Importância do mapeamento de colheita

Cultura do trigo: entender o contexto geral da lavoura é um dos fatores para garantir a produtividade do grão

O trigo é uma cultura de inverno com ciclo anual, que normalmente, tem o seu período de plantio entre os meses de maio e início de julho no Rio Grande do Sul, com algumas exceções, podendo variar de acordo com cada estratégia da lavoura.

Tradicionalmente, no Rio Grande do Sul, o excesso de chuva e a instabilidade climática ao longo do ciclo do trigo, afeta diretamente a produtividade, como o surgimento de patógenos e outras doenças. Mas para que o agricultor tenha sucesso com essa cultura, deve-se levar em consideração uma sequência de tratos culturais, começando pela dessecação de plantas voluntárias e de plantas com sementes dormentes no verão que emergem no inverno, tudo para que seja evitado a competição interespecíficas e doenças.

Outros fatores também precisam ser analisados, como a rotação de culturas, que além de ser eficiente para o aumento no rendimento dos grãos de trigo, também ajudam a proteger a cultura da incidência de pragas, doenças e plantas daninhas. Bem como, a escolha da semente adequada, porque sementes sadias com boa germinação, plântulas com crescimento vigoroso e com menor risco de doenças, são importantes para garantir a produtividade, atentando-se para a certificação de que a semente não foi armazenada inadequadamente, o que poderia comprometer o seu rendimento.

Mas além disso, um dos pilares mais importantes de todo o processo é o solo. Para garantir o terreno ideal para a boa germinação, o essencial é realizar a análise do solo e fazer a correção dele com calcário, fertilizante ou ambos. O calcário corrige a acidez, ampliando a absorção pelas plantas dos elementos presente no adubo. A calagem favorece o desenvolvimento das raízes e facilita a utilização dos nutrientes do solo e dos adubos pelas plantas. Já o uso de fertilizantes, que representam aproximadamente 25% do investimento na lavoura, segundo pesquisas, ajuda no incremento da produtividade e pode impactar na qualidade dos grãos.

Ou seja, antes de tudo é importante analisar todo o contexto, pensando na lavoura antes de cada cultura, entendendo-a como um negócio, que precisa de dados precisos para decisões corretas. E é exatamente, o que a equipe técnica da AgroPrecision oferece a seus clientes, uma consultoria especializada, orientando o produtor do início ao final dos processos da lavoura.

 

Agrotech: gestão eficiente das lavouras com a tecnologia

Tecnologias que administram uma propriedade inteira remotamente com o único objetivo de aumentar a eficiência, reduzir os custos e dar mais produtividade à lavoura, essas são as chamadas startups do agro. Através do auxílio de equipamentos que realizam o mapeamento das lavouras e a utilização de aplicativos, o produtor não perde mais colheitas, otimiza os insumos e aduba o solo com mais precisão.

O agricultor que faz o uso de startups no gerenciamento da propriedade tem o poder nas mãos de tomar decisões assertivas, de forma mais fácil e eficiente. Isso ocorre devido a quantidade de informações que ele tem sobre a produção, o que faz com que a resolução de problemas seja imediata e que ele saiba para onde está direcionando o seu negócio.

A maioria das startups são criadas e desenvolvidas por jovens, conectadas e que percebem nas propriedades da família, um local onde investir, testar e aplicar essas novas tecnologias. Todo esse processo de conectividade no campo está ligado completamente à sucessão familiar rural. O filho que antes saía da propriedade para estudar fora e procurar emprego na cidade, hoje se forma engenheiro agrônomo e volta para realizar a melhoria dos processos de manejo nas lavouras da própria fazenda.

Com a chegada da internet no campo, o acesso a dados e informações até no meio da lavoura e a implementação de sensores no solo, o agricultor que antes demorava meses para ter algum dado sobre a sua lavoura, hoje consegue essas informações em tempo real. Esse processo de gerenciamento pode influenciar no sucesso de uma colheita, mas fatores como a quantidade de nutrientes no solo, disponibilidade de água, qualidade da semente, da semeadura, tempo e clima continuam sendo fatores determinantes para que se obtenha a máxima produtividade.

As startups nascem como os novos modelos de negócio na agricultura, junto delas nascem novos fornecedores e parceiros, assim o agricultor ganha uma forma de gestão eficiente dos dados que possui.

Como as condições climáticas do inverno interferem nas culturas plantadas?

Estamos há poucos dias (oficialmente) do inverno e as características desta estação já estão aparecendo.

Na nossa região, não há nada mais típico dessa época do ano do que ver os campos brancos, cobertos de geada pela manhã. Esse fenômeno ocorre quando há uma queda considerável de temperatura e o vapor da água presente no ar entra em contato com as baixas temperaturas formando cristais de gelo sobre as superfícies. Para a agricultura, esse tipo de geada, chamada de geada branca, é essencial. Através desse fenômeno é possível diminuir o aparecimento e desenvolvimento de doenças nas culturas de inverno e de verão e consequentemente aumentar a produtividade e rentabilidade da lavoura.

O frio intenso consegue combater alguns fatores ligados a queda de produtividade das culturas. A presença da geada nas lavouras também auxilia a quebrar o ciclo de várias pragas, matando grande parte da população, assim o agricultor tem uma condição no verão de menor pressão de população de pragas nas lavouras e consequentemente menos danos para a mesma. Para a agricultura é importante que se tenha um inverno com temperaturas constantes, quanto menor a variação, melhor as plantas conseguem responder a sua natureza fisiológica.

Outro benefício que é considerado um dos mais importantes é que a geada elimina as plantas voluntárias da soja, que germinaram após a colheita, fazendo com que ela morra por ser muito sensível ao frio, assim o agricultor corre menos risco de ter doenças, devido a eliminação destas “pontes” de foco de doenças entre o período de entressafra.

Em condições climáticas onde a umidade do ar está baixa e o frio é intenso, acontece o fenômeno chamado de geada negra, que diferente da geada branca, costuma congelar a parte interna das plantas sem que haja a formação de camadas de gelo na superfície, este tipo de geada acaba por matar os organismos vivos pelo congelamento do conteúdo celular que devido as temperaturas baixas, congela e aumenta de tamanho, “estourando” as células, fazendo com que a planta não se recupere e morra. A ocorrência da geada branca em nossa região ajuda na morfologia e fisiologia das plantas nas culturas de inverno, levando a maior formação de afilho (perfilho), favorecendo um maior número de espigas por planta, redução do porte, menor desenvolvimento de doenças, manchas foliares e ferrugens, além de melhorar os componentes para uma maior produtividade dessas culturas.

Portanto, um inverno com frio intenso e tempo seco auxilia para que ocorra a uma pressão menor de doenças das culturas dessa época e assim o desenvolvimento delas seja potencializado e consequentemente consigam produzir mais.

 

Rentabilidade nas lavouras aliado a rotação de culturas

A rotação de cultura é uma prática comum nesta época do ano e também, gradativamente, já mostrou a sua importância para as culturas de verão.

Atualmente este assunto voltou a ter a devida importância, pois a rotação de culturas aumenta a rentabilidade da propriedade porque, possibilita uma maior ciclagem de nutrientes, diversidade biológica e maior produção de palhada, fazendo com que as perdas de solo fértil sejam praticamente extintas. Na região sul, as opções de culturas de grãos de verão ficam restritas ao milho e a soja, mas no período de inverno a possibilidade de diversificação de culturas é bem maior.

Segundo as pesquisas do setor, um dos benefícios da adoção dessas culturas de inverno é a possibilidade de utilizar a mesma estrutura de máquinas, equipamentos e mão de obra que as culturas de verão, reduzindo o impacto dos custos fixos e de oportunidade sobre as culturas de verão. Os custos fixos são aqueles que não variam com a quantidade produzida. Enquadram-se, nessa categoria, terras, benfeitorias, máquinas, equipamentos, impostos e taxas fixas, correção do solo e lavouras permanentes. Os principais itens que compõem o custo fixo são: depreciação, juros sobre o capital fixo; capital investido em terras, juros sobre o capital investido, seguros, mão-de-obra permanente; taxas e impostos fixos. Além disso, outra vantagem é que se bem posicionadas tecnicamente, com planejamento antecipado e conhecendo o potencial de fertilidade do seu solo, todas as culturas de inverno utilizadas para grãos ou culturas de cobertura agregam a melhoria da qualidade do solo, sendo ela física, química e biológica, potencializando, assim, as culturas de verão e consequentemente aumentando sua rentabilidade.

Muito além da rentabilidade na lavoura, a rotação de culturas ou utilização de mix de coberturas, ao médio e longo prazo, reduz o estresse sobre o sistema solo/planta/microorganismos, resultando em maior estabilidade de produção, melhora a dinâmica de nutrientes no solo, reduz a seleção de plantas daninhas resistentes a herbicidas, beneficia os inimigos naturais, reduz a pressão de pragas e doenças e, como consequência, aumenta a rentabilidade.

Retorno da umidade no outono e inverno

Benefícios de trabalhar com a AgroPrecision

Decisões baseadas em dados aumentam as chances de conquistar o máximo potencial produtivo das lavouras

A agricultura vem passando por um cenário atípico nos últimos anos, como a própria estiagem enfrentada desde o início deste ano, até a pandemia do Covid-19, com isso aumentou a necessidade dos agricultores incrementarem a demanda de informações sobre os índices de fertilidade, recomendações de calagem e nutrição do solo e plantas.

É justamente neste aspecto, que a AgroPrecision, reuniu seus mais de 15 anos de experiência em agricultura de precisão e digital e vem orientando os seus clientes para o aumento de rentabilidade nas suas lavouras.

Através da agricultura de precisão o agricultor obtém conhecimento sobre a variação espacial de atributos de solo e de planta, consegue fazer um melhor planejamento e otimizar os investimentos em sua lavoura. É com essa técnica que é realizada a coleta de amostras e o mapeamento de fertilidade do solo, fazendo com que a AP se torne uma peça ‘chave’ para a tomada de decisões na propriedade.

Na AgroPrecision o processo de amostragem de solo é realizado por técnicos agrícolas que primeiramente demarcam o contorno da área com o auxílio de um GPS acoplado em quadriciclo. Essa área demarcada é dividida em grades (grids) para as coletas das amostras de solo, respeitando o número de subamostras que representam a fertilidade de cada local e que posteriormente serão encaminhadas para um laboratório de confiança.

Quanto menor o grid, mais informação o produtor vai ter e consequentemente maior confiabilidade e mais acertos na hora de tomar as decisões na lavoura. Em áreas de sequeiro, a AgroPrecision trabalha inicialmente com grids de três hectares e com o passar do tempo começa a trabalhar em áreas menores para melhorar aquelas áreas que ainda estão deficientes. Em áreas irrigadas o indicado é começar já com grids menores, de no máximo, um ou dois hectares em que se tem um retorno de investimento maior.

Para tomar a decisão do tamanho de grid que se vai trabalhar na lavoura, é pertinente calcular é a quantidade de informação que cada grid vai gerar. Cada amostra de solo coletada traz informações de pelo menos 20 fatores de fertilidade. Em uma área de 50 hectares, com grids de dois, o produtor gera mais de 500 informações que estarão em suas mãos na hora de tomar as decisões sobre a lavoura e a propriedade, como adubação, calagem, corretivos e fontes de nutrientes, por exemplo. Comparado a amostragem de solo convencional, feita com apenas uma amostra de solo em 50 hectares, o agricultor terá apenas 20 informações em mãos para tomar decisões sobre a fertilidade de sua lavoura. A diferença de volume de dados que o agricultor tem em mãos vai definir a eficiência, a rentabilidade e o melhor aproveitamento do adubo ou fertilizante que vai ser utilizado na plantação.

Com os resultados dos laboratórios em mãos, a AgroPrecision inicia o processo de construção de mapas de fertilidade. Esses mapas gerados são autoexplicativos e o agricultor é capaz de visualizar em cores indicativas as necessidades de cada hectare. Com tempo hábil e o auxílio de técnicos pode se chegar com mais eficiência na lavoura e utilizar o produto certo e na quantidade certa aumentando a produtividade de cada cultivar e melhorando a rentabilidade.

Como o potássio pode auxiliar na rentabilidade das lavouras?

É de conhecimento geral que o sucesso na agricultura, está diretamente ligado a diversos fatores, que vão desde o planejamento da cultura, até a colheita. Todavia, a correta nutrição das plantas, gradativamente, vem ocupando um importante papel quando o assunto é rentabilidade.

A certeza de que as lavouras estejam recebendo níveis adequados dos nutrientes necessários para as plantas, aliada a boas práticas agronômicas são garantias de que a cultura terá bom desempenho com produtividade alta. Incorporado ao fator nutrição, estão os macronutrientes, estes, desempenham funções essenciais no desenvolvimento das plantas, mas a deficiência de apenas um deles pode prejudicar toda a produção de culturas.

Entre os macronutrientes presentes nas plantas, o Potássio (K) é considerado o elemento mais abundante. Ele é absorvido pelo solo através das raízes e desempenha a função de sustentar o crescimento e a reprodução da planta. Além disso, o Potássio eleva a produtividade das lavouras porque auxilia no crescimento das raízes, aprimora a tolerância da planta a seca, ao excesso de água, a elevação e a queda de temperatura, auxilia na fotossíntese e na formação de alimento, produz grãos ricos em amido, eleva o conteúdo proteico da planta e ainda, ajuda a retardar a disseminação de doenças da lavoura e nematóides.

O potássio é um elemento bastante móvel na planta e é deslocado dos tecidos mais velhos para os mais jovens. Consequentemente, os sintomas da deficiência em potássio normalmente ocorrem primeiro nas folhas inferiores e progressivamente avançam rumo ao topo, conforme a gravidade da deficiência se incrementa. Um dos sinais mais comuns da deficiência em potássio é o amarelamento ao longo das margens da folha, o que em casos drásticos, a margem queimada da folha pode se desprender. No entanto, em lavouras com folhas largas, como nas de soja e algodão, toda a folha pode cair, resultando em uma perda da área foliar prematura da lavoura.

Lavouras com deficiência de potássio crescem lentamente e possuem sistemas de raízes desenvolvidos precariamente. Os caules são fracos e a formação e peso dos grãos a prejudicada. Os fertilizantes comuns de potássio são completamente solúveis em água e possuem uma elevada concentração de sais. Assim, se posicionados muito próximo de sementes ou transplantes, podem reduzir a germinação e a sobrevivência da planta.

No entanto, todo esse processo é necessário que seja realizado com a orientação de um profissional qualificado na área, que tenha conhecimento técnico para que a quantidade de aplicação, seja realizada de maneira eficiente, garantindo a lucratividade e rentabilidade na lavoura.

*Créditos da imagem: agroadvisor.com.br

Em tempos de crise otimize o potencial da sua lavoura através da taxa variável de semeadura

Uma das características essenciais da agricultura de precisão, na qual este tipo de manejo integrado de informações e tecnologias está apoiado, é o conhecimento da variabilidade espacial e temporal, além da capacidade produtiva do solo.

Os usuários das tecnologias de agricultura de precisão costumam realizar a aplicação de fertilizantes e corretivos em taxa variável e, após a aceitação deste método de manejo na agricultura, pode-se observar lavouras mais homogêneas e com produtividade superior ao percebido em lavouras de manejo tradicional, mostrando, assim, que a agricultura de precisão auxilia no aumento da produtividade da lavoura e, consequentemente, a rentabilidade na hora da colheita.

Aliado às aplicações em taxa variável de insumos e fertilizantes, a AgroPrecision vem desenvolvendo um trabalho específico e de alto desempenho através da aplicação em taxa variável de semeadura. Isso significa que esse método considera a variabilidade e a capacidade produtiva de cada talhão da lavoura, adequando o melhor ajuste de número de plantas por hectare. Esse ajuste é feito após uma análise detalhada dos mapas de fertilidade, potencial produtivo e particularidades regionais gerados na propriedade.

É no processo de plantio que se define o sucesso ou o fracasso de uma lavoura. A semeadura deve possibilitar que a população de plantas de uma certa área cresça e se estabeleça de forma rápida e uniforme na terra. O processo entre semeadura, germinação, crescimento e maturação da planta dura cerca de quatro meses e todas as operações que podem ser realizadas na lavoura ficam sob responsabilidade do agricultor e do técnico que acompanha a gestão da propriedade.

Para analisar o potencial produtivo do solo, considera-se alguns fatores como a luz, a água, a temperatura, os nutrientes e qualidade do solo que estão associados à variabilidade da produtividade da safra e podem ser identificados através dos mapas de colheita e/ou imageamento de vantsdrones ou satélites realizados com em agricultura de precisão e nestes mapas é possível distinguir áreas com potenciais produtivos diferentes. Com essas informações em mãos, o agricultor, com o auxílio da AgroPrecision e do consultor da área, tem a possibilidade de criar estratégias de manejo diferenciadas de acordo com as características e necessidades específicas de cada talhão.

 

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