferentes fases de seu desenvolvimento. Sem o manejo adequado o conjunto dessas pragas na lavoura é responsável pelo resultado final de aproximadamente 40% de danos provocando queda na produtividade. O controle de agentes biológicos nocivos a plantas cultivadas, pela aplicação de herbicidas, fungicidas, acaricidas e inseticidas, é um dos maiores desafios dos produtores agrícolas. Se esse controle não for eficiente, poderá haver significativa redução na produtividade das culturas, na rentabilidade da produção e no aumento de preços dos produtos agrícolas.

Existem diversos mecanismos destinados ao controle de pragas nas culturas, entre eles se destacam a rotação de culturas; utilização de predadores naturais, parasitas e micróbios; adoção de variedades de plantas com resistência genética ou tolerância a pestes; além do controle químico com a utilização de agrotóxicos. As Boas Práticas Agrícolas (BPA) defende como principal forma, o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que significa o emprego de diversas medidas simultaneamente ou em sequência, adequadas para o tratamento de doenças e pragas específicas da lavoura.

A orientação técnica para os agricultores é de que na hora de escolher os defensivos agrícolas que serão utilizados na lavoura, prefira produtos que tenham ação mais específica e atinjam apenas a praga ou grupo de pragas que você queira controlar. Busque em um acordo com o técnico agrícola responsável de sua propriedade, o uso de defensivos agrícolas de boa qualidade, na dose recomendada, e se realmente necessário, quando o nível de dano causado pela praga justificar o uso de defensivo.

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