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Agronegócio

A difícil decisão de qual cultura semear

2 anos atrás - por:

Gradativamente a agricultura vem mostrando ser um segmento de máxima relevância para a sociedade. É a partir dela que alimentos e renda são gerados além, é claro, da agricultura ser um dos setores que mais impacta na economia do país.

Sabendo desta importância, vários pesquisadores centralizam seus estudos nas perspectivas de mercado para cada safra. Resultado disso são os dados que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) frequentemente divulga em seu site.

Em sua recente pesquisa, divulgada no último mês, aponta que o setor agrícola seguirá como um dos ‘motores’ da economia brasileira e deverá recuperar a participação no Produto Interno Bruto (PIB) em 2017.

No entanto, alguns produtos terão que ser equilibrados na relação entre oferta e demanda para garantir a rentabilidade dos produtores. Segundo a Conab, o milho é um dos produtos que mais preocupa, com uma safra anual recorde e com um estoque que chega ao triplo do registrado na última safra de 2015/2016. Nesta pesquisa a companhia faz um alerta aos produtores, ressaltando que sair de um estoque de 7 milhões de toneladas e passar para 20 milhões de toneladas (entre uma safra e outra) é um fator que preocupa e gera a necessidade de o produtor observar isso e calcular melhor o que vai semear.

O mercado é um campo ainda de difícil compreensão por grande parte dos produtores que, muitas vezes, modificam totalmente as culturas a serem semeadas baseado no que aconteceu no ano anterior. Este tipo de decisão muitas vezes impacta negativamente nos mercados, pois usando o exemplo do milho, em uma safra pode ocorrer uma enxurrada de grãos no mercado, fazendo com o preço do produto caia.

Assim, o planejamento de todas as culturas semeadas e manejos que as mesmas sofrerão deve ser colocado em prática com antecedência e obedecendo aos objetivos que produtor se propõe a atingir. Outro exemplo, é quando o agricultor opta por fazer o mapeamento da fertilidade do solo antecipado. Neste plano de negócio ele ganha tempo para tomadas de decisões, além de poder planejar toda a adubação das safras seguintes para obtenção de melhores resultados.

“O planejamento como um todo só vem a somar nos processos que envolvem a produção agrícola. No entanto, é preciso que os agricultores possam ter acesso a estas informações para que os mesmos tenham possibilidade de fazer escolhas e garantir mais rentabilidade para a lavoura.” – comentam os engenheiros agrônomos Leonardo e Rodrigo Rossato. 

Por:
AgroPrecision
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