A importância do controle de pragas na cultura do milho

Com o início do plantio da safra de milho, os agricultores já começaram a preocupar-se com os principais fatores que podem interferir na produtividade da lavoura. São diversos os problemas, dos quais, os mais preocupantes são imprevisíveis, como as condições climáticas e a invasão de pragas nas lavouras.

Pesquisas apontam que o número de insetos encontrados na cultura do milho é bastante elevado; entretanto, somente algumas espécies constituem problema para a cultura, o que depende das condições ambientais de cada região. Existem diversas pragas que atacam as lavouras de milho, dentre elas algumas demandam atenção redobrada, por causarem maiores prejuízos às lavouras.

O combate às pragas se inicia com um bom diagnóstico através do levantamento feito pelo agrônomo responsável pela propriedade, pois inúmeras são as pragas sugadoras e mastigadoras que podem prejudicar a produtividade se não forem combatidas.

Após o levantamento feito de qual é a praga principal, que estágio de desenvolvimento a mesma se encontra e a mensuração do dano que ela está fazendo, vem a sugestão de controle feita pelo agrônomo ou técnico. Esta sugestão vai levar em consideração todo o ambiente produtivo em que a cultura está inserida, como por exemplo, qual o impacto deste controle em insetos não alvos, horário de aplicação, modo de aplicação, efeito residual ou de choque entre outros.

Posterior a aplicação é necessária nova verificação do agrônomo para avaliar o real controle destas pragas, para assim garantir que a produtividade não seja prejudicada.

Portanto, o manejo de pragas nas culturas exige formação profissional para recomendação, pois é necessário o domínio dos diversos princípios ativos e modos de ação de cada inseticida, para se produzir um alimento cada vez mais limpo e com menor impacto ambiental.

A difícil decisão de qual cultura semear

Gradativamente a agricultura vem mostrando ser um segmento de máxima relevância para a sociedade. É a partir dela que alimentos e renda são gerados além, é claro, da agricultura ser um dos setores que mais impacta na economia do país.

Sabendo desta importância, vários pesquisadores centralizam seus estudos nas perspectivas de mercado para cada safra. Resultado disso são os dados que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) frequentemente divulga em seu site.

Em sua recente pesquisa, divulgada no último mês, aponta que o setor agrícola seguirá como um dos ‘motores’ da economia brasileira e deverá recuperar a participação no Produto Interno Bruto (PIB) em 2017.

No entanto, alguns produtos terão que ser equilibrados na relação entre oferta e demanda para garantir a rentabilidade dos produtores. Segundo a Conab, o milho é um dos produtos que mais preocupa, com uma safra anual recorde e com um estoque que chega ao triplo do registrado na última safra de 2015/2016. Nesta pesquisa a companhia faz um alerta aos produtores, ressaltando que sair de um estoque de 7 milhões de toneladas e passar para 20 milhões de toneladas (entre uma safra e outra) é um fator que preocupa e gera a necessidade de o produtor observar isso e calcular melhor o que vai semear.

O mercado é um campo ainda de difícil compreensão por grande parte dos produtores que, muitas vezes, modificam totalmente as culturas a serem semeadas baseado no que aconteceu no ano anterior. Este tipo de decisão muitas vezes impacta negativamente nos mercados, pois usando o exemplo do milho, em uma safra pode ocorrer uma enxurrada de grãos no mercado, fazendo com o preço do produto caia.

Assim, o planejamento de todas as culturas semeadas e manejos que as mesmas sofrerão deve ser colocado em prática com antecedência e obedecendo aos objetivos que produtor se propõe a atingir. Outro exemplo, é quando o agricultor opta por fazer o mapeamento da fertilidade do solo antecipado. Neste plano de negócio ele ganha tempo para tomadas de decisões, além de poder planejar toda a adubação das safras seguintes para obtenção de melhores resultados.

“O planejamento como um todo só vem a somar nos processos que envolvem a produção agrícola. No entanto, é preciso que os agricultores possam ter acesso a estas informações para que os mesmos tenham possibilidade de fazer escolhas e garantir mais rentabilidade para a lavoura.” – comentam os engenheiros agrônomos Leonardo e Rodrigo Rossato. 

Exportações de fertilizantes cresceram no último mês

– Os fertilizantes são produtos que contribuem para a produtividade da lavoura-

A agricultura é um setor econômico que influência de forma muito significativa no desenvolvimento do Brasil. Alguns estudos apontam que significativa parte da economia brasileira depende da agricultura, pois este é um setor que gera emprego para cerca de 22% da população ativa, 20% das exportações são de produtos agrícolas e 12% do PIB (Produto Interno Bruto) são representados pela agricultura, segundo pesquisas.

Mesmo não vivendo em uma região agrícola ou ainda que se tenha conhecimento pleno sobre a mesma é inegável, que a sociedade sabe da relevância que a agricultura representa no país. Com isso, os produtores passaram a ter uma reponsabilidade maior; o que antes era apenas uma produção familiar, para fins de consumo próprio, passou a ser uma produção de massa, da qual muitos setores dependem desta produção.

O fluxo de produção intensificou-se ao longo da história da agricultura, os processos produtivos tiveram que se adaptar às tecnologias e os agricultores precisaram encontrar meios para garantir uma boa safra. Dentre tantas tecnologias que foram – e estão sendo – inseridas nas lavouras, destacam-se o mapeamento de fertilidade do solo, taxa variável de aplicações de fertilizantes, pulverizações eficientes, etc…

Além destas ferramentas de diagnóstico preciso e aplicação eficiente, os agricultores começaram a compreender a relevância de investir nesses processos. Resultado disso está na pesquisa divulgada pelo Portal GlobalFert, apontando que as importações de fertilizante cresceram no último mês.

Esse levantamento divulgado pelo Portal, mostra que o Brasil importou 2,36 milhões de toneladas de fertilizantes em agosto/2017. O resultado representa um aumento de 5% em relação ao mês anterior, quando haviam sido adquiridos 2,25 milhões de toneladas no exterior.

Os fertilizantes são compostos químicos utilizados na agricultura para aumentar a quantidade de nutrientes do solo e, consequentemente, conseguir um ganho maior na produtividade. Ou seja, esses produtos são fontes de nutrientes essenciais para o cultivo da produção, sem eles e/ou com um uso errôneo, pode-se comprometer a produtividade e rentabilidade do cultivo. 

A importância da aplicação do nitrogênio de forma fracionada

A tecnologia levou até os agricultores, a possibilidade de obter um diagnóstico antecipado e preciso da sua lavoura, para assim, tomar decisões com cautela e fazer uma programação orçamentária. São inúmeras as adversidades que os agricultores encontram em meio a produção, e por isso, é preciso ter conhecimento dos processos que possam contribuir para aumentar a produtividade.

A adubação do solo está dentre os processos importantes para a produção agrícola. É uma temática de extrema relevância para a agricultura e discutir sobre técnicas avançadas e/ou disseminar sobre a mesma é o que torna a produção e rentabilidade diferenciada, segundo os engenheiros agrônomos, Leonardo e Rodrigo Rossato.

Adubar significa enriquecer o solo com elementos que possibilitem a nutrição das plantas. No entanto, é uma técnica que necessita de constante aperfeiçoamento e cuidado redobrado. E, para otimizar esse processo, pode ser utilizado o procedimento conhecido como Programa 4C, usando a fonte Certa, no momento Certo, nas doses Certas e no local Certo. Existem diversos produtos que são utilizados para fazer a adubação, mas o nitrogênio toma grande importância, pois sua característica química impede acumulo no solo e, portanto, exige a aplicação sempre que necessário na lavoura.

Alguns resultados apontam que no manejo da adubação recomenda-se a aplicação do nitrogênio (N) de forma parcelada no solo. Por se tratar de um elemento muito dinâmico no ambiente, pode ser perdido por várias formas se utilizado em fases que as plantas não podem absorvê-lo.        

Na AgroPrecision, existe a orientação para cada fase da cultura conforme o potencial produtivo da área. Uma outra forma de melhorar os resultados é a taxa variável de nitrogênio, onde a aplicação é otimizada, através de uma ferramenta que, a partir dos mapas de sensoriamento remoto e algoritmos, permite melhorar a eficiência da utilização e aproveitamento deste nutriente, diminuindo perdas para o ambiente e melhorando a rentabilidade.

Alguns especialistas reforçam isso, ao divulgarem pesquisas onde apontam que em uma cultura de safra anual, por exemplo, deve aplicar-se uma parte do fertilizante nitrogenado na semeadura e o restante na fase de crescimento, de acordo com a necessidade das plantas, objetivando fracionar as doses no solo para diminuir a sua perda. 

Previsões Meteorológicas: uma preocupação constante dos agricultores

Com a semeadura da soja se aproximando e oficialmente a chegada do verão, as discussões sobre as previsões meteorológicas para os próximos meses, já tomam conta de qualquer roda de conversa entre os agricultores brasileiros.

Embora a chuva, em grande escala, prejudique a produtividade, a falta dela ou a má distribuição, também se torna uma problemática. Resultado disso é que algumas regiões do país já vêm sofrendo com instabilidades climáticas. Este cenário, preocupa os agricultores, pois a importância das condições climáticas na lavoura é fundamental para garantir uma produtividade planejada, já que inúmeros são os episódios agrícolas onde a produção foi comprometida pelos fatores climáticos adversos.

A água sempre esteve presente no dia a dia da agricultura, permitindo ao homem se estabelecer em comunidades fixas para produzir seu próprio alimento e alimento para tantas outras pessoas. O recurso foi e é tão essencial que as primeiras civilizações se desenvolveram próximos de rios e córregos. A agricultura é, em razão disso um dos setores que mais utiliza água no mundo. Segundo pesquisadores, em torno de 70%, e esse percentual pode chegar até 80% nos países mais desenvolvidos.

Conforme algumas pesquisas, mais de 57 fatores são responsáveis pela produtividade de uma cultura, sendo assim cabe a nós melhorar e gerir com eficiência todos os fatores que podem ser modificados, como fertilidade do solo, época de plantio, controle de pragas e doenças, qualidade de semeadura, escolha de sementes de qualidade, etc. Dessa forma, podemos minimizar, os fatores que impactam diretamente na queda de potencial produtivo da lavoura.

Os engenheiros agrônomos Leonardo e Rodrigo Rossato comentam que, “quanto aos fenômenos da natureza, os agricultores estão “de mãos atadas”, pois trata-se de algo incontrolável, afinal, estamos em uma indústria a céu aberto, mas que está neste aspecto a relevância de constantemente, investir em diagnósticos precisos que apontem quais as necessidades de cada subárea da lavoura, para assim, tentar minimizar as perdas de produtividades e aumentar a rentabilidade”.         

Plano Safra 2018: uma oportunidade de planejar resultados

Ter a possibilidade de planejar e garantir maior produtividade para a lavoura é a possibilidade que a AgroPrecision dispõe para seus clientes, a partir do Plano Safra/2018.

O Plano Safra é a alternativa de o produtor utilizar as ferramentas de mapeamento do solo, com o objetivo de planejar antecipadamente a compra de corretivos e fertilizantes para a próxima safra, fazendo com que a aplicação destes ocorra logo após a colheita da soja ou do milho, antecipando as correções de inverno e já predispondo uma melhor condição de fertilidade química para as culturas de inverno.

Os agrônomos Leonardo e Rodrigo Rossato comentam que o Plano Safra iniciou no mês (setembro) e estende-se até o mês de dezembro de 2017. O objetivo é que o produtor pague o serviço somente em abril de 2018, mas tendo o mapeamento realizado no pré-plantio da safra de verão, o que dessa forma, oportuniza melhores condições aos produtores.  “É uma forma de o agricultor não precisar investir neste período de plantio e de ter as vantagens da antecipação das informações para negociação futura.”- afirmam.

Com a antecipação do mapeamento do solo, o produtor pode avaliar com cautela os dados gerados e fazer diversos orçamentos, com tempo hábil para tomada de decisão. Assim, ganha-se em rentabilidade, afinal, depois do mês de outubro, existe uma queda natural no consumo de corretivos e fertilizantes, o que proporciona boas oportunidades de negócios para quem tem o planejamento antecipado. 

Os prejuízos que a degradação do solo traz para a produtividade e para o meio ambiente

A crescente degradação dos solos está preocupando os agricultores no país. Segundo uma pesquisa realizada pela Global Soil Forum, estima-se que nos últimos 50 anos a quantidade de terra agriculturável per capita diminuiu cerca de 1% a cada ano. Dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) apontam que mais de 33% das terras têm alto ou médio grau de degradação.

A preocupação com o solo já era tão grande que, desde 2002 a IUSS (União Internacional de Ciências do Solo) instituiu o dia cinco de dezembro, como o “Dia Mundial do Solo” e, desde então, vários debates centralizam-se em discutir sobre estes problemas, com o objetivo de alertar os produtores.

Segundo a SNA (Sociedade Nacional de Agricultura), existem alguns fatores que têm causado a degradação em terras agriculturáveis em todo mundo, dentre elas destacam-se:

1- Erosão: no que se refere às ações da natureza, a chuva é o principal agente causador da erosão. Quando ocorre uma pancada de chuva em um solo sem cobertura (ou com pouca cobertura vegetal), ocorre a desagregação das argilas e as mesmas ficam predispostas a perdas por escorrimento ou lixiviação, pois a água, que antes era absorvida pelas raízes das árvores e plantas, passa a escorrer criando fluxos preferenciais de escorrimento, iniciando com a erosão laminar e se desenvolvendo em tamanho e capacidade danosa até formar as voçorocas;

2- Salinização: a concentração progressiva de sais pode ser causada pelo manejo mal executado do processo de irrigação em regiões áridas e semiáridas, onde ocorre maior evapotranspiração do que irrigação. Assim a baixa eficiência da irrigação e a drenagem insuficiente nessas áreas contribuem para a aceleração do processo de salinização, pois os sais acabam se acumulando na superfície ao invés de infiltrar no perfil do solo, fazendo com que as terras se tornem improdutivas em curto espaço de tempo;

3- Compactação: é um processo decorrente da manipulação intensiva, quando o solo perde sua porosidade pelo adensamento de suas partículas. Na agricultura, os principais agentes causadores da compactação do solo são: trânsito de máquinas agrícolas, tais como tratores e colheitadeiras, presença intensiva de animais, em condições de umidade do solo inadequadas e baixo teor de matéria orgânica do solo. A compactação é danosa para a produção agrícola, pois influencia negativamente o crescimento de raízes, fazendo com que a planta tenha problemas em seu desenvolvimento. Ela também diminui a movimentação da água pelo solo, pois devido ao aumento da densidade a água não infiltra, ocasionando excesso de líquido nas camadas superficiais, podendo provocar erosão e falta de oxigenação as raízes;

Portanto, todas essas problemáticas e tantas outras devem ser prioridades governamentais e da sociedade em geral para que o meio ambiente não sofra as consequências. Assim, associar também práticas que propiciam a alta eficiência na utilização de insumos agrícolas vão gerar menor impacto ambiental e são de relevante valor para a população como um todo, sem comprometer a rentabilidade da lavoura.

 

Tecnologia aplicada na produção: um ganho para os agricultores

-Instrumentos tecnológicos apoiam desenvolvimento da agricultura de precisão-

            Atualmente, a modernização e os avanços tecnológicos chegaram às lavouras brasileiras. As operações agrícolas antes convencionais e mais trabalhosas, agora dão lugar a pilotos automáticos e colheitadeiras que ‘colhem praticamente sozinhas’. Este ‘salto’ em produtividade e gerenciamento das propriedades rurais pode ser relacionado com os avanços tecnológicos que estão sendo aplicados na agricultura e ao seu aumento de eficiência.

            A tecnologia agrícola vem crescendo gradativamente e ganhando espaço significativo nas lavouras, incluindo o uso de diversos tipos de sensores remotos, utilização de máquinas e sistemas integrados de informação. Hoje, em médias e grandes propriedades, o agricultor vem implementando sofisticadas tecnologias, como o uso da robótica e de mapeamentos diversos, que têm revolucionado todos os tipos de processos agrícolas.

Os agricultores utilizam constantemente tecnologias já difundidas mundialmente, como sensores remotos, mapeamento de fertilidade, taxa variável, imagens aéreas e GPS, todos esses avanços estão relacionados à Agricultura de Precisão e permitem maior produção, aumentando a rentabilidade, além de garantirem maior segurança e controle nas operações agrícolas.

            Resultado disso, está na estimativa do coordenador da Secretaria Executiva da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), divulgada em maio deste ano, apontando que mais de 67% das lavouras usam a tecnologia em suas produções agrícolas. Nestes números está sendo considerado desde o uso do GPS de mão para auxílio do produtor, até a utilização de pilotos automáticos. Mas o aumento expressivo no avanço destas tecnologias se dá principalmente devido a melhoria técnica que ocorre na propriedade e consequentemente no aumento e monitoramento da eficiência de qualquer operação.

             “O principal benefício da tecnologia aliada ao agricultor é quanto a tomada de decisões com qualidade e assertividade, pois ele tem inúmeras informações a seu dispor para isso, consequentemente sua margem de erro diminui, contribuindo para um maior controle na gestão da propriedade. ”– explicam os engenheiros agrônomos Leonardo e Rodrigo Rossato.

            Além disso, os agrônomos comentam que os agricultores não precisam mais utilizar a pulverização, fertilizantes, corretivos e insumos de modo geral em toda a lavoura. Com o uso da tecnologia, hoje, é possível utilizar a quantidade exata requerida em cada subárea específica. Também se consegue tratar o local onde a planta está inserida de maneira única e diferenciada, respeitando suas necessidades e forma de desenvolvimento.

            Portanto, a tecnologia deve trazer a rentabilidade esperada, auxiliando os agricultores a manejar melhor o ambiente onde as culturas estão inseridas, com o objetivo de aumentar o controle sobre os processos produtivos e consequentemente seu lucro.

Calagem correta do solo é um dos principais insumos na lavoura

Ao longo da história da humanidade, vários processos foram se modernizando e com o avanço da tecnologia, diversos setores estão sendo impactados positivamente com isso. No entanto, ainda existem outros mecanismos que estão em desenvolvimento no mercado e que, certamente, vão mudar ainda mais outros processos.

            Dentre os mecanismos que mais se desenvolvem, estão as pesquisas para melhorar a eficiência da adubação utilizada nas culturas. Estas, buscam verificar quais as fontes de nutrientes que apresentarão maior produtividade, qual o momento correto de sua utilização, em que local deve ser posicionado e o modo de aplicação, transformando o investimento em corretivos e fertilizantes em rentabilidade e produtividade.

            Segundo uma pesquisa da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária- Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), divulgada em fevereiro deste ano, os pesquisadores chegaram à conclusão de que sem calcário, o adubo chega a render somente 27%, de um total de 100%. Conforme esta pesquisa, uma grande parcela dos agricultores brasileiros pode perder parte dos recursos investidos nas culturas em razão de adiar a calagem dos solos.

            A calagem, ou aplicação de calcário, é uma etapa primordial do processo de construção de fertilidade do solo para o cultivo agrícola, em que materiais de caráter básico são adicionados ao solo para neutralizar a sua acidez. Ou seja, a calagem favorece o desenvolvimento das raízes, fornece cálcio e magnésio, melhora a disponibilidade de diversos nutrientes do solo para as plantas, entre outros.

            O calcário é um dos insumos que apresenta uma relação custo/benefício muito interessante, pois o mesmo apresenta um efeito residual positivo (dependendo da qualidade). Claro, como todo insumo agrícola, as doses devem ser colocadas conforme a demanda de cada área, obtendo-se assim a máxima eficiência econômica da utilização deste insumo. Por isso a necessidade de utilizar o mapeamento do solo e, após, a aplicação em taxa variável fazem com que este insumo tenha sua máxima eficiência atendida, pois, colocando mais calcário onde a presença de acidez é maior e menor quantidade onde esta necessidade é possível, consegue-se obter resultados produtivos e rentáveis muito melhores que a utilização em dose fixa na área total.

            A correção do solo via calagem é um processo indispensável para que o agricultor obtenha um resultado produtivo na sua lavoura. Em muitos solos os rendimentos de algumas culturas podem ser tão baixos, que sem calagem, o cultivo se torna economicamente inviável. 

Mapeamento de fertilidade do solo: uma alternativa para a rentabilidade na lavoura

Nas últimas décadas, a agricultura vem passando por inúmeras mudanças em seus processos. Consequência disso, está na busca constante por maior rentabilidade atribuída aos altos custos de produção e a competitividade existente.

Existem vários fatores que limitam a produtividade das lavouras, alguns pesquisadores listam mais de 50 itens, e entre os mais comuns está a variabilidade da fertilidade do solo. Por isso, através de ferramentas que a Agricultura de Precisão (AP) utiliza, pode-se gerenciar melhor as atividades agrícolas e melhorar sua eficiência, pois através do mapeamento da fertilidade consegue-se aplicar os insumos no local Certo,  na quantidade Certa, utilizando a fonte Certa do adubo e no momento Certo, sendo este conceito já difundido mundialmente como MANEJO 4C. Alguns pesquisadores da área também afirmam que ao utilizar as ferramentas da Agricultura de Precisão eleva-se a eficiência e a rentabilidade da atividade agrícola, com base no manejo localizado, respeitando a variabilidade do solo e da planta existente na área. 

O mapeamento de solo tem como premissa, respeitar os processos de qualidade de amostragem, a partir de equipamentos desenvolvidos e calibrados para tal finalidade, número de subamostras representativas com o objetivo de que a amostra de solo realmente represente a fertilidade do local em questão. Dessa forma, a eficiência na utilização de um fertilizante ou corretivo é melhorada, gerando, assim, o aumento do potencial de produtividade das áreas que recebem este tratamento. 

Na AgroPrecision, o processo de mapeamento de fertilidade do solo, subdivide-se em duas etapas:

1ª AMOSTRAGEM DE SOLO: Neste processo o contorno da área é feito com o auxílio de um GPS acoplado no quadriciclo e operacionalizado por um técnico agrícola. Quando o contorno da área já está inserido no GPS, divide-se a mesma conforme o grid/grade contratado e inicia-se as coletas das amostras de solo, respeitando-se o número de subamostras necessárias, com equipamento hidráulico, utilizado para evitar que o cansaço do operador prejudique a qualidade da amostragem e equipado com regulador de profundidade para assim, bem representar a fertilidade de cada local. Após esse processo, as amostras são encaminhadas ao laboratório escolhido pelo agricultor, dentre aqueles que fazem parte do programa de qualidade do ROLAS;

2º MAPEAMENTO: Assim que os resultados do laboratório são enviados à AgroPrecision, inicia o processo de construção dos mapas de fertilidade. Os mapas são autoexplicativos e de fácil compreensão, possibilitando a visualização das necessidades de cada hectare da lavoura a partir de cores indicativas em cada escala. A entrega do mapa de fertilidade sempre é feita por profissionais habilitados e com a presença do proprietário da lavoura, para que a execução das interferências que podem acontecer na área já ocorra e assim os resultados comecem a surgir.

Portanto, investir em métodos precisos contribui para o aumento da eficiência de todos os processos da lavoura. 

 

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