Temor de longa data exige atenção dos sojicultores

Um temor de longa data, que ainda preocupa e afeta as lavouras brasileiras vem se alarmando gradativamente: as conhecidas doenças da soja. O potencial de danos causados por estas doenças é passível de compreensão, quando especialistas afirmam que estas doenças estão entre os fatores que mais reduzem a produtividade da cultura e auxiliam para o aumento acelerado nos custos de produção do grão.

Segundo dados divulgados em diversos artigos, pela Companhia Nacional de Abastecimento, cerca de 15 a 20% das reduções anuais de produção de soja, carregam as doenças como origem. Essas doenças, variam de acordo com a região e o clima de cultivo do grão, mas existem alguns tipos que mais comprometem as lavouras de soja, tais como: septoriose (Mycosphaerella uspenskajae), crestamento bacteriano (Pseudômonas glycine), mancha olho-de-rã (Cercospora sojina), oídio (Erysiphe diffusa), ferrugem asiática (Phakospora pachyrhizi), mancha alvo (Corynespora cassiicola), mela (Rhizoctonia solani), antracnose (Colletotrichum dematium), podridão de sclerotini (Sclerotini sclerotioum), e podridão das raízes (Macrophomina phaseolina).

Entretanto, mesmo que este fenômeno ainda ocorra nas lavouras, é possível prevenir e controlar estes problemas através da utilização de técnicas específicas, que também irão ajudar na manutenção do potencial produtivo da lavoura. Para evitar os prejuízos causados por esses patógenos é necessário utilizar ferramentas adequadas de manejo, como a rotação de culturas (alternativa importante para quebrar o ciclo dos patógenos presentes nas lavouras), optar pela adoção de sementes certificadas e de boa qualidade, preferir o uso de fungicidas no tratamento de sementes, utilizar a aplicação preventiva de fungicidas e aderir à eliminação de plantas voluntárias no período de entressafra.

Para entender mais sobre este assunto, selecionamos um artigo sobre ‘Manejo de Doenças na Cultura da Soja’, que pode ser acessado através do link abaixo.

http://www.fundacaoms.org.br/base/www/fundacaoms.org.br/media/attachments/216/216/newarchive-216.pdf

*Foto: Portal Syngenta

Entenda o conceito de agricultura inteligente

Como a pulverização inteligente gera economia nas lavouras?

Apesar da tendência do aumento na demanda mundial por alimentos e energia, o produtor rural precisa cada vez mais ser competitivo. Neste cenário, o tratamento fitossanitário demanda mais eficiência. Reduzir a quantidade de litros aplicados por hectare, diminuir perdas por deriva durante a pulverização e aumentar a capacidade operacional de pulverizadores, ou seja, seu rendimento em hectares tratados por hora, são as metas desejadas por todos os agricultores.

Ainda que hajam constantes investimentos em novas máquinas, atingir tais metas com o atual portfólio brasileiro de pulverizadores exige muito mais da capacitação, do treinamento e de um elementar conhecimento teórico e prático do operador em tecnologia de aplicação do que da própria tecnologia embarcada nos pulverizadores.

A proposta dos pulverizadores inteligentes, nome que advém do termo em inglês “smart sprayers”, que consiste no uso de tecnologias sensitivas para detecção de plantas invasoras ou parcelas com danos causados por pragas e/ou doenças e sua pulverização localizada em tempo real, o que não acontece com as pulverizações tradicionais.

Esta técnica caracteriza-se pela correta aplicação do produto na quantidade requerida, de forma econômica e com o mínimo de contaminação humana e ambiental. Logo, estes pulverizadores representam uma modalidade de intervenção fitossanitária mais sustentável, sendo uma solução para o uso excessivo de herbicidas, fungicidas, acaricidas e inseticidas na agricultura e, consequentemente, seus impactos ambientais.

Seus principais benefícios, são: evitar o desperdício em pontos de baixa área foliar com alta dose e maior risco de deriva; aumentar a eficiência de tratamentos fitossanitários em locais de alto índice de área foliar; economizar na aplicação em áreas desnecessárias; arquivos de recomendação para todos os equipamentos do mercado.

Levando em consideração todos esses aspectos, através do uso desta ferramenta, o produtor consegue aliar a economia com diversos outros fatores, como a preservação do meio ambiente, algo que é fundamental, pois cada tipo de produto aplicado requer cuidados específicos para utilização. Na aplicação dos herbicidas, por exemplo, há o risco de deriva durante a pulverização e intoxicação de lavouras vizinhas. Assim, tecnologias que impactem na qualidade da aplicação serão sempre importantes para que a pulverização inteligente seja eficiente.

Como o conhecimento do solo pode minimizar os efeitos da estiagem

A importância da agricultura no Brasil é inegável, uma vez que se trata de uma das principais atividades econômicas do país, fato que, segundo Buonafina (2017), afirma que o Brasil é considerado o país com maior potencial agrícola do mundo, tendo suas médias de produtividade no setor agrícola com índices muito positivos.

Diante disso, os agricultores passaram a buscar alternativas eficazes, para que pudessem colher a máxima produtividade das suas lavouras, assim, diversos procedimento passaram a ser discutidos para melhorar esses processos. A cada cultivo, exige uma atenção e um cuidado diferente na lavoura, no entanto, existem outras ferramentas que permitem que o agricultor tenha mecanismos para se precaver de possíveis perdas de produtividade durante o cultivo.

Um dos recursos primordiais para isso, é o mapeamento da fertilidade do solo. A partir deste procedimento é gerado um diagnóstico preciso das necessidades de nutrientes do solo, permitindo ao agricultor ter a possibilidade de escolher a melhor alternativa na sua tomada de decisão.

A análise química do solo é fundamental para o produtor conhecer a real necessidade em quantidade e tipo de nutriente que o solo precisa. Através da coleta de solo georreferenciada é possível criar mapas de fertilidade química e através destes mapas, corrigir as deficiências e excessos destes nutrientes em cada local. Dessa forma, a eficiência na utilização de um fertilizante ou corretivo é melhorada, tendo por consequência o aumento do potencial produtivo das áreas que recebem este tratamento.

O mapeamento detalhado do solo, além de determinar a quantidade de macronutrientes como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre, que são os mais exigidos pela planta, também detectam os micronutrientes, como zinco, ferro, manganês, entre outros, exigidos em menor quantidade, mas que também são importantes para a boa produtividade. Portanto, saber precisamente o que o solo necessita é de extrema relevância, para assegurar uma alta performance da lavoura.

“Com o mapeamento da fertilidade do solo, é possível equilibrar os nutrientes e verificar quais a subáreas que estão necessitando de cuidados naquele momento.” – comentam os engenheiro agrônomos, Leonardo Rossato e Rodrigo Rossato.

Agricultura de dados: planejamento da lavoura de forma estratégica

A agricultura de dados, precisão ou digital tornou-se um assunto recorrente entre pesquisadores, empresas especializadas e agricultores, pois, essa prática, gradativamente, vem desempenhando um papel importante na busca pelo aprimoramento de técnicas e geração de dados para a lavoura, assim como, o desenvolvimento de novas tecnologias utilizadas em máquinas agrícolas, com o objetivo de obter uma melhor qualidade e otimização dos custos de produção.

Uma pesquisa científica multiplicada em diversos veículos de comunicação, relacionados ao setor, apontou que em 2007, já se existia uma grande diferença entre a agricultura de precisão e a agricultura tradicional, revelando que com o manejo em AP na cultura da soja, houve uma otimização nos custos de produção e 14,8% de aumento na margem liquida, ou seja, em há mais 10 anos esse percentual já era significativo, atualmente, os resultados são ainda mais impressionantes.

O mapeamento dos custos de produção, receitas e resultados econômicos são possíveis de serem realizados através do auxílio de programas ou formas de controle implantados pelo produtor e com as informações geradas pela agricultura de precisão, podem subsidiar futuras estratégias de manejo e investimentos na área. Pesquisadores indicam a análise econômica de pelo menos três a quatro safras, incluindo diferentes culturas para obter padrões consistentes de variabilidade espacial da lucratividade na lavoura. Com base nisso, locais que geram menor lucro devem ser manejadas diferentemente das locais mais lucrativos.

Quando os fatores que afetam a produtividade das culturas e consequentemente a lucratividade da área são manejáveis, como acidez, baixa fertilidade e compactação, estratégias de manejo podem ser empregadas, visando solucionar ou minimizar essas limitações. Entretanto, quando os fatores limitantes são característicos do solo, relevo ou a profundidade do solo, variações de textura, declividade e afloramento de rochas, estratégias de manejo devem ser empregadas para ajustar os investimentos com as prováveis receitas. Algumas alternativas que poderiam ser adotadas nos locais de baixo potencial de gerar lucros incluem: uso de cultivares mais rústicas que tenham menos custos com sementes, defensivos e fertilizantes, uso de culturas mais resistentes e de menor risco, mudança de uso do solo, substituindo cultivos de grandes culturas por silvicultura, fruticultura e/ou pecuária.

Similar a qualquer outro nicho de mercado, a propriedade rural deve ser entendida como um negócio, que passa pelo controle dos custos de produção, bem como, das receitas geradas. Sem os devidos cuidados com essas informações é praticamente impossível planejar investimentos de forma estratégica.

Portanto, nesse sentido, a agricultura de precisão traz ferramentas atualizadas para a gestão da propriedade rural, como estudos da viabilidade econômica, mapas temáticos e uma nova perspectiva de análise dos custos de produção e receitas, ou seja, com a AP é possível identificar os resultados de áreas específicas da lavoura quanto ao lucro ou prejuízo gerado, identificando os locais que efetivamente contribuíram para os resultados positivos ou negativos da propriedade.

*Créditos da imagem: Youagro

Soja: entenda como a nutrição mineral desta cultura pode minimizar a incidência de doenças

A ferrugem asiática da soja é de fácil disseminação pelo vento e no Brasil, em uma lavoura em que o solo não recebeu o manejo correto pré-plantio com dessecação, pode ser encontrada facilmente e causar reduções de até 75% na produtividade. A principal medida de controle da ferrugem é a pulverização com fungicidas, entretanto a nutrição mineral pode contribuir para reduzir a intensidade da doença, isso porque a nutrição aumenta a resistência das plantas às doenças.  

Quando os nutrientes que são necessários para que as plantas sintetizem os compostos químicos e físicos são deficientes na planta é possível que ela esteja mais suscetível a doenças hospedeiras. O potássio (K),cálcio (Ca) e enxofre (S) são os nutrientes que tem mais importância econômica para o desenvolvimento e resposta em defesa das plantas de soja a fitopatógenos. Quando falamos em nutrição nos remetemos a composição química e física da planta e das reações que ocorrem no metabolismo das mesmas fazendo com que se desenvolvam de maneira saudável ou prejudicadas em razão da deficiência nutricional.

O potássio é considerado um dos nutrientes de maior efeito benéfico para a sanidade da maioria das espécies vegetais, não só para a cultura da soja. Esse nutriente aumenta a espessura da parede celular, promove a rigidez da estrutura dos tecidos e é responsável pela recuperação destes quando são prejudicados. Já o cálcio contribui para a estabilidade de biomembranas, tem um papel importante na divisão e no desenvolvimento celular e na formação da lamela média. É o Ca que pode afetar a incidência ou a severidade de doenças nas plantas pois sob baixos teores deste nutriente muitos fungos e bactérias fitopatogênicas invadem os tecidos, produzindo enzimas pectinolíticas extracelulares, como a poligalacturonase, a qual dissolve a lamela média das plantas hospedeiras. Quando presente, o Ca inibe a presença desta enzima na planta.

Em um experimento realizado por alunos da Universidade Federal de Viçosa/MG pode-se perceber que com doses maiores de potássio e cálcio foi possível reduzir a severidade da ferrugem na soja. Doses isoladas de cada nutriente foram testadas em caule e folhas. Conhecer os efeitos desses nutrientes minerais sobre a intensidade da ferrugem da soja pode auxiliar a elaborar estratégias de manejo e, consequentemente, reduzir as aplicações de defensivos agrícolas, o custo de produção e o impacto ambiental.

O artigo completo  pode ser lido em: https://goo.gl/uqf9uY

 

Manejo 4C: entenda como potencializar a eficiência no uso de fertilizantes sem gerar maiores custos

Com o desafio de intensificar a produção agrícola de forma economicamente viável, mantendo a integridade ecológica dos sistemas e sem desmatar novas áreas, a aplicação de fertilizantes é uma das ferramentas indispensáveis para cumprir esses objetivos.

No entanto, os fertilizantes, por serem fabricados a partir de recursos naturais finitos e, ainda, no Brasil serem, em sua grande maioria importados, o uso eficiente deste insumo é mais do que necessário, tanto para o produtor, quanto para a cultura que está sendo semeada. Usar fertilizantes de forma eficiente significa utilizar a fonte Certa, na dose Certa, no local Certo e na hora Certa, ou seja, realizar o Manejo 4C, ferramenta indicada nos mapeamentos de fertilidade para que não haja desperdícios e para que cada investimento neste insumo seja transformado em desempenho, retornando em alta performance da lavoura.

1ºC: A Fonte Certa: é necessário optar por fontes de fertilizantes adequadas ao sistema de produção, à necessidade da cultura, às propriedades do solo e sua capacidade de fornecimento. Este C precisa ser entendido no sentido de selecionar o nutriente correto para cada momento, pois é preciso selecionar o produto correto para fornecer o nutriente selecionado, de forma que ele seja disponibilizado às plantas de maneiras adequada.  Portanto, para selecionar o produto certo, contendo o nutriente certo, é preciso identificar qual o nutriente, qual forma e velocidade de disponibilização necessárias.

2ºC: A Dose Certa: é preciso ajustar a quantidade de fertilizantes a ser aplicada com a necessidade da cultura, levando em consideração o fornecimento pelo solo e a composição do produto. A aplicação de fertilizantes em excesso resulta em desequilíbrio nutricional, ineficiência fisiológica e perda por lixiviação, com prejuízos tanto à produção quanto ao meio ambiente. Em contrapartida, a falta de fertilizantes também resulta em desequilíbrio nutricional e ineficiência fisiológica, com menor rendimento da cultura. Além disso, é essencial verificar a composição dos fertilizantes para garantir que a quantidade planejada dos nutrientes contidos no produto seja efetivamente aplicada.

3ºC: A Hora Certa: é preciso sincronizar o fornecimento e a disponibilização dos nutrientes com a demanda das plantas. A disponibilização e a absorção de nutrientes variam de acordo com a cultura, com o nutriente, com os mapas de fertilidade do solo, condições do solo e do ambiente e com o tipo de fertilizante. Neste ponto, conhecer a demanda de cada fase da cultura é importante para definir prioridades e ter em mente quais são os momentos críticos. Para assegurar o 3ºC é necessário estabelecer uma programação estratégica de diagnósticos (de solo, folha e insumos), que leve em consideração as janelas entre culturas, as fases fenológicas e a logística de amostras, resultados, compras, entregas e controle de qualidade de corretivos e fertilizantes.

4ºC: O Local Certo: é necessário colocar os nutrientes onde são precisos e mantê-los onde as culturas possam absorvê-los. Para isso, a metodologia de amostragem, mapeamento da fertilidade e a forma de aplicação são decisivos. O 4ºC se refere também à forma de aplicação dos fertilizantes, que ora dever ser lançado, ora localizado; ora em superfície, ora incorporado; ora pré-plantio, ora no plantio; ora em cobertura ou ainda via foliar. Cada forma tem sua aplicabilidade baseada no nutriente a ser aplicado, no produto, na tecnologia de fabricação, no momento e na necessidade de disponibilização.

Assim, posicionar corretamente um fertilizante exige conhecer sua dinâmica no solo e na planta, que cruzada com os demais C’s, fecham as quatro medidas para o uso eficiente de fertilizantes. 

Ferrugem-asiática nas lavouras de soja: uma eterna vilã da produtividade

Os processos do plantio de soja no Brasil passaram por grandes transformações ao longo dos anos, isso, em decorrência da busca constate dos produtores, em obter uma máxima produtividade da cultura, e o planejamento dessa atividade é item fundamental para o sucesso da lavoura.

Um dos principais fatores que influenciam diretamente na alta performance das lavouras de soja, está relacionado com a época de plantio da cultivar, pois, embora a recomendação sobre o período correto, varie conforme cada região do país (em decorrência das condições climáticas) a orientação geral dos especialistas é que o plantio inicie, desde a entressafra. Essa preocupação com a época correta do plantio, se faz necessária, para que doenças como a ferrugem-asiática, tenha menores chances de se desenvolver nas lavouras de soja.

Conforme dados publicados na Revista ‘Grandes Culturas – Cultivar’, no ano de 2018, do qual aponta um panorama da incidência da ferrugem-asiática nos estados brasileiros produtores de soja, mostrou grandes riscos do agravamento desta praga ao longo dos anos, principalmente em áreas semeadas tardiamente, bem como o último balanço publicado em 2019, pelo ‘Website Consórcio Antiferrugem’, órgão que tem por objetivo permitir o acesso facilitado às informações e o monitoramento da dispersão da ferrugem-asiática da soja no Brasil, apontou um índice altíssimo no aumento da doença na soja, e desde então, vem gerando preocupação aos agricultores.

A ferrugem-asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora Pachyrhizie, atualmente é uma das doenças mais severas desta cultura, fato que se deve ao grande potencial de perdas na produtividade. Uma doença originária da Ásia, com mais de 116 anos, foi relatada no Brasil, no final da safra 2000/2001, no estado do Paraná, a partir daí, vem aumentando gradativamente sua ocorrência a cada ano, disseminando-se rapidamente para diversas regiões.

A severidade da ferrugem-asiática, foi comprovada na safra 2003/2004, onde ocorreu de forma generalizada em quase todos os estados do Brasil, provocando prejuízos consideráveis em diversas regiões produtoras. Os efeitos desta praga, sofre variações ano após ano, dependendo de diversas situações, como região, clima, condições ambientais, etc., todavia, a concentração inicial de inoculo não reflete na severidade da doença. Cultivares resistentes ou tolerantes sofrem quedas de produção bem menos do que as suscetíveis, porém, a resistência genética pode ser perdida com o tempo.

Especialistas indicam que o controle químico, aliado a boas práticas de manejo do solo, são capazes de combater o ataque da ferrugem-asiática na lavoura de soja. No que tange o manejo, os mesmos afirmam que, várias práticas devem ser postas em ação, como entrada antecipada dos fungicidas aliado ao monitoramento da lavoura.

 

 

 

2019 um ano marcado na história da AgroPrecision

O ano de 2019 foi um período marcado por muitas mudanças em diversos cenários, como na economia, na política, no mercado e na tecnologia, e nós acompanhamos todo esse processo!

Planejamos, pesquisamos, estudamos e auxiliamos empresas, instituições e clientes compartilhando, nossos resultados e desafios, mas acima de tudo, aprendemos em cada oportunidade. Além disso, trabalhamos com os nossos parceiros com o objetivo de melhorar os serviços prestados, fazendo com que o nosso cliente pudesse obter uma melhor performance na sua lavoura.

Utilizando um sistema que une tecnologia avançada, um manejo consciente de insumos na lavoura, nossas próprias pesquisas e conhecimento adquirido, além de uma equipe qualificada, colaboramos através da agricultura inteligente para que centenas de produtores rurais pudessem chegar na sua maior capacidade produtiva e lucrativa.

Para atender esses números, foi preciso ter propriedade no assunto, para isso, neste ano, atuamos frente à diversas pesquisas em nossa Área Experimental, podendo orientar nossos clientes com resultados precisos, reais e aplicáveis.

Para nós, 2019, foi marcado por um ano de compartilhar conhecimento e agregar valor a isso. Tanto, que nesta perspectiva, ainda trabalhamos como agentes de compartilhamento de informação, reunindo em nosso 7º WorkShop, mais de 480 pessoas em Cruz Alta para discutir a atualidade e o futuro relacionado a tecnologia na Agricultura de Precisão. Além disso, participamos mais de 100 eventos entre palestras, congressos, encontros e convenções, alternando nossa participação entre espectadores e palestrantes convidados.

Além de tudo isso, 2019 foi um ano muito importante, pois assumimos a difícil missão de sermos a empresa idealizadora do Pavilhão AgroTech AgroPrecision, durante a XV Feira Nacional do Trigo de Cruz Alta, onde reunimos 40 expositores em um espaço destino ao agronegócio e a tecnologia.

Demonstrando nossa preocupação com a comunidade, participamos ainda, de projetos sociais, como o Pescar Cruz Alta, que além de mantenedores, somos ativamente parceiros desta ação que coloca centenas de jovens no mercado de trabalho e o evento Homens na Cozinha, do qual beneficia outros projetos e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Fomos case no curso de Administração da Universidade de Cruz Alta e somos parceiros da Área Experimental da mesma instituição.

Acreditamos que o sucesso se constrói a partir do coletivo e da busca constante pela inovação! Que venha 2020, ano em que completamos 15 anos de atuação no mercado da Agricultura de Precisão!

 

Lavoura de soja: atenção aos cuidados na fase de florescimento

O estádio reprodutivo das plantas de soja é denominado no setor agrícola como a fase R e a numeração estabelecida (R1 a R8) representa as fases reprodutivas da soja que compreendem desde o florescimento, desenvolvimento dos legumes, enchimento de grãos e maturação. A classificação quanto ao ciclo de maturação da planta é baseada na capacidade de adaptação de determinado cultivar de soja em relação ao ambiente em que está inserida, levando em consideração aspectos como região de produção, procedência da semente, cuidados com o solo e abastecimento nutricional.

As plantas em estádio R1 já atingiram uma altura entre 38cm a 46cm e apresentam-se nos estádios vegetativos com nós completamente desenvolvidos. No estádio R2 pode-se visualizar uma flor aberta em um (dos dois últimos) nós da haste principal, com folha completamente desenvolvida, planta com altura entre 43 a 56cm. Em R3 percebe-se a vagem com 5mm de comprimento em um dos quatro últimos nós da haste principal e a planta está medindo de 58 a 81cm de altura. Em estádio R4 a vagem já está com 2cm de comprimento em um dos quatro últimos nós da haste principal com folha completamente desenvolvida, medindo de 70cm a 1m de altura. Por fim, em R5 o grão está com 3 mm de comprimento com vagem em um dos quatro últimos nós da haste principal e mede entre 75 a 110 cm de altura.

O manejo e proteção das plantas deve ser realizado ainda em estádio inicial de desenvolvimento, pois é nesta fase, ainda jovem que são identificadas algumas doenças fúngicas como as manchas foliares e ferrugem, principalmente na porção de baixo da planta, estas que podem piorar a partir do momento em que tiver ocorrência de chuvas e essas doenças passarem a contaminar as demais folhas da planta. Também o controle do ataque de pragas deve ser monitorado e acompanhado de perto pelo profissional responsável, para que os danos em produtividade não sejam significativos.

A proteção deve ser tanto da planta quanto da cultura e da produtividade, realizada neste período inicial no qual ainda há a capacidade de aplicar defensivos e obter uma boa penetração do produto aplicado, uma boa cobertura e principalmente atingir as folhas nas quais o inóculo da doença ou praga está presente. Se essa proteção for realizada na fase em que a planta já está adulta, com o objetivo de reduzir aplicações e economizar produtos, pode ser tarde demais e a produção pode ter sido toda afetada por doenças, consequentemente a aplicação de produtos e as despesas serão mais altas.

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