Como ter um bom equilíbrio no solo

A agricultura, na atualidade, vem apresentando grandes desafios aos agricultores, colocando-os em situações de muito cuidado, pois essas situações impactam na sua produtividade e lucratividade.

Um exemplo bem comum que os agricultores passam é o aumento no custo de produção advindos de diferentes processos, como a necessidade de modernização e/ou manutenção dos maquinários, mão-de-obra e combustíveis, além, é claro, do principal desafio, que é encontrar o equilíbrio em administrar de forma eficiente a fertilidade do solo e ter altos rendimentos com rentabilidade.

Diante de todos esses desafios, resta aos agricultores o incremento de produtividade permanente, com o qual, segundo especialistas, seria necessário e possível traçar um objetivo de 5% a mais a cada ano para transpor tais barreiras.

Os desafios dos agricultores tornaram-se uma ‘via de mão dupla’, ao passo que aumentam gradativamente as adversidades no cotidiano agrícola, o mercado se modernizou e passou a oferecer novas ferramentas tecnológicas que proporcionam melhorias para o objetivo de incremento de produtividade; todavia, é preciso não esquecer da base principal, que dá origem a todo o restante: o equilíbrio químico, físico e biológico do solo. É justamente o solo que deve estar quimicamente equilibrado, fisicamente adequado e biologicamente ativo para proporcionar o fornecimento de nutrientes e condições de desenvolvimento de raízes capazes de sustentar todo o potencial produtivo que as cultivares possuem de genes quantitativos que geram maiores produtividade.

Para isso, uma alternativa é o mapeamento da fertilidade do solo, uma vez que iniciado com a amostragem do solo é capaz de proporcionar o conhecimento mais detalhado da situação. A partir desta amostragem é possível observar em que nível de fertilidade cada lavoura se encontra, verificando o que os manejos de vários anos de corretivos agrícolas, adubação, rotação de culturas, etc., influenciaram neste mapeamento, tendo como objetivo principal identificar qual a maior necessidade de fertilidade deve ser atacada e que dará maior resposta em produtividade.

O engenheiro agrônomo Rodrigo Rossato explica que, com o mapeamento de fertilidade do solo, são retiradas as amostras podendo observar cada subárea e sua necessidade, diminuindo o erro de recomendação da adubação, aumentando a eficiência dos fertilizantes através do grande número de dados gerados e analisados de forma inteligente pelo Programa de Adubação Inteligente (P.A.I.), otimizando a mão de obra, diluindo custos fixos, impactando na produtividade e na rentabilidade da lavoura.

Alternativas para evitar a compactação do solo

O setor agrícola é uma atividade que passa constantemente por inúmeras transformações, a própria mecanização é um exemplo disso.

Com um ritmo acelerado de plantio, semeadura e colheita, tem-se uma otimização do tempo, das condições climáticas e da mão-de-obra, na maioria das lavouras o tráfego intenso de maquinários agrícolas em condições inadequadas de manejo, causam a compactação dos solos nas propriedades.

O termo compactação do solo faz referência ao processo que descreve o decréscimo do volume de solos não saturados quando uma determinada pressão externa é aplicada, a qual pode ser causada pelo tráfego de máquinas agrícolas ou equipamentos de transportes. Em solos compactados, a produtividade e desenvolvimento das plantas é menor e isso vem sendo atribuído, por meio de pesquisas, ao impedimento mecânico do crescimento radicular da cultura, menor oxigenação, menor absorção de água e de nutrientes pelas plantas devido ao menor volume de solo explorado.

Para minimizar todos esses efeitos, algumas decisões técnicas podem ser tomadas, como rotação de culturas, acréscimo de matéria orgânica, tráfego controlado, etc. Outra técnica de suma importância é a utilização de pneus de alta flutuação, que garantem uma maior área de contato com o solo, distribuindo, assim, melhor o peso do equipamento, evitando o aumento da compactação. Por isso, a AgroPrecision investe alto e dispõem em seus caminhões este tipo de acessório (pneus de alta flutuação) para que não haja prejuízo no pleno desenvolvimento das plantas, evitando perdas de rendimento e, consequentemente, aumentando a produtividade e lucratividade.

Área Experimental da AgroPrecision: uma maneira de informação precisa

Para atender as demandas dos produtores rurais quanto às suas dúvidas na hora do plantio, do cultivo e da colheita de cada cultura, a AgroPrecision, iniciou um estudo em uma área experimental de mais de 70mil m², aplicando mais de 130 tratamentos neste espaço.

Os engenheiros agrônomos da empresa, Leonardo e Rodrigo Rossato, explicam que a iniciativa surgiu há mais de um ano com a necessidade de apresentar aos agricultores, informações precisas e que fossem ao encontro de todo conhecimento teórico que os profissionais já utilizavam para orientar os produtores.

Importância da correta calagem do solo na lavoura

A agricultura está em um processo de grandes transformações e adaptações quanto às novas ferramentas e tecnologias que passaram a compor o cotidiano dos agricultores.

São inúmeras as pesquisas e centros especializados em tecnologia que desenvolvem estudos com o objetivo de aperfeiçoar os procedimentos que possam envolver a prática agrícola. Uma das principais fontes de pesquisas refere-se as formas para melhorar a eficiência de adubação utilizada em cada cultura. Estas, buscam verificar quais as fontes de nutrientes que apresentarão maior produtividade, qual o momento correto de sua utilização, em que local deve ser posicionado e o modo de aplicação, transformando o investimento em corretivos e os fertilizantes em produtividade e rentabilidade.

Uma pesquisa divulgada em 2017 apontou que sem calcário o adubo chega a render pouco mais de 27% de um total de 100%, ou seja, possivelmente, uma grande parcela dos agricultores brasileiros perdem boa parte dos recursos investidos nas culturas em razão de adiar a calagem do solo.

A calagem, ou aplicação de calcário, é uma etapa essencial dentro do processo de construção de fertilidade do solo para o cultivo agrícola, onde ocorre a adição de materiais de caráter básicos ao solo neutralizando a sua acidez, favorecendo o desenvolvimento radicular, o fornecimento de cálcio, magnésio, aumentando o pH em água, melhorando a saturação de bases, eliminando alumínio tóxico, aumentando a eficiência do nitrogênio, fósforo, potássio e enxofre, contribuindo, com isso, para o melhor desenvolvimento de microrganismos e com a melhora da fixação biológica de nitrogênio pelas plantas. Ou seja, a calagem é indispensável quando se pensa em retorno financeiro e aumento de produtividade.

O calcário é um dos insumos que apresenta uma boa relação custo/benefício, pois o mesmo oferece um efeito residual positivo (dependendo da qualidade). Mas,  como todo insumo agrícola, as doses devem ser colocadas conforme a demanda de cada área, de preferência com o mapeamento de fertilidade de solo executado, obtendo assim, a máxima eficiência econômica da utilização deste insumo.

A correção do solo via calagem é um processo indispensável para que o agricultor obtenha resultados positivos em sua lavoura. Em muito solos, os rendimentos de algumas culturas podem ser tão baixos que, sem calagem, o cultivo se torna economicamente inviável.

Mas antes de qualquer processo é preciso que o agricultor busque um profissional qualificado e que tenha conhecimento teórico e prático para orientá-lo e poder conduzir as aplicações, de forma a agregar e melhorar a sua produtividade.

Produção de soja na safra 2017/2018 poderá passar dos 114 milhões de toneladas

– A soja é um grão que possui grande representatividade econômica no Brasil, sendo a principal cultura do agronegócio brasileiro –

Recentemente, com o sétimo levantamento da safra 2017/2018 a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) divulgou que a colheita da safra de soja estima sua produção em 114,96 milhões de toneladas. O total representa um aumento de 0,8% sobre a produção safra 2016/2017, que chegou a 114,07 milhões de toneladas.

Conforme a CONAB, o plantio nacional da soja apresentou aumento na área de 3,5%, saindo de 33,909 milhões de hectares na safra passada para 35,089 milhões de hectares na atual. A produtividade média nacional esperada para a temporada é de 3,276kg hectare, o que representa uma queda de 2,6% em relação ao rendimento anterior, de 3,364kg/ha.

Com todos esses dados, a expectativa dos agricultores é ainda maior para a colheita da soja, que fora aberta oficialmente no Rio Grande do Sul, no último dia 07 deste mês. O Engenheiro Agrônomo Rodrigo Rossato comenta que a colheita da soja é o processo mais esperado pelos agricultores, pois é justamente neste período em que será possível mensurar o resultado de todo investimento feito na lavoura. Além disso, o agrônomo ressalta que é imprescindível que o agricultor já possa planejar os próximos passos em sua lavoura, para que a cultura subsequente potencialize a produtividade da cultura principal  que é a cultura da soja.

“Após a colheita da soja é preciso que o agricultor já comece a planejar a próxima cultura, por exemplo, utilizando técnicas e ferramentas que possibilitem identificar todas as deficiências que o solo tem, bem como, ganhar mais tempo para investir em produtos que sejam necessários para garantir a fertilidade do solo.”– argumenta.

Curiosidade sobre a soja

Uma planta originária da região denominada Manchúria, que fica no nordeste da China, foi levada para a Europa o século XVII, durante o período conhecido como o das grandes navegações, onde permaneceu por mais de 200 anos apenas como uma curiosidade botânica, nos jardins botânicos das cortes europeias.

Gradativamente a soja foi entrando em outras Países, e no Brasil, a primeira referência sobre soja, foi em 1882, na Bahia, mas as cultivares introduzidas dos Estados Unidos não tiveram boa adaptação em uma latitude em torno de 12 graus Sul (Bahia). No ano de 1891, novas cultivares foram introduzidas na latitude 22 graus (Campinas), que passaram a apresentar melhor desempenho. Mas as cultivares mais específicas para consumo humano foram trazidas pelos primeiros imigrantes japoneses em 1908, no entanto, oficialmente, a cultura foi introduzida no Rio Grande do Sul em 1914 na região de Santa Rosa, onde foram iniciados os primeiros plantios comerciais.

Atualmente, sem dúvida alguma, a soja tem um papel fundamental na economia do país, mas não somente pela sua produção e exportação, mas também, pela sua responsabilidade em abastecer outros setores que precisam deste grão para produzir alimentos, por exemplo.

 

 

 

Taxa Variável de Aplicação

A aplicação em taxa variável na agricultura de precisão considera a variabilidade espacial dos atributos do solo e prescreve a taxa de insumos de acordo com a necessidade específica de cada subárea.

 

Como a AP pode auxiliar na redução dos custos fixos da lavoura

A Agricultura de Precisão (AP) é uma das ferramentas que mais beneficia o agricultor, isso, em virtude da sua tecnologia avançada, que alia um sistema de dados com o monitoramento de cada área da lavoura.

Essa técnica já é utilizada por vários agricultores, no entanto, antes dos mesmos conhecerem ou a utilizarem pela primeira vez, a dúvida recorrente é quanto de custos a AP ajuda a minimizar. Um exemplo muito simples é quando em uma lavoura é preciso aplicar uma quantidade de fixa de fertilizantes ou corretivos, etc., no entanto, cada subárea já fora mapeada e diagnosticada com um bom nível de fertilidade do solo, assim, essa quantidade de produto já poderá ser controlada a ser aplicada naquela área em questão, diminuindo os custos em produtos e mão de obra e diluindo o custo fixo.

Outra forma de se reduzir custos com a AP é utilizar, por exemplo, piloto automático nos equipamentos agrícolas, fazendo com que o equipamento sempre seja otimizado, ou seja, ele sempre irá andar na largura de trabalho própria e no melhor sentido de trânsito possível.

Além disso, atualmente, há a possibilidade de otimizar a AP nos pulverizadores e semeadoras, com um sistema de desligamento de sessão, conforme o equipamento se desloca, ao chegar nas cabeceiras, a máquina vem se desligando na área já aplicada, ou seja, desliga linha a linha, não havendo sobreposição, diminuído os gastos com adubo, sementes, fitossanitários e aumentando a produtividade e lucratividade.

O Engenheiro Agrônomo, Rodrigo Rossato, explica que quando se faz a Agricultura de Precisão de modo geral, teoricamente, sempre aumenta a produtividade, e, se aumenta a produtividade, diminui os custos fixos, porque se dilui esses custos em uma produção maior.  

Qual o melhor grid para começar a fazer o mapeamento da fertilidade do solo

A agricultura é um dos setores que mais impacta na economia brasileira. Dessa forma, é fundamental que o agricultor busque alternativas rentáveis, lucrativas e que possam maximizar todo seu processo produtivo dentro da lavoura. O mapeamento da fertilidade do solo é uma das ferramentas que pode auxiliar de forma significativa na lavoura.

Como reduzir custos na lavoura com a Agricultura de Precisão

Com as diversas transformações que a moderna agricultura vem passando nas últimas décadas, a mesma se tornou uma atividade altamente competitiva. Dessa forma, o agronegócio começou a exigir dos agricultores um alto grau de aperfeiçoamento e de profissionalismo nas técnicas que envolvam a produção rural, visando maximizar a produtividade de cada cultura.

Em virtude das demandas no cenário agrícola, o mercado passou a oferecer várias alternativas tecnológicas para aumentar a capacidade produtiva e administrativa nas lavouras. Isto em função dos constantes riscos que o agricultor está exposto e que definem o sucesso da produção agrícola. Sendo assim, tornou-se fundamental que o agricultor tenha eficiência na aplicação dos recursos disponíveis como forma de assegurar a lucratividade em sua atividade. Assim, a obtenção de informações sobre os fatores que interferem na lavoura e de como se pode maximizar os seus efeitos, se tornou cada vez mais relevante.

Para suprir essas necessidades, uma tecnologia foi incorporada nos processos da lavoura, a Agricultura de Precisão (AP) que surgiu como um sistema de gerenciamento de informação. Tendo seu crescimento potencializado a partir de avanços da tecnologia de referenciamento e posicionamento, como o GPS e de tecnologias de sensoriamento remoto.

A Agricultura de Precisão passou por diversos aperfeiçoamentos ao longo dos anos, tanto da própria ferramenta, quanto de quem a opera, exigindo alta qualificação profissional. Com essas questões alinhadas, a AP começou a gerar grandes resultados para os agricultores.

A partir das ferramentas AP o agricultor consegue captar muitos dados e obter o fácil monitoramento da sua lavoura, o que consequentemente, aumenta as possibilidades de acerto, e, acertando mais, logicamente, terá uma diminuição nos custos. Uma grande preocupação dos produtores rurais é quanto ao valor investido em Agricultura de Precisão, no entanto, a mesma consegue, de modo geral, reduzir 19% dos custos fixos de uma lavoura, como explica o Engenheiro Agrônomo, Rodrigo Rossato.

“Uma possibilidade que existe quando se faz o mapeamento de fertilidade do solo é a melhor distribuição dos fertilizantes e corretivos, podendo reduzir significativamente os custos do produtor. E, se em uma lavoura tivesse que ser aplicado uma tonelada ‘x’ de calcário ou adubo, mas a área em questão está mapeada e sua fertilidade é muito boa, então, é possível realocar esses recursos ou talvez reduzir um pouco a adubação, por exemplo.” – argumenta.

Como a AP pode ajudar a minimizar os riscos na lavoura

A Agricultura de Precisão é um tema abrangente, sistêmico e multidisciplinar. Não se limita a algumas culturas nem a algumas regiões.

Trata-se de um sistema de manejo integrado de informações e tecnologias, fundamentado nos conceitos de que as variabilidades de espaço e tempo influenciam nos rendimentos dos cultivos.

prelabelseparatornextlabel