Aplicação em taxa variável: uma alternativa para evitar desperdícios

Diferentemente de algumas estratégias utilizadas na agricultura convencional, onde o objetivo é trabalhar com médias, como a adubação da lavoura, pulverização para controle de plantas daninhas, população de plantas e de rendimento, a aplicação em taxa variável na Agricultura de Precisão e Digital considera a variabilidade espacial da fertilidade do solo e prescreve a taxa de insumos de acordo com a necessidade de cada subárea específica.

O processo inicia com a necessidade primária de ter feito o mapeamento da fertilidade do solo. Com este mapa é possível programar a aplicação dos fertilizantes ou corretivos no controlador de taxa variável do caminhão, fazendo com que o controlador instalado reconheça a posição geográfica de cada dose recomendada (no mapa), e assim, seja aplicado com a máxima precisão no local indicado.

É importante ressaltar que o equipamento vai obedecer ao mapa de aplicação inserido no controlador, mas fatores como a qualidade do fertilizante ou corretivo, granulometria, teor de umidade, fonte utilizada e vento devem ser observados para que ocorra uma boa distribuição destes produtos. Por isso, sempre é importante que ocorra a regulagem da faixa de aplicação e verificação desta após um determinado tempo de trabalho.

A aplicação em taxa variável pode ser feita conforme a necessidade de cada nutriente do solo no local e se tem agregado a possibilidade de trabalhar também com taxa variável de nitrogênio – principalmente em gramíneas. Assim, a utilização do nitrogênio é otimizada com esta ferramenta, pois através de mapas, sensoriamento remoto e algoritmos é possível melhorar a eficiência e aproveitamento deste nutriente, reduzindo o potencial de perdas para o ambiente e melhorando a rentabilidade.

A aplicação em taxa variável oferece uma gama de benefícios para quem investe nesse serviço, dentre eles destacam-se a economia pela racionalização do uso de insumos evitando desperdícios, aumento da eficiência promovendo um menor impacto ambiental, além, é claro, de aumentar a produtividade, gerando rentabilidade.

Ou seja, o aumento da eficiência produtiva é necessário em todas as etapas da condução de uma lavoura rentável, por isso a AgroPrecision oferece todos estes serviços a seus clientes para que os agricultores tenham melhor performance produtiva, contribuindo para aumento da rentabilidade por hectare, evitando desperdícios e melhorando a sua lavoura.

Mapeamento da colheita aliado a rentabilidade das lavouras

A agricultura de precisão (AP) e digital são uma tecnologias modernas utilizadas no manejo de solos, culturas e insumos, que considerando variações espaciais e temporais de fatores que afetam a produtividade. Além disso, é possível fazer um gerenciamento detalhado do sistema de produção agrícola, não somente de aplicações de insumos e mapeamentos diversos, mas de todos os processos que envolvem a produção, semeadura mecanizada das culturas trazendo informações sobre a lavoura em tempo real ao agricultor, auxiliando na tomada de decisões mais assertiva.

Dentre as alternativas eficientes, está o mapeamento da colheita, que permite ao agricultor armazenar informações relativas à produtividade, identificar zonas de baixo potencial produtivo, criar um histórico de mapas de colheita, assim como coletar dados sobre umidade, elevação, velocidade de colheita e perdas de grãos, além de fazer o georreferenciamento desses dados coletados adicionando as características da safra colhida.

A geração e a interpretação de mapas de produtividade de culturas é um dos segmentos da agricultura de precisão que tem recebido atenção de pesquisadores e de fabricantes de máquinas agrícolas, devido a sua importância no contexto do entendimento do processo da variabilidade espacial da produção agrícola e na definição de ações de manejo que visam o aumento dos índices de produtividade e rentabilidade da lavoura.

Para o agricultor, é fundamental identificar as áreas da lavoura que respondem à melhor gestão da tecnologia. Por exemplo, algumas áreas com baixo rendimento podem apresentar maior produtividade se as doses de fertilizantes forem corrigidas conforme necessidade, enquanto outras áreas com a mesma característica podem ter respostas diferentes em razão da qualidade física, química e biológica de solo, isto só é possível ser verificado com o auxílio do mapeamento de colheita.

O mapeamento da colheita mostra detalhes da produtividade das culturas, fornece parâmetros para diagnosticar e corrigir as causas do baixo rendimento em algumas áreas do campo e ainda estudar as razões pelas quais o desempenho é maior em pontos distintos. Com essas informações e o mapeamento da produtividade em mãos é possível construir um banco de dados do rendimento da lavoura e assim tomar decisões assertivas, identificar zonas de manejo e determinar as taxas variáveis de insumos, corretivos e fertilizantes que deverão ser aplicadas no solo.

Entenda os benefícios da cobertura de solo no inverno

O plantio de culturas de inverno é fundamental para a cobertura do solo e para fazer a rotação de culturas na lavoura. Esse processo contribui para reduzir o estresse do sistema do solo, planta e microrganismos, ajuda na redução de plantas daninhas resistentes a herbicidas, reduz a incidência de pragas e, consequentemente, a utilização de inseticidas, herbicidas e fungicidas. Além disso auxilia no processo de mineralização do nitrogênio no solo e ciclagem de nutrientes.  

A cobertura de solo faz parte de um planejamento de cada propriedade e influencia diretamente no potencial produtivo das culturas de verão. As principais culturas de inverno com finalidades econômicas plantadas aqui na região sul são trigo, aveia, azevém, canola e cevada. Nos últimos anos, está difícil manter a rentabilidade destas culturas, porém seu papel na conservação do solo, rotação de culturas e manutenção do plantio direto é essencial.

Outra oportunidade da cobertura de solo no inverno bastante utilizada nas lavouras, sem a finalidade de colheita, é o uso de policultivos. Esta alternativa, preza pela mistura equilibrada de diversas plantas de cobertura com o objetivo de produzir o máximo de matéria seca possível com uma ciclagem de nutrientes maior e direcionada para a cultura de verão que virá em sucessão. Assim, tem-se um retorno econômico maior na cultura de verão e com maior rentabilidade.

O planejamento de toda propriedade que visa maior produtividade no verão, deve iniciar na utilização de culturas de cobertura no inverno e com correções de fertilidade necessárias, ou seja, o investimento no inverno irá refletir diretamente na produtividade do verão, por isso é importante visualizar o solo como um sistema, no qual é necessário realizar o manejo correto, para quebrar o ciclo de pragas, plantas daninhas, doenças e buscar a restituição do equilíbrio entre nutrientes já no inverno. Dessa forma é possível aumentar as possibilidades de uma maior produtividade de colheita na cultura de verão.

Como a calagem do solo pode interferir na lucratividade das lavouras?

Sabemos que o cenário agrícola não está tão favorável em algumas regiões do Brasil, todavia, ano após ano, a agricultura passa por grandes transformações e adaptações, principalmente, quanto as novas ferramentas e tecnologias, que auxiliam o produtor na minimização dos prejuízos.

São inúmeras as pesquisas e centros especializados em tecnologia que desenvolvem estudos com o objetivo de aperfeiçoar os procedimentos que possam envolver a prática agrícola. Uma das principais fontes de pesquisas refere-se as formas para melhorar a eficiência de adubação utilizada em cada cultura, buscando verificar quais as fontes de nutrientes que apresentarão maior produtividade, qual o momento correto de sua utilização, em que local deve ser posicionado e o modo de aplicação, transformando o investimento em corretivos e os fertilizantes em produtividade e rentabilidade.

Uma pesquisa divulgada há três anos, apontou que sem calcário o adubo chega a render pouco mais de 27% de um total de 100%, ou seja, possivelmente, uma grande parcela dos agricultores brasileiros perdem boa parte dos recursos investidos nas culturas em razão de adiar a calagem do solo.

A calagem ou aplicação de calcário é uma etapa essencial dentro do processo de construção de fertilidade do solo, onde ocorre a adição de materiais de caráter básicos ao solo, neutralizando a sua acidez, favorecendo o desenvolvimento radicular, o fornecimento de cálcio, magnésio, aumentando o pH em água, melhorando a saturação de bases, eliminando alumínio tóxico, aumentando a eficiência do nitrogênio, fósforo, potássio e enxofre, contribuindo, com isso, para o melhor desenvolvimento de microrganismos e com a melhora da fixação biológica de nitrogênio pelas plantas. Ou seja, a calagem é indispensável quando se pensa em retorno financeiro e aumento de produtividade.

O calcário é um dos insumos que apresenta uma boa relação custo/benefício, pois o mesmo oferece um efeito residual positivo (dependendo da qualidade). Mas, como todo insumo agrícola, as doses devem ser colocadas conforme a demanda de cada área, de preferência com o mapeamento de fertilidade de solo executado, obtendo assim, a máxima eficiência econômica da utilização deste insumo, o estudo de doses, tipos e diferentes formas de aplicação fazem parte dos trabalhso desenvolvidos na área experimental da AgroPrecision, trazendo informações atualizadas e locais para seus clientes.

A correção do solo via calagem é um processo indispensável para que o agricultor obtenha resultados positivos em sua lavoura. Em muito solos, os rendimentos de algumas culturas podem ser tão baixos que, sem calagem, o cultivo se torna economicamente inviável.

Manejo 4C: a técnica que auxilia no aumento da eficiência de fertilizantes

Com o desafio de intensificar a produção agrícola de forma economicamente viável, mantendo a integridade ecológica dos sistemas e sem desmatar novas áreas, a aplicação de fertilizantes é uma das ações indispensáveis para cumprir esses objetivos.

No entanto, os fertilizantes, por serem fabricados a partir de recursos naturais finitos e, ainda, no Brasil serem, em sua grande maioria importados, o uso eficiente deste insumo é mais do que necessário, tanto para o produtor, quanto para a cultura que está sendo semeada. Usar fertilizantes de forma eficiente significa utilizar a fonte Certa, na dose Certa, no local Certo e na hora Certa, ou seja, realizar o Manejo 4C, ferramenta utilizada e indicada nos mapeamentos de fertilidade para que não ocorram desperdícios e para que cada investimento neste insumo seja transformado em desempenho, retornando em rentabilidade da lavoura.

Sendo assim, entenda cada um dos C’s do manejo:

  1. A Fonte Certa: é necessário optar por fontes de fertilizantes adequadas ao sistema de produção, à necessidade da cultura, às propriedades do solo e sua capacidade de fornecimento. Este C precisa ser entendido no sentido de selecionar o nutriente correto para cada momento, pois é preciso selecionar o produto correto para fornecer o nutriente selecionado, de forma que ele seja disponibilizado às plantas de maneiras adequada.  Portanto, para selecionar o produto certo, contendo o nutriente certo, é preciso identificar através de mapeamento da fertilidade qual o nutriente, qual forma e velocidade de disponibilização necessárias;
  2. A Dose Certa: é preciso ajustar a quantidade de fertilizantes a ser aplicada com a necessidade da cultura, levando em consideração o fornecimento pelo solo e a composição do produto. A aplicação de fertilizantes em excesso resulta em desequilíbrio nutricional, ineficiência fisiológica e perda por lixiviação, com prejuízos tanto à produção quanto ao meio ambiente. Em contrapartida, a falta de fertilizantes também resulta em desequilíbrio nutricional e ineficiência fisiológica, com menor rendimento da cultura. Além disso, é essencial verificar a composição dos fertilizantes para garantir que a quantidade planejada dos nutrientes contidos no produto seja efetivamente aplicada, assim a taxa variável de aplicação tem maior eficiência;
  3. A Hora Certa: é preciso sincronizar o fornecimento e a disponibilização dos nutrientes com a demanda das plantas. A disponibilização e a absorção de nutrientes variam de acordo com a cultura, com o nutriente, com os mapas de fertilidade do solo, condições do solo e do ambiente e com o tipo de fertilizante. Neste ponto, conhecer a demanda de cada fase da cultura é importante para definir prioridades e ter em mente quais são os momentos críticos. Para assegurar o 3ºC é necessário estabelecer uma programação estratégica de diagnósticos (de solo, folha e insumos), que leve em consideração as janelas entre culturas, as fases fenológicas e a logística de amostras, resultados, compras, entregas e controle de qualidade de corretivos e fertilizantes;
  4. O Local Certo: é necessário colocar os nutrientes onde são precisos e mantê-los onde as culturas possam absorvê-los. Para isso, a metodologia de amostragem, mapeamento da fertilidade e a forma de aplicação são decisivos. O 4ºC se refere também à forma de aplicação dos fertilizantes, que ora dever ser lançado, ora localizado; ora em superfície, ora incorporado; ora pré-plantio, ora no plantio; ora em cobertura ou ainda via foliar. Cada forma tem sua aplicabilidade baseada no nutriente a ser aplicado, no produto, na tecnologia de fabricação, no momento e na necessidade de disponibilização;

Dessa forma, posicionar corretamente um fertilizante exige conhecer sua dinâmica no solo e na planta, que cruzada com os demais C’s, fecham as quatro medidas para o uso eficiente de fertilizantes.

Aplicação em taxa variável: como aumentar a eficiência na gestão da lavoura

O avanço tecnológico associado ao alto conhecimento da fertilidade do solo através da agricultura de precisão e digital, são vistos como motivos principais para o aumento da produtividade de grãos no Brasil nas últimas safras. Este tipo de agricultura moderna torna o mercado do agronegócio mais competitivo, exigindo que os agricultores busquem aprimorar a capacidade de gestão da propriedade, gerando dados e informações mais assertivas sobre a aplicação de insumos e fertilizantes na lavoura, bem como da fertilidade e produtividade do solo.

A aplicação de insumos em taxa variável na agricultura de precisão considera a variabilidade espacial da fertilidade do solo, através de diversos fatores, dentre eles o teor de nutrientes e a população de plantas. Esta forma de aplicação fornece insumos de acordo com a necessidade específica de cada talhão da lavoura, sendo que o grande diferencial está neste tipo de aplicação, não trabalhar com médias como na agricultura convencional, mas sim, na geração de dados específicos de cada subárea através dos mapas de fertilidade. Dessa forma, o agricultor pode fazer o tratamento de acordo com a deficiência e nutrição encontrada em cada parte de solo.

Aplicar dosagens certas de fertilizantes e herbicidas em cada subárea gera uma eficiência de custos principalmente na compra desses insumos, promovendo para a planta somente aquilo que ela precisa, evitando o desperdício ou o exagero de produto, fazendo a distribuição de forma correta e dessa forma aumenta a produção por hectare. Essa racionalização no uso dos insumos agrícolas também ajuda a diminuir o impacto ambiental nos processos de manejo de uma lavoura.

Levando em consideração fatores como o cultivo, a época de plantio das sementes, as variabilidades do solo, as condições de umidade, a nutrição do mesmo e unindo a aplicação de insumos em taxa variável, o agricultor tem em mãos um método assertivo de produção e gestão da lavoura.

 

Compactação do solo: entenda como minimizar os efeitos

A demanda de produtividade em alta escala aliada a uma exigência de qualidade ainda maior, pode destacar um fator que impacta diretamente no rendimento da safra na hora de entregar a colheita: a compactação causada no solo. Esta, geralmente ocorre pela entrada sucessiva do maquinário para realizar a aplicação de corretivos, semeadura, aplicação de fertilizantes sólidos, aplicação de fertilizantes foliares, pulverização de herbicidas, fungicidas, inseticidas e a colheita, em condições de alta umidade no solo.

Para o agricultor, os custos de produção já são altos e contabilizam horas de trabalho do maquinário, mão de obra, combustível, insumos e fertilizantes. E, para cobrir esses e outros custos é necessário que o produtor ganhe em lucratividade e não diminua o potencial de sua lavoura com o solo compactado.

Diversos centros de pesquisas (há anos) orientam os agricultores quanto às medidas cabíveis para combater este tipo de problema, como: realizar a prevenção, acompanhando de perto o estado físico do solo, através de análises que detectem os primeiros sinais de compactação utilizando penetrômetro e avaliação visual do sistema radicular, praticar a rotação de culturas, priorizar sistemas de culturas que agregam matéria orgânica ao solo, racionalizar o uso do maquinário reduzindo o número de entradas das máquinas no campo e utilizar esses somente em condições adequadas de umidade do solo.

Preocupados com a entrega de um solo adequado aos agricultores, a AgroPrecision, utiliza métodos da agricultura de precisão, como o mapeamento da compactação do solo, que fornece informações precisas quanto as medidas que podem ser adotadas, conforme o adensamento de cada local.

Aliado a isso, os pneus de alta flutuação empregados no maquinário da AgroPrecision também traduzem essa preocupação com o solo, com as plantas e com o agricultor, pois, a utilização desses pneus, promovem um menor efeito de adensamento sobre o solo no momento da aplicação de insumos e fertilizantes, auxiliando para que as plantas sigam se desenvolvendo de forma saudável e o solo não seja prejudicado em decorrência do peso das máquinas.

 

Covid-19: estamos adotando medidas preventivas contra o vírus

Diante da pandemia instalada no Brasil, com diversos casos de suspeita do Coronavírus, comunicamos que estamos tomando todas as medidas preventivas indicadas pelo Ministério da Saúde.

Com isso, passamos a orientar constantemente nossos colaboradores quanto aos cuidados necessários, como lavar as mãos por no mínimo 20 segundos, evitar aglomerações e o uso constante do álcool em gel.

Prezamos pelo aperto de mão e pela cordialidade em nosso atendimento, todavia, neste momento, estamos restringindo nosso contato através dos nossos canais digitais de comunicação.

Cuidados básicos ajudam no combate à proliferação do Covid-19, por isso, evite tomar chimarrão com mais pessoas, não compartilhe objetos pessoais, como celulares, computadores, etc., em necessidade de compartilhar, limpe-os sempre que isso acontecer, além disso, evite ficar em locais fechados, dar apertos de mãos e abraços.

Sabemos que são inúmeras as notícias sobre o vírus, porém, a informação correta é a melhor forma de prevenção. Acesse o site do Ministério da Saúde e confira as ferramentas disponíveis para checagem da veracidade dos conteúdos compartilhados na mídia e em redes sociais.

Ministério da Saúde: http://www.ans.gov.br/aans/noticias-ans/consumidor/5383-ministerio-da-saude-disponibiliza-aplicativos-sobre-o-coronavirus

Contados digitais AgroPrecision:
(55) 3326 4650 | (55) 9 9103 7981
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Formas de otimizar o uso do solo após a estiagem

Rotação de culturas: como aumentar a produtividade através desta técnica?

O conceito de rotação de culturas frequentemente é associado com o processo de sequência de culturas. Todavia, esse termo sequência de cultura, se relaciona a alternância no plantio ordenado de uma área total. De fato, são dois termos parecidos, porém, com práticas diferentes.

A rotação de culturas é realizada a partir de uma técnica que consiste na alternância planejada e previamente ordenada do cultivo de diferentes tipos de vegetais em um determinado período, sobre um dado local. Esse procedimento é considerado uma forma prática e eficiente de aumentar a ciclagem de nutrientes e conservar o solo.

Ou seja, essa técnica alterna diferentes variedades de culturas em uma mesma área agrícola por, no mínimo, um ano, proporcionando a preservação do solo, favorecendo o incremento da produtividade das culturas quanto à melhoria física, química e biológica do solo, no controle de doenças, de pragas e de plantas daninhas. Dessa forma, áreas que apresentam sistemas de rotação implantados, elevam os teores de nutrientes disponíveis e de matéria orgânica do solo, favorecendo o ambiente de produção para as culturas econômicas. Também aumenta a eficiência produtiva de áreas com mapeamento de fertilidade implantado, pois, a variabilidade de sistemas radiculares e tipos de culturas diferentes que entram no planejamento. Com isso, tem-se maior ciclagem de nutrientes, além de outras melhorias químicas, físicas e biológicas, potencializando a rentabilidade da cultura, com uma simples prática.

Segundo estudos, cada cultura deixa uma herança química, física e biológica nos solos, tornando-os mais propícios para outros tipos de culturas, assim a utilização de mix de culturas de coberturas trará respostas muito superiores em produtividade quando comparado a monocultivos.

Portanto, diante deste contexto, a implantação do mapeamento de fertilidade do solo e a correção das eficiências químicas, irão beneficiar as culturas de cobertura, visto que estas, respondem diretamente em produção de raízes e palha, conforme a disponibilidade de nutrientes de cada local na lavoura.

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