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Agronegócio

Como aumentar a eficiência do fertilizante sem gastar mais

2 anos atrás - por:

Com o desafio de intensificar a produção agrícola de forma economicamente viável, mantendo a integridade ecológica dos sistemas e sem desmatar novas áreas, a aplicação de fertilizantes é uma das ferramentas indispensáveis para cumprir esses objetivos.

No entanto, os fertilizantes, por serem fabricados a partir de recursos naturais finitos e, ainda, no Brasil serem, em sua grande maioria importados, o uso eficiente deste insumo é mais do que necessário, tanto para o produtor, quanto para a cultura que está sendo semeada. Usar fertilizantes de forma eficiente significa utilizar a fonte Certa, na dose Certa, no local Certo e na hora Certa, ou seja, realizar o Manejo 4C, ferramenta utilizada e indicada nos mapeamentos de fertilidade para que não hajam desperdícios e para que cada investimento neste insumo seja transformado em desempenho, retornando em rentabilidade da lavoura.

1ºC: A Fonte Certa: é necessário optar por fontes de fertilizantes adequadas ao sistema de produção, à necessidade da cultura, às propriedades do solo e sua capacidade de fornecimento. Este C precisa ser entendido no sentido de selecionar o nutriente correto para cada momento, pois é preciso selecionar o produto correto para fornecer o nutriente selecionado, de forma que ele seja disponibilizado às plantas de maneiras adequada.  Portanto, para selecionar o produto certo, contendo o nutriente certo, é preciso identificar qual o nutriente, qual forma e velocidade de disponibilização necessárias.

2ºC: A Dose Certa: é preciso ajustar a quantidade de fertilizantes a ser aplicada com a necessidade da cultura, levando em consideração o fornecimento pelo solo e a composição do produto. A aplicação de fertilizantes em excesso resulta em desequilíbrio nutricional, ineficiência fisiológica e perda por lixiviação, com prejuízos tanto à produção quanto ao meio ambiente. Em contrapartida, a falta de fertilizantes também resulta em desequilíbrio nutricional e ineficiência fisiológica, com menor rendimento da cultura. Além disso, é essencial verificar a composição dos fertilizantes para garantir que a quantidade planejada dos nutrientes contidos no produto seja efetivamente aplicada.

3ºC: A Hora Certa: é preciso sincronizar o fornecimento e a disponibilização dos nutrientes com a demanda das plantas. A disponibilização e a absorção de nutrientes variam de acordo com a cultura, com o nutriente, com os mapas de fertilidade do solo, condições do solo e do ambiente e com o tipo de fertilizante. Neste ponto, conhecer a demanda de cada fase da cultura é importante para definir prioridades e ter em mente quais são os momentos críticos. Para assegurar o 3ºC é necessário estabelecer uma programação estratégica de diagnósticos (de solo, folha e insumos), que leve em consideração as janelas entre culturas, as fases fenológicas e a logística de amostras, resultados, compras, entregas e controle de qualidade de corretivos e fertilizantes.

4ºC: O Local Certo: é necessário colocar os nutrientes onde são precisos e mantê-los onde as culturas possam absorvê-los. Para isso, a metodologia de amostragem, mapeamento da fertilidade e a forma de aplicação são decisivos. O 4ºC se refere também à forma de aplicação dos fertilizantes, que ora dever ser lançado, ora localizado; ora em superfície, ora incorporado; ora pré-plantio, ora no plantio; ora em cobertura ou ainda via foliar. Cada forma tem sua aplicabilidade baseada no nutriente a ser aplicado, no produto, na tecnologia de fabricação, no momento e na necessidade de disponibilização.

Dessa forma, posicionar corretamente um fertilizante exige conhecer sua dinâmica no solo e na planta, que cruzada com os demais C’s, fecham as quatro medidas para o uso eficiente de fertilizantes. 

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AgroPrecision
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