Geração de dados: uma alternativa eficiente para a gestão rural

A agricultura de precisão (AP) e Digital tem desempenhado um papel importante na busca constante do aprimoramento de técnicas e geração de dados para a lavoura, bem como o desenvolvimento de novas tecnologias utilizadas em máquinas agrícolas com o objetivo de se obter melhor qualidade, otimização e redução dos custos de produção. Em uma pesquisa científica realizada em 2007, já se fazia a comparação entre a agricultura de precisão e a agricultura tradicional, mostrando que com o manejo em AP na cultura de soja houve redução nos custos de produção e 14,8% de aumento na margem líquida.

O mapeamento dos custos de produção, receitas e resultados econômicos são possíveis serem realizados através do auxílio de programas ou formas de controle implantados pelo produtor e com as informações geradas pela agricultura de precisão podem subsidiar futuras estratégias de manejo e investimentos na área. Pesquisadores indicam a análise econômica de pelo menos três a quatro safras, incluindo diferentes culturas para obter padrões consistentes de variabilidade espacial da lucratividade na lavoura. Com base nisso, zonas de manejo que geram menor lucro devem ser manejadas diferentemente das zonas mais lucrativas.

Quando os fatores que afetam a produtividade das culturas e consequentemente a lucratividade da área são manejáveis, como acidez, baixa fertilidade e compactação, estratégias de manejo podem ser empregadas, visando solucionar ou minimizar essas limitações. Entretanto, quando os fatores limitantes são característicos do solo ou relevo como a profundidade do solo, variações de textura, declividade e afloramento de rochas, estratégias de manejo devem ser empregadas para ajustar os investimentos com as prováveis receitas. Algumas alternativas que poderiam ser adotadas nas zonas com baixo potencial de gerar lucros incluem: uso de cultivares mais rústicas que tenham menos custos com sementes, defensivos e fertilizantes, uso de culturas mais resistentes e de menor risco, mudança de uso do solo.

Similar a qualquer outro negócio, a propriedade rural deve ser entendida como uma empresa que passa pelo controle dos custos de produção e das receitas geradas. Sem os devidos cuidados com essas informações é praticamente impossível planejar investimentos de forma estratégica. Nesse sentido, a agricultura de precisão traz novas ferramentas para a gestão da propriedade rural, como estudos da viabilidade econômica, mapas temáticos e uma nova perspectiva de análise dos custos de produção e receitas. Com a AP é possível identificar os resultados de áreas específicas da lavoura quanto ao lucro ou prejuízo gerado, identificando as zonas que efetivamente contribuíram para os resultados positivos ou negativos da propriedade.

 

Entenda como aumentar a performance na cultura da soja

Um dos diferenciais de maior relevância na agricultura de precisão e digital é o cuidado deste tipo de manejo com a sustentabilidade da agricultura realizando a condução da lavoura com o objetivo de causar menos danos ao meio ambiente, além de otimizar o uso de insumos no solo. Aliado às estratégias e ferramentas utilizadas pela agricultura de precisão está a utilização alternativa de aminoácidos como suplemento nutricional, uma espécie de substância orgânica que potencializa uma série de benefícios na planta, contemplando sistema radicular, foliar e ainda o solo. No sistema de plantio direto onde a cobertura de solo e rotação de culturas devem ser frequentes, as substâncias orgânicas são encontradas em maior quantidade e estão relacionadas a maiores produtividades.

A alimentação e a nutrição básica Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K) muitas vezes já não são suficientes para que a planta possa atingir maiores níveis de produtividade e maior qualidade. A tecnologia de bioestimulantes que agem através de moléculas/biomoléculas, estimulam processos fisiológicos da planta para melhorar o rendimento, estabilidade e a produtividade das mesmas. Um dos mais conhecidos é o aminoácido, molécula livre, precursor da proteína vegetal/animal e além disso está envolvido nos processos fisiológicos da planta, que equilibram nutricionalmente e fisiologicamente a cultura para atingir o seu máximo potencial produtivo que é afetado normalmente pelo clima e outros fatores.

Com a utilização deste tipo de bioestimulantes o metabolismo da planta é ativado e auxilia no rendimento. As principais funções dos aminoácidos são: síntese de proteínas, compostos intermediários dos hormônios vegetais endógenos, efeito complexante em nutrientes e outros agroquímicos, maior resistência ao estresse hídrico e de alta temperatura e maior tolerância ao ataque de doenças e pragas.

A rentabilidade da cultura sempre deve no foco de toda a propriedade, com a utilização de aminoácidos/bioestimulantes o produtor preparar a cultura para suportar situações de stress que acabam por diminuir a produtividade e assim diminui a rentabilidade final. Como todo nutriente, hormônio, aminoácido ou bioestimulante é necessário o conhecimento prévio do produto, qualidade deste e recomendação adequada por técnico ou agrônomo responsável.

 

Defensivos agrícolas: gargalos na proteção da produção agrícola

Assim como os seres humanos, as plantas precisam de diversos cuidados para se desenvolver. Durante a vida elas recebem doses necessárias de água, sol e precisam de nutrientes para que cresçam saudáveis. As plantas também precisam combater doenças e pragas que as atingem e atrasam o seu desenvolvimento, porém elas não produzem substâncias que possam combater essas doenças sozinhas. Para proteger as plantas é que existem os defensivos agrícolas ou agrotóxicos. São produtos químicos, físicos ou biológicos usados no controle de seres vivos considerados nocivos às plantações. Entre os defensivos agrícolas são encontrados produtos que controlam plantas invasoras (herbicidas), insetos (inseticidas), fungos (fungicidas), bactérias (bactericidas) e ácaros (acaricidas). Também são considerados defensivos agrícolas os reguladores e crescimento, que aceleram o amadurecimento e floração de plantas, por exemplo.

Uma determinada lavoura está sujeita ao ataque de diversas pragas, de várias classes, em diferentes fases de seu desenvolvimento. Sem o manejo adequado o conjunto dessas pragas na lavoura é responsável pelo resultado final de aproximadamente 40% de danos provocando queda na produtividade. O controle de agentes biológicos nocivos a plantas cultivadas, pela aplicação de herbicidas, fungicidas, acaricidas e inseticidas, é um dos maiores desafios dos produtores agrícolas. Se esse controle não for eficiente, poderá haver significativa redução na produtividade das culturas, na rentabilidade da produção e no aumento de preços dos produtos agrícolas.

Existem diversos mecanismos destinados ao controle de pragas nas culturas, entre eles se destacam a rotação de culturas; utilização de predadores naturais, parasitas e micróbios; adoção de variedades de plantas com resistência genética ou tolerância a pestes; além do controle químico com a utilização de agrotóxicos. As Boas Práticas Agrícolas (BPA) defende como principal forma, o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que significa o emprego de diversas medidas simultaneamente ou em sequência, adequadas para o tratamento de doenças e pragas específicas da lavoura.

A orientação técnica para os agricultores é de que na hora de escolher os defensivos agrícolas que serão utilizados na lavoura, prefira produtos que tenham ação mais específica e atinjam apenas a praga ou grupo de pragas que você queira controlar. Busque em um acordo com o técnico agrícola responsável de sua propriedade, o uso de defensivos agrícolas de boa qualidade, na dose recomendada, e se realmente necessário, quando o nível de dano causado pela praga justificar o uso de defensivo.

 

Compactação do solo pode prejudicar a produtividade da cultura

A demanda de produtividade em alta escala aliada a uma exigência de qualidade ainda maior pode destacar um fator que impacta diretamente no rendimento da safra na hora de entregar a colheita: a compactação causada no solo. Esta, geralmente ocorre pela entrada sucessivas do maquinário para realizar a aplicação de corretivos, semeadura, aplicação de fertilizantes sólidos, aplicação de fertilizantes foliares, pulverização de herbicidas, fungicidas, inseticidas e a colheita, em condições de alta umidade no solo.

Para o agricultor, os custos de produção já são altos e contabilizam horas de trabalho do maquinário, mão de obra, combustível, insumos e fertilizantes. Para cobrir esses e outros custos é necessário que o produtor ganhe em lucratividade e não diminua o potencial de sua lavoura com o solo compactado.

Para o problema da compactação do solo, o recomendável já é clichê: realizar a prevenção, acompanhando de perto o estado físico do solo, através de análises que detectem os primeiros sinais de compactação utilizando penetrômetro e avaliação visual do sistema radicular, praticar a rotação de culturas, priorizar sistemas de culturas que agregam matéria orgânica ao solo, racionalizar o uso do maquinário reduzindo o número de entradas das máquinas no campo e utilizar esses somente em condições adequadas de umidade do solo.

A utilização de medidores de compactação do solo já é uma ferramenta difundida na Agricultura de Precisão e a AgroPrecision investiu nesse equipamento para agregar aos seus serviços o mapeamento localizado do adensamento do solo, fornecendo informações para os agricultores de quais medidas podem ser adotadas conforme o adensamento de cada local.

Aliado a isso, os pneus de alta flutuação empregados no maquinário da AgroPrecision traduzem o cuidado da empresa para com o solo, as plantas e o agricultor; este que planeja uma boa safra, com alta rentabilidade e despesas menores. A utilização desses pneus, promovem um menor efeito de adensamento sobre o solo no momento da aplicação de insumos e fertilizantes, auxiliando para que as plantas sigam se desenvolvendo de forma saudável e o solo não seja prejudicado em decorrência do peso das máquinas.

 

Agricultura de precisão: compreenda a relação custo/beneficio

Os ganhos com  a utilização das ferramentas da Agricultura de Precisão são vários, por exemplo, na pulverização agrícola com a utilização de barra de luzes ou piloto automático a sobreposição de produtos aplicados na lavoura fica em torno de 2% enquanto isso, quando não utilizada estas ferramentas para o direcionamento do pulverizador a sobreposição passa de 7%, ou seja em cada lavoura está sendo colocado no mínimo 7% a mais de produto em excesso por deficiência de direcionamento, visto que o operador precisa de algum modo se guiar na lavoura.

Na parte de amostragem de solo, o aumento da produção é de no mínimo 7%, pois o número de informações geradas para o produtor tomar uma decisão mais assertiva são grandes, por exemplo, quando se retira apenas uma amostra de solo para uma lavoura de 30 hectares e se decide qual fertilizante utilizar e a quantidade deste baseada apenas nos 22 indicadores de fertilidade química que acompanham esta amostra, tem-se um baixo índice de acerto devido ao pequeno número de informações disponíveis. No entanto, quando se utiliza o mapeamento da fertilidade do solo nesta mesma área, é possível fazer 30 amostras de solo e ter 660 indicadores da fertilidade, consequentemente, este grande número de dados irá fornecer um melhor planejamento e aplicação do fertilizante no solo.

O potencial das ferramentas da Agricultura de Precisão para o auxílio dos produtores, são inúmeras, gerando aumento da rentabilidade e de produtividade, aumento da eficiência baseada no grande número de informações disponíveis a ele, etc. Porém, o engenheiro agrônomo Rodrigo Rossato, comenta que o agricultor precisa recorrer a um profissional específico da área, para visualizar quais são as melhores opções para uma correta tomada de decisão.

“No nosso ponto de vista os degraus da rentabilidade e aumento de produtividade passam por adoção de algumas tecnologias importantes, e todas devem estar sedimentadas antes de procurar subir o próximo degrau.” – argumenta o agrônomo.

Um exemplo bem clássico é que por vezes o produtor direciona muito investimento em máquinas modernas e não se preocupa em investir no conhecimento do seu solo, mantendo o investimento em fertilizantes e corretivos, ou seja, ‘compra os talheres, panelas e pratos, mas não tem comida suficiente para encher a mesa’. Quando, na realidade, o investimento deveria ser ao contrário, priorizando a geração de informação, que porporcionará melhoria da fertilidade do solo que irá fazer ele colher mais e assim poderá ter mais recursos para ir adquirindo máquinas se necessário.

AgroPrecision 2019: um ano marcado em nossa história

O desafio de construir matéria orgânica no solo

A origem do sistema plantio direto possui em seus pilares a manutenção constante da cobertura do solo, rotação de culturas, mínimo revolvimento e adição maior de carbono do que as perdas.

O grande desafio que estamos passando, ocorre no momento em que, nós, agricultores, pensamos de forma imediatista e prática o manejo de solo. Quando achamos mais fácil semearmos uma aveia com a utilização de correntão ou uma grade, a fim de contarmos com rendimento operacional, do que utilizarmos a semeadora de inverno e revolvermos minimamente o solo.

Estudos publicados mostram que uma operação de gradagem sobre um solo subtropical na nossa região, chega a queimar o carbono (C) equivalente a adição de 7 toneladas de matéria seca (MS). Por isso, devemos avaliar o que é mais barato, além de deixar vir por ressemeadura natural a cobertura e semearmos uma aveia a lanço, incorporando posteriormente, ou buscando alternativas com culturas de cobertura diversas, aliadas aos objetivos de cada propriedade, com o intuito de construirmos um solo equilibrado quimicamente, fisicamente estruturado e biologicamente ativo.

A produção de matéria seca – principal fonte de C ao solo, que irá se transformar em matéria orgânica (MO), se o balanço for positivo -, depende diretamente da atenção dispensada a ela e ao investimento realizado. De modo geral, devíamos realmente nos preocupar muito mais com as culturas de serviço, pois é devido a elas que as principais culturas de grãos terão seus ganhos aumentados.

Os benefícios da adoção e manutenção do verdadeiro Sistema de Plantio Direto (SPD) são inúmeros e, grande parte deles, estão relacionados ao solo e ao ambiente.

Na parte química do solo, ocorre o aumento da disponibilidade de nutrientes através da melhor eficiência de ciclagem; o aumento da CTC (capacidade de troca de cátions), fazendo com que este solo tenha maior capacidade de retenção; e a troca de nutrientes com as plantas. Indiretamente, plantas mais nutridas produzem maior matéria seca e, consequentemente, mais carbono, aumentando assim o nível de matéria orgânica no solo.

Na parte física, acontece uma construção de estruturas mais estáveis devido à agregação que a MO promove junto às argilas. O que proporciona um ambiente físico mais estável e com adensamento menor, consequentemente ocorre maior fluxo de oxigênio para as raízes e maior retenção de água, garantindo estabilidade produtiva maior em situações de estresse hídrico.

A parte biológica talvez seja a mais beneficiada com o aumento de MO, pois através da diversidade das plantas de serviço, cobertura permanente, disponibilidade de nutrientes e temperatura mais estável, estes micro-organismos conseguem se desenvolver de forma adequada e em equilíbrio no solo, fazendo, inclusive, o controle de patógenos, o que beneficia novamente todo o sistema.

Portanto, a visão em relação a utilização das plantas de serviço deve mudar, pois é preciso ter importância semelhante as culturas de retorno econômico para que à médio prazo o sistema plantio direto realmente consiga aumentar a estabilidade produtiva e a rentabilidade ao produtor.

Eng. Agr. MSC.  Rodrigo R. Rossato   

 

Controle biológico: entenda como pode ser benéfico para combater pragas na lavoura

O controle biológico se caracteriza por fazer a utilização preventiva de inimigos naturais para diminuir a população de uma praga, corroborando para um controle mais eficiente e uma agricultura mais sustentável. Este tipo de controle é uma prática importante dentro do Manejo Integrado de Pragas e, assim como em outras formas de controle de pragas, quando executado corretamente consegue trazer o resultado desejado pelo agricultor. Fazem parte do controle biológico o desempenho de agentes biológicos que fazem um controle natural dos insetos pragas ou mesmo o controle biológico aplicado, no qual os predadores de pragas são liberados intencionalmente na cultura.

Algumas pragas das principais culturas possuem inimigos naturais. Esses insetos predadores quando liberados em lavouras comerciais atacam somente a praga e não causam danos à planta onde a praga se alimenta. Essa ação predadora pode ocorrer por meio do ataque de fato, ou pode acontecer por meio do parasitismo, onde insetos parasitóides (inimigos naturais), depositam seus ovos e estes passam a se desenvolver dentro do corpo da praga acarretando na morte do inseto.

Soltar insetos predadores no campo não se destaca como uma das principais causas de preocupação entre os agricultores e especialistas. A liberação de qualquer espécie de inimigo natural é previamente estudada para estabelecer um grau de especificidade entre predador e parasitóide, acarretando posteriormente em um ambiente equilibrado. A demanda por controle biológico na cultura da soja cresceu com o passar dos anos por possuir alternativas para o controle de todas as lagartas existentes, mosca branca, doenças de solo, entre outros.

As vantagens de utilizar o controle biológico nas culturas estão ainda entre agir num alvo específico; não deixar resíduos; não afetar os polinizadores e proteger a biodiversidade. Além disso, esse controle não abandona totalmente o uso de agroquímicos. Ao contrário, o Manejo Integrado de Pragas justamente prega o uso correto das duas ferramentas com o uso correto de ambas, evitando desperdícios, gastos desnecessários e a resistência das pragas aos agroquímicos.

Só haverá inimigo natural enquanto existir pragas específicas, extinguindo a praga, não há mais condições para o inimigo natural. Com o controle biológico, insetos predadores de pragas voltam a aparecer no campo e proporcionam auxilio no controle de pragas, mantendo a população destas em baixos níveis, facilitando o controle.

 

Cinco importantes dicas para combater as doenças que afetam a performance da lavoura de soja

Um dos problemas mais graves que podem prejudicar a produção dos agricultores em qualquer cultivo é o surgimento de doenças. No entanto, mesmo que isso ainda ocorra, atualmente é possível prevenir e controlar estes problemas através da utilização de produtos específicos, que também irão ajudar na manutenção do potencial produtivo da lavoura.

Para iniciar um plano de controle, é necessário ter conhecimento prévio de qual cultura estará sendo semeada, quais as doenças mais importantes que atingem aquela cultura, como acontece a infecção desta na planta, qual o ciclo biológico dela e qual o ambiente em que a cultura está exposta.

A soja, por exemplo, é atacada por diversos fungos e bactérias durante o seu ciclo e por isso a presença de um profissional qualificado, ou métodos de monitoramento constante (como alguns utilizados em agricultura de precisão), são primordiais para que o avanço da doença não seja crescente e prejudique a produção.

As que mais comprometem as lavouras de soja são: septoriose (Mycosphaerella uspenskajae), crestamento bacteriano (Pseudômonas glycine), mancha olho-de-rã (Cercospora sojina), oídio (Erysiphe diffusa), ferrugem asiática (Phakospora pachyrhizi), mancha alvo (Corynespora cassiicola), mela (Rhizoctonia solani), antracnose (Colletotrichum dematium), podridão de sclerotini (Sclerotini sclerotioum), e podridão das raízes (Macrophomina phaseolina). Para evitar os prejuízos causados por esses patógenos é necessário utilizar ferramentas adequadas de manejo, como a rotação de culturas, alternativa importante para quebrar o ciclo dos patógenos presentes na lavoura; a adoção de sementes certificadas e de boa qualidade; o uso de fungicidas no tratamento de sementes; a aplicação preventiva de fungicidas; e a eliminação de plantas voluntárias no período de entressafra.

Das doenças foliares, a ferrugem asiática é a que causa maior preocupação devido à rapidez de seu desenvolvimento e pode causar perda total da produção em poucos dias. Por isso, o controle químico é fundamental, bem como o monitoramento e a identificação da doença nos estágios iniciais, para a correta utilização dos fungicidas.

Algumas dicas podem auxiliar na prevenção de doenças na lavoura, tais como:

1 – Cuidado com o horário de pulverização e condições climáticas ideais;

2- Equipamento bem regulado e com volume de gotas adequado à cobertura necessária que será dada na folha;

3 – Avaliar a qualidade da agua que é colocada no tanque do pulverizador, se ela é adequada ao produto que será misturado ou é necessária à utilização de condicionadores;

4 – Escolha correta dos fungicidas levando em consideração a sua eficiência comprovada e dosagem correta;

5 – Aplicações preventivas sempre terão resultados melhores que curativas

Portanto, ao aplicar os defensivos e utilizar produtos de controle de doenças de forma adequada, o agricultor está usando uma das principais soluções para manter a produtividade e a lucratividade da lavoura. Mas lembre-se, cada cultivo e cada subárea precisam de atenção especifica e orientação técnica.

Água X lavoura de soja: entenda a importância para a produtividade da cultura

A água constitui aproximadamente 90% do peso da planta atuando em, praticamente todos os processos fisiológicos e bioquímicos. Desempenha a função de solvente, através do qual, gases, minerais e outros solutos entram nas células e movem-se pela planta. Além disso, a água tem papel importante na regulação térmica da planta, agindo tanto no resfriamento como na manutenção e na distribuição do calor.

A disponibilidade de água é importante principalmente em dois períodos de desenvolvimento da soja: germinação emergência e floração-enchimento de grãos. Durante o primeiro período, tanto o excesso como a falta de água prejudicam o estabelecimento da cultura e a obtenção de uma boa uniformidade na população de plantas, sendo o excesso hídrico mais limitante do que o déficit. A semente de soja necessita absorver, no mínimo, 50% de seu peso em água para assegurar uma boa germinação. E, a necessidade de água na cultura da soja vai aumentando com o desenvolvimento da planta, atingindo o máximo durante a floração – enchimento de grãos (sete a oito mm/dia), decrescendo após esse período.

De modo geral, o consumo mais elevado de água coincide com o período em que a cultura apresenta maior altura e índice de área foliar. A necessidade total de água na cultura da soja, para obtenção do máximo rendimento, varia entre 450 a 800 mm/ciclo, dependendo das condições climáticas, do manejo da cultura e da duração do seu ciclo. Como o consumo de água pela cultura da soja depende, além do estágio de desenvolvimento, da demanda evaporativa da atmosfera, o seu valor absoluto pode variar, tanto em função das condições climáticas de cada região como em função do ano e da época de semeadura na mesma região climática.

Neste cenário é possível observar a importância do solo estar estruturado fisicamente (sem compactação), equilibrado nutricionalmente (nutrientes disponíveis nas quantidades necessárias) e com a microbiota ativa, para que as raízes tenham o seu máximo desenvolvimento e aproveitamento da agua em nutrientes em profundidade, garantindo assim a estabilidade produtiva da lavoura.

 

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