Oito anos do Workshop AgroPrecision: palestrantes nacionais e internacionais já estiveram no palco do evento

Desde o nosso primeiro Workshop, ainda em 2013, sempre nos preocupamos com a qualidade das palestras, porque entendemos que os participantes só iriam colher bons resultados, se aprendessem com os melhores do mercado.

Uma das nossas principais adaptações ao longo destes anos de Workshop, foi quanto a temática do evento. Como o nosso conhecimento teórico e prático em agricultura de precisão, sabíamos o quanto era preciso levar novas técnicas a cada ano para as lavouras, foi então, que desde 2015, passamos a trabalhar com temáticas, que guiavam as palestras do evento.

Já focamos em tecnologia, em dados, no mercado e em rentabilidade, o que nos permitiu proporcionar ao público, palestras com os principais nomes do Brasil e do exterior, compartilhando suas experiências e informações.

Nomes como o do Diretor do Instituto Internacional de Nutrição de Plantas dos Estados Unidos, Steve Philips, do Coordenador do Laboratório de Precisão do Sul, Antônio Luis Santi, o Economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio Da Luz e um dos maiores pesquisadores da agricultura brasileira (in memorian) Dirceu Gassen, já estiveram no palco do nosso Workshop, entre tantas outras referências no agronegócio.

Oito anos do Workshop AgroPrecision: mais de 2 mil participantes

Quando iniciamos o projeto de compartilharmos conhecimento através de um evento técnico, focado em informações precisas para o setor do agronegócio, não objetivamos números, mas sim qualidade.

Ao longo das sete edições realizadas, o nosso Workshop passou por diversas adaptações, sempre, com foco no feedback dos participantes. Mudamos horários, datas, palestras, locais e temas, tudo para que chegássemos o mais próximo da excelência.

Com palestrantes de peso, referências em suas áreas, fomos elevando o nosso nível, percebendo que passamos de uma reunião de 30 pessoas, para um evento de 500 pessoas. A nossa marca foi conquistando novos públicos, trazendo participantes de mais de 40 cidades da região, desde produtores rurais, consultores, agrônomos, técnicos agrícolas e estudantes

As mais de 2 mil pessoas que estiveram presentes no Workshop ao longo destes anos, tiveram a oportunidade de conhecer novas técnicas da agricultura, nacionais e internacionais, entender o mercado e saber como tomar decisões baseadas em dados e não em opiniões. É através da participação destas pessoas que nos motivamos a fazer mais e melhor a cada ano.

Oito anos do Workshop AgroPrecision: para ficarmos mais próximos da nossa missão

Desde 2005, quando iniciamos a AgroPrecision, sempre acreditamos que somente o conhecimento e as informações técnicas eram capazes de gerar bons resultados nas lavouras.

Os nossos serviços sempre foram guiados por estratégias fundamentadas no conhecimento e na informação, com uma equipe técnica qualificada, entregando grandes resultados aos nossos clientes. Porém, em 2013, com mais de oito anos de atuação no mercado, percebemos que precisávamos ficar mais próximos da nossa missão enquanto empresa: ‘viabilizar soluções qualificadas, inteligentes e sustentáveis para a evolução do agronegócio e das pessoas’. Por isso, neste mesmo ano, lançamos o primeiro Workshop Lavoura Inteligente.

Reunindo cerca de 30 pessoas, o principal objetivo do evento era proporcionar um momento de troca de experiências, onde também, pudéssemos compartilhar um pouco do nosso conhecimento e alguns resultados, dos quais, fossem capazes de ajudar os produtores rurais, os engenheiros agrônomos e as demais pessoas que se fizeram presentes.

Com a avaliação positiva dos participantes do primeiro Workshop Lavoura Inteligente, nos motivamos a realizar o evento novamente no ano 2014, dessa vez, com uma dinâmica diferente e com palestrantes renomados no setor do agronegócio, chegando a mais de 100 participantes. Sucesso total, repetimos o feito por mais quatro anos consecutivos.

Diante de um cenário onde já estávamos há 13 anos no mercado da agricultura de precisão, com clientes colhendo excelentes resultados e seis Workshops com feedbacks positivos, entendemos que o evento não era (mais) somente uma forma de ficarmos próximos da nossa missão, era um evento com propósito de proporcionar em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, um evento com a magnitude de grandes capitais. Foi então, que em 2018, reformulamos novamente a nossa dinâmica, buscamos os melhores palestrantes, construímos parcerias e diversificamos o público, entre produtores rurais, empresários, autoridades locais e estudantes, nascendo assim, o Workshop AgroPrecision.

FARSUL divulga dados sobre os custos operacionais totais nas lavouras, chegando a mais de 150% nos últimos 10 anos

Na primeira semana deste mês, a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (FARSUL), através do programa Campo Futuro, apresentou dados alarmantes sobre os custos operacionais nas lavouras, sendo que, somente com as principais produções do Estado, os números registram um aumento superior a 150%.

Segundo o site oficial da FARSUL, esta pesquisa acompanha a evolução dos custos de produção em regiões que são referência na produção agrícola, como o caso da cidade de Carazinho/RS, chegando a uma alta de 157% na cultura do milho e 73% no trigo, única cultura que não ultrapassou os 100% de alta no período. Ainda segundo o site, o economista do Sistema FARSUL, Ruy Silveira Neto, alerta que o movimento de alta irá se manter, justificando que “estamos trabalhando com taxas médias de 10% ao ano”, argumenta.

A FARSUL, ainda destaca que na última safra (2019/2020), o milho apresentou uma queda de 32% em sua produtividade, especialmente, em decorrência da seca que atingiu o Rio Grande do Sul no verão, considerado o terceiro pior resultado na série histórica do programa Campo Futuro. Todavia, os preços cresceram 25% no mesmo período, tendo um expressivo aumento de 256% no custo com seguros em decorrência da estiagem e de 16% com fertilizantes, o que fez com que o Custo Operacional Total (COT) do grão, aumentasse em 3%.

A pesquisa ainda revela que o trigo no Rio Grande do Sul, teve uma alta de 14% na produtividade e 7% no preço, conquistando a melhor cotação em 10 anos de levantamento na região de Carazinho, chegando a uma queda de 5% no COT. Entretanto, a margem bruta se manteve negativa na safra 2019/2020, sendo a soja e o milho irrigado, chegando a caírem 22% e 18% (respectivamente) as suas produtividades.

A FARSUL destaca que a redução nos custos de fungicidas e herbicidas impactam diretamente nos Custos Operacionais Totais, destes grãos (soja -7% e milho -9%), isso se deu em decorrência da influência do clima seco no combate às pragas das lavouras irrigadas. Sendo que com a valorização dos preços acima da queda da produtividade, as culturas obtiveram recordes históricos nas suas margens brutas.

Os dados completos apresentados pelo projeto Campo Futuro, você pode ter acesso acessando este link: https://www.farsul.org.br/files/ef35f45d62d323d4866d4db0acea1f8a/midia_document/20200903/Campo-Futuro-3.0.pdf

Fonte: farsul.org.br

Rendimento das lavouras: entenda como o fósforo é um importante aliado neste processo

O fósforo é essencial para o metabolismo das plantas e desempenha um papel crucial na transferência de energia da célula, na respiração e na fotossíntese, além de contribuir para o crescimento das raízes, na qualidade de frutas, verduras, grãos e formação das sementes. Ele atua também na fixação de nitrogênio e é determinante na composição de amido, proteína solúvel, sacarose e glicose da planta. Entre os macronutrientes primários absorvidos, o fósforo é o de menor quantidade, entretanto sua presença no solo é indispensável para o crescimento da produção vegetal.

As plantas jovens absorvem quantidades maiores de fósforo ocorrendo um crescimento rápido e intenso das raízes. Da mesma forma, o solo, tendo disponibilidade, repõe o nutriente em uma quantidade e velocidade suficiente para atender à sua demanda nutricional. Se tudo isso ocorrer em equilíbrio, o solo estará com sua fertilidade alta; se não, ações devem ser realizadas para corrigir o desequilíbrio e aumentar a oferta deste nutriente para aumentar a produtividade.

O fósforo é altamente móvel nas plantas e conforme a mesma amadurece, o nutriente é transloucado para as áreas “drenos” que necessitam de alta energia para a formação de sementes e frutas.

As limitações na disponibilidade deste nutriente no início do ciclo vegetativo podem resultar em restrições no desenvolvimento da planta que não se recupera posteriormente, mesmo aumentando o suprimento de fósforo a níveis adequados. Nas plantas, a deficiência de fósforo é mais difícil de diagnosticar que uma deficiência de nitrogênio ou potássio, pois elas podem acontecer mais tardiamente. As deficiências de fósforo tardias na estação de crescimento afetam o desenvolvimento e maturidade normal do cultivar.

As plantações geralmente não apresentam sintomas óbvios de deficiência de fósforo além do atraso geral no crescimento. Quando uma deficiência visual for reconhecida, dificilmente consegue-se corrigir esta deficiência na safra. Além de reduzir a transpiração e a fotossíntese, a deficiência mais severa causada pela falta de fósforo altera a cor das folhas, deixando as bordas com um arroxeamento e má formação da mesma. Em áreas agrícolas o fornecimento de fósforo deve ser diagnosticado através de amostras de solo e, após a correta interpretação, deve-se atentar pela escolha do melhor fertilizante para tender no mínimo a exportação pela cultura deste nutriente para que, assim, os níveis não declinam e causem problemas de produtividade.

Qual a importância da construção de perfil do solo?

A construção de um perfil de solo favorável ao desenvolvimento e aprofundamento do sistema radicular é um dos grandes desafios dos produtores brasileiros, tanto, que nos últimos anos, este é um assunto gerador de grandes discussões, principalmente, pelos benefícios que essa técnica proporciona nas lavouras.

Uma das principais funções quando se fala em construção de perfil do solo é o combate ao alumínio tóxico em subsuperfícies e também o aumento nos teores de cálcio, com o objetivo de ter a possibilidade da raiz da planta descer com maior profundidade. Ou seja, quando é possível que o sistema radicular desça em maior profundidade, consegue-se uma maior absorção de água e nutrientes, o que gera uma maior estabilidade produtiva.

No entanto, o maior desafio concentra-se em encontrar a melhor alternativa para cada propriedade, porque cada lavoura possui uma variabilidade química diferente e é justamente por isso, que a nossa equipe técnica inicia o processo de construção de perfil do solo, com o mapeamento da fertilidade em superfície, ou seja, primeiramente, mapeamos a parte superior do solo para realizar as correções necessárias e o planejamento do que será preciso para fazer a correção das subsuperficies.

Portanto, para a correção da subsuperficie é preciso coletar uma amostra em profundidade maior, geralmente, trabalhamos com amostras de 20 a 40 cm para avaliar os teores de alumínio e cálcio presentes nessa camada. Com essa avaliação em mãos, é possível estudar cada análise para fazer uma sugestão sobre qual a melhor alternativa para se otimizar quimicamente aquela camada e fazer com que tenha o desenvolvimento radicular mais adequado, com isso, o agricultor terá maior produtividade, porque conquistará uma estabilidade produtiva ao longo do tempo

Tomadas de decisões baseadas em dados e não em opiniões

Já faz alguns anos que a agricultura está vivendo um cenário de aumento das áreas cultivadas e do sistema de plantio direto, onde é possível notar a necessidade de incrementar a demanda de informações sobre os índices de fertilidade, recomendações de calagem, adubação e nutrição do solo e das plantas. 

Neste cenário a agricultura de precisão torna-se uma importante aliada dos agricultores, através dela, o produtor obtém conhecimento sobre a variação espacial de atributos de solo e de planta, consegue fazer um melhor planejamento e otimizar os investimentos na lavoura. É através da agricultura de precisão que é feita a coleta de amostras e o mapeamento de fertilidade do solo, fazendo com que a AP se torne uma peça ‘chave’ para a tomada de decisões na propriedade.

Na AgroPrecision o processo de amostragem de solo é realizado por técnicos agrícolas que primeiramente demarcam o contorno da área com o auxílio de um GPS acoplado em quadriciclo. Essa área demarcada é dividida em grades (grids) para as coletas das amostras de solo, respeitando o número de subamostras que representam a fertilidade de cada local e que posteriormente serão encaminhadas para um laboratório.

Quanto menor o grid, mais informação o produtor vai ter e consequentemente maior confiabilidade e mais acertos na hora de tomar as decisões. Em áreas de sequeiro, a AgroPrecision trabalha inicialmente com grids de três hectares e com o passar do tempo começa a trabalhar em áreas menores para melhorar aquelas que ainda estão deficientes. Enquanto em áreas irrigadas, o indicado é começar já com grids menores, de no máximo, um ou dois hectares em que se tem um retorno de investimento maior.

Para tomar a decisão do tamanho de grid que que será trabalhado é recomendado calcular a quantidade de informação que cada grid vai gerar, sendo que toda amostra de solo coletada traz informações de pelo menos 20 fatores de fertilidade. Em uma área de 50 hectares, com grids de dois, o produtor gera mais de 500 informações que estarão em suas mãos na hora de tomar as decisões, sobre adubação, calagem, corretivos e fontes de nutrientes, por exemplo. Comparado a amostragem de solo convencional, feita com apenas uma amostra de solo em 50 hectares, o agricultor terá apenas 20 informações em mãos para tomar decisões sobre a fertilidade de sua lavoura. A diferença de volume de dados que o agricultor terá vai definir a eficiência, a produtividade e o melhor aproveitamento do adubo ou fertilizante que vai será utilizado na cultura.

Com os resultados dos laboratórios em mãos, o setor de suporte inteligente da AgroPrecision inicia o processo de construção de mapas de fertilidade, dos quais, utilizam uma metodologia autoexplicativa, onde o agricultor é capaz de visualizar em cores indicativas as necessidades de cada hectare, com isso, o agricultor ganha mais tempo e uma maior certeza na hora de fazer as escolhas baseadas em dados e não em opiniões. 

Degradação solo: quais os prejuízos para o meio ambiente?

Segundo uma pesquisa realizada pela Global Soil Forum, em 2018, estimava-se que nos últimos 50 anos a quantidade de terra agriculturável per capita diminuiu cerca de 1% a cada ano. Dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) apontam que mais de 33% das terras têm alto ou médio grau de degradação.

A preocupação com o solo já era tão grande que, desde 2002 a IUSS (União Internacional de Ciências do Solo) instituiu o dia cinco de dezembro, como o “Dia Mundial do Solo” e, desde então, vários debates centralizam-se em discutir sobre estes problemas, com o objetivo de alertar os produtores.

Segundo a SNA (Sociedade Nacional de Agricultura), existem alguns fatores que têm causado a degradação em terras agriculturáveis em todo mundo, dentre elas destacam-se:

1- Erosão: no que se refere às ações da natureza, a chuva é o principal agente causador da erosão. Quando ocorre uma pancada de chuva em um solo sem cobertura (ou com pouca cobertura vegetal), ocorre a desagregação das argilas e as mesmas ficam predispostas a perdas por escorrimento ou lixiviação, pois a água, que antes era absorvida pelas raízes das árvores e plantas, passa a escorrer criando fluxos preferenciais de escorrimento, iniciando com a erosão laminar e se desenvolvendo em tamanho e capacidade danosa até formar as voçorocas;

2- Salinização: a concentração progressiva de sais pode ser causada pelo manejo mal executado do processo de irrigação em regiões áridas e semiáridas, onde ocorre maior evapotranspiração do que irrigação. Assim a baixa eficiência da irrigação e a drenagem insuficiente nessas áreas contribuem para a aceleração do processo de salinização, pois os sais acabam se acumulando na superfície ao invés de infiltrar no perfil do solo, fazendo com que as terras se tornem improdutivas em curto espaço de tempo;

3- Compactação: é um processo decorrente da manipulação intensiva, quando o solo perde sua porosidade pelo adensamento de suas partículas. Na agricultura, os principais agentes causadores da compactação do solo são: trânsito de máquinas agrícolas, tais como tratores e colheitadeiras, presença intensiva de animais, em condições de umidade do solo inadequadas e baixo teor de matéria orgânica do solo. A compactação é danosa para a produção agrícola, pois influencia negativamente o crescimento de raízes, fazendo com que a planta tenha problemas em seu desenvolvimento. Ela também diminui a movimentação da água pelo solo, pois devido ao aumento da densidade a água não infiltra, ocasionando excesso de líquido nas camadas superficiais, podendo provocar erosão e falta de oxigenação as raízes;

Portanto, todas essas problemáticas e tantas outras devem ser prioridades governamentais e da sociedade em geral para que o meio ambiente não sofra as consequências. Assim, associar também práticas que propiciam a alta eficiência na utilização de insumos agrícolas vão gerar menor impacto ambiental e são de relevante valor para a população como um todo, sem comprometer a produtividade da lavoura.

Entenda como o mapeamento da fertilidade do solo auxilia no potencial produtivo das lavouras

Não é de hoje que sabemos a importância da agricultura para o mundo, tanto que devido a sua representatividade na economia de diversos países, este setor passou a ser altamente competitivo, exigindo dos agricultores estratégias cada vez mais assertivas para um bom desempenho em suas lavouras.

Para que o agricultor obtenha a máxima eficiência, independentemente da cultura, diversos procedimentos passaram a ser discutidos para melhorar esses processos. Cada cultivo exige uma atenção e um cuidado diferente na lavoura, sendo a mesma, vítima de vários efeitos incontroláveis, como o clima, por exemplo, no entanto, existem outras ferramentas que permitem que o agricultor tenha mecanismos para se precaver de possíveis perdas de produtividade durante o cultivo.

A equipe técnica da AgroPrecision, que há 15 anos entrega soluções inteligentes aos seus clientes, orienta que o mapeamento da fertilidade do solo é uma das principais alternativas que pode ser utilizada pelos agricultores, na tentativa de evitar problemas futuros. A partir deste procedimento, é gerado um diagnóstico preciso das necessidades de nutrientes do solo, permitindo ao agricultor ter a possibilidade de escolher a melhor opção de fertilizante e dose deste para a sua lavoura.

“Com o mapeamento da fertilidade do solo, é possível equilibrar os nutrientes e verificar quais a subáreas que estão necessitando de cuidados naquele momento.”– argumentam os engenheiro agrônomos Rodrigo Rossato e Leonardo Rossato.

A análise química do solo é fundamental para o produtor conhecer a real necessidade em quantidade e tipo de nutriente que o solo precisa. Através da coleta de solo georreferenciada é possível criar mapas de fertilidade química e através destes mapas, corrigir as deficiências e excessos destes nutrientes em cada local. Dessa forma, a eficiência na utilização de um fertilizante ou corretivo é melhorada, tendo por consequência o aumento do potencial produtivo das áreas que recebem este tratamento.

O mapeamento detalhado do solo, além de determinar a quantidade de macronutrientes como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre, que são os mais exigidos pela planta, também detectam os micronutrientes, como zinco, ferro, magnésio, entre outros, exigidos em menor quantidade, mas que também são importantes para a boa produtividade.

Saber precisamente o que o solo necessita é de extrema relevância, para assegurar um potencial produtivo maior, ou seja, a partir do mapeamento da fertilidade do solo, diversos problemas podem ser evitados, gerando assim, decisões baseadas em dados e não em opiniões.

O equilíbrio do solo como componente essencial de uma excelente produtividade

Nos últimos anos a agricultura mostrou aos produtores grandes desafios, colocando-os em situações de extrema atenção, justamente, porque essas circunstâncias impactam diretamente na produtividade de cada cultivo.

Um exemplo bem comum que os agricultores passam é o aumento no custo de produção advindos de diferentes processos, como a necessidade de modernização e/ou manutenção dos maquinários, mão-de-obra e combustíveis, além, é claro, do principal desafio, que é encontrar o equilíbrio em administrar de forma eficiente a fertilidade do solo e extrair o máximo rendimento da cultura.

Diante de todos esses desafios, resta aos agricultores o incremento de produtividade permanente, com o qual, segundo especialistas, seria necessário (e possível) traçar um objetivo de 5% a mais a cada ano para transpor tais barreiras.

Dessa forma, os desafios dos agricultores tornaram-se uma ‘via de mão dupla’, ao passo que aumentam gradativamente as adversidades no cotidiano agrícola, o mercado se modernizou e passou a oferecer novas ferramentas (tecnologia) que proporcionam com o objetivo de incremento da produtividade; todavia, é preciso não esquecer da base principal, que dá origem a todo o restante: o equilíbrio químico, físico e biológico do solo. É justamente o solo que deve estar quimicamente equilibrado, fisicamente estruturado e biologicamente ativo para proporcionar o fornecimento de nutrientes e condições de desenvolvimento de raízes capazes de sustentar todo o potencial produtivo que as cultivares possuem de genes quantitativos que geram maiores produtividade.

Para isso, uma alternativa é o mapeamento da fertilidade do solo, uma vez que iniciado com a amostragem do solo é capaz de proporcionar o conhecimento mais detalhado da situação. A partir desta amostragem é possível observar em que nível de fertilidade cada lavoura se encontra, verificando o que os manejos de vários anos de corretivos agrícolas, adubação, rotação de culturas, etc., influenciaram neste mapeamento, tendo como objetivo principal identificar qual a maior necessidade de fertilidade deve ser atacada e que dará maior resposta em produtividade.

O engenheiro agrônomo Rodrigo Rossato explica que, com o mapeamento de fertilidade do solo, são retiradas as amostras podendo observar cada subárea e sua necessidade, diminuindo o erro de recomendação da adubação, aumentando a eficiência dos fertilizantes através do grande número de dados gerados e analisados de forma inteligente pelo Programa de Adubação Inteligente (P.A.I.), otimizando a mão-de-obra, diluindo custos fixos, impactando na produtividade e na rentabilidade da lavoura.

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