Cultura de soja: compreenda quanto essa cultura precisa de irrigação

A irrigação de culturas agrícolas é uma ferramenta utilizada para complementar a disponibilidade da água natural da chuva, proporcionando ao solo um teor de umidade suficiente para suprir as necessidades hídricas de cada cultura, favorecendo a obtenção de aumentos de produtividade.

Antes de qualquer investimento em irrigação é preciso estabelecer a necessidade de irrigar determinada área. No cultivo da soja, por exemplo, o manejo de irrigação da cultura nada mais é do que estabelecer quando e quanto aplicar de lâmina de água. Sendo que as fases mais críticas de demandas de água para a soja são justamente na germinação, floração e no enchimento dos grãos.

Segundo algumas pesquisas, durante a germinação, tanto a falta, quanto o excesso de água (a umidade do solo deve estar entre 50% e 85% da água disponível) são prejudiciais para a uniformidade na emergência das plantas. A soja atinge o máximo de exigência hídrica na floração e enchimento dos grãos (7 a 8 mm dia somente para a cultura, lembrando que temos que ter agua disponível no solo além desta demanda), o estresse hídrico neste período pode ocasionar problemas fisiológicos graves que ocasionam queda prematura de flores, folhas e consequentemente redução de produtividade.

Para o procedimento de irrigação, é importante conhecer a profundidade do solo, curva de retenção hídrica, macroporosidade, microporosidade, evapotranspiração da cultura, estágio fenológico da cultura, entre outros. Dessa forma, deve-se buscar informações técnicas com profissionais habilitados que utilizem ferramentas de monitoramento e simulação das condições hídricas para que o investimento em irrigação seja o mais rentável possível.

 

O uso de defensivos agrícolas necessita de atenção dos agricultores

Um bom planejamento para todos os processos que permeiam desde o plantio até a colheita, ainda é um dos fatores que mais interferem na excelente performance das lavouras.

A falta de planejamento para a aplicação de defensivos agrícolas, por exemplo, é uma das problemáticas que ainda afetam centenas de lavouras brasileiras. O planejamento pode determinar o desenvolvimento de cada cultura e causar grandes perdas de produtividade. Pesquisas apontam que essas perdas podem chegar a 12 sacas por hectare nos casos em que a área foliar não esteja boa no período de enchimento dos grãos.

A nossa equipe técnica, explica que além do planejamento para a aplicação de defensivos na lavoura, o ideal é saber a hora certa de aplicar esses produtos, identificando quanto de área foliar estará sendo pulverizada, bem como o estágio da cultura, qual planta daninha, praga ou doença está atacando a mesma e, que para isso é preciso tomar a decisão rapidamente utilizando o produto correto para assim evitar danos a cultura.

Outro fator determinante na hora da aplicação dos defensivos é ter cuidado no cálculo da quantidade de cada produto. No mercado estão disponíveis diversos simuladores e tabelas que auxiliam o agricultor a verificar se a quantidade de produto e a velocidade de aplicação estão adequados para a necessidade da lavoura. Além disso, atualmente, temos diversas consultorias especializadas em qualidade de aplicação, regulagem de pulverizadores e análise da qualidade e volume de gotas que atinge o alvo. Uma indicação precisa da quantidade de cada defensivo é determinante para garantir o desenvolvimento saudável do cultivo.

 

Utilização de fungicidas para o controle das doenças da soja é uma ferramenta fundamental que faz parte do manejo integrado

A cultura da soja se destaca e vem crescendo gradativamente como um dos principais cultivos agrícolas mundiais, uma vez que é fonte de alimento muito importante para a crescente população mundial.

Especialmente no Brasil, a evolução deste grão tornou-se nítida, com pesquisas que aperfeiçoam todo o processo desde a semeadura até a colheita. Há alguns anos não se falava em cultivo de soja em determinadas regiões, no entanto, atualmente essa cultura se tornou uma das principais fontes econômicas do país.

Durante o desenvolvimento da soja há diversos processos que podem implicar de forma positiva ou de forma negativa na produtividade. Existem fatores sobre os quais não é possível ter um controle (muito menos prevenir) como o excesso de chuva, excesso de sol, luminosidade, etc., e outros que é possível interferir com técnicas de manejo adequadas.

Dentre esses fatores que é possível controlar, destaca-se o controle das doenças que atacam a cultura através da aplicação de fungicidas, isto porque, junto ao crescimento da cultura em área, também vem o aumento da pressão de doenças que pode reduzir significativamente a produtividade, levando à grandes perdas na lavoura. Dessa forma, a utilização de fungicidas para o controle das doenças da soja é uma ferramenta fundamental que faz parte do manejo integrado.

“O mercado disponibiliza diversos tipos de fungicidas e grupos químicos, no entanto, para isso é preciso de uma orientação técnica qualificada para indicar qual o melhor princípio ativo ou a mistura destes para utilizar garantindo um controle preventivo e eficaz.”- ressalta o engenheiro agrônomo, Rodrigo Rossato.

São inúmeras as pesquisas científicas que permitem ao agricultor buscar conhecimento mais aprofundado sobre esse tipo de assunto. Cada linha dessas pesquisas, busca teorizar e relativizar conceitos científicos a respeito da temática.

Quer saber mais sobre esse assunto? Acesse o link abaixo e confira o artigo científico.

https://goo.gl/6WTpDU

*Créditos do artigo: Fernando Storniolo Adegas / Embrapa Soja 

Compactação do solo é um grande problema para os agricultores

A demanda de produtividade em alta escala aliada a uma exigência de qualidade ainda maior pode destacar um fator que impacta diretamente no rendimento da safra na hora de entregar a colheita: a compactação causada no solo. Esta, geralmente ocorre pela entrada sucessivas do maquinário para realizar a aplicação de corretivos, semeadura, aplicação de fertilizantes sólidos, aplicação de fertilizantes foliares, pulverização de herbicidas, fungicidas, inseticidas e a colheita, em condições de alta umidade no solo e baixa matéria orgânica.

Para o agricultor, os custos de produção já são altos e contabilizam horas de trabalho do maquinário, mão de obra, combustível, insumos e fertilizantes. Para cobrir esses e outros custos é necessário que o produtor ganhe em lucratividade e não diminua o potencial de sua lavoura com o solo compactado.

Para o problema da compactação do solo, o recomendável já é clichê: realizar a prevenção, acompanhando de perto o estado físico do solo, através de análises que detectem os primeiros sinais de compactação utilizando penetrômetro e avaliação visual do sistema radicular, praticar a rotação de culturas, priorizar sistemas de culturas que agregam matéria orgânica ao solo, racionalizar o uso do maquinário reduzindo o número de entradas das máquinas no campo e utilizar esses somente em condições adequadas de umidade do solo.

A utilização de medidores de compactação do solo já é uma ferramenta difundida na Agricultura de Precisão e digital e a AgroPrecision investiu nesse equipamento para agregar aos seus serviços o mapeamento localizado do adensamento do solo, fornecendo informações para os agricultores de quais medidas podem ser adotadas conforme o adensamento de cada local.

Aliado a isso, os pneus de alta flutuação empregados no maquinário da AgroPrecision traduzem o cuidado da empresa para com o solo, as plantas e o agricultor; este que planeja uma boa safra, com alta rentabilidade e despesas menores. A utilização desses pneus, promovem um menor efeito de adensamento sobre o solo no momento da aplicação de corretivos e fertilizantes, auxiliando para que as plantas sigam se desenvolvendo de forma saudável e o solo não seja prejudicado em decorrência do peso das máquinas.

Soja transgênica e seus benefícios para os agricultores

O Brasil é o segundo maior produtor de alimentos transgênicos do mundo adotando quatro principais culturas: soja, milho, algodão e a cana-de-açúcar, sendo que destas, a soja transgênica ocupa um espaço de 96,5% de toda a área plantada.

Historicamente a primeira soja transgênica foi criada em 1995 nos Estados Unidos, modificada geneticamente para apresentar tolerância ao herbicida Glifosato. Após passar por diversas pesquisas e testes de biossegurança, a soja transgênica foi autorizada para plantio, chegando aos campos no ano seguinte.

Há mais de duas décadas essa tecnologia chegou ao Brasil e revoluciona a agricultura, tornando-se o primeiro cultivo transgênico adotado por agricultores do país. Essa soja transgênica é conhecida como Roundup Ready (ou RR).

No caso específico da soja, a transgênica nada mais é do que o grão geneticamente modificado pela inserção de um gene de outro organismo com o objetivo de que a planta cresça e passe a ter características que a convencional não tinha. As principais características que foram inseridas nas variedades de soja geneticamente modificadas no Brasil são a tolerância a herbicidas e resistência a insetos, com a variedade conhecida como Bt.

Não foi só no campo que a soja transgênica revolucionou a agricultura pois os reflexos positivos são sentidos até hoje de forma eminente na economia. A produção do grão supre o mercado brasileiro e exterior, bem como o beneficiamento como o farelo e o óleo utilizados pela indústria alimentícia. Desde que as variedades de soja geneticamente modificadas foram implantadas as exportações da oleaginosa tiveram um aumento significativo.

As vantagens de produzir soja transgênica também aparecem na forma de benefícios financeiros diretos para o agricultor. Pesquisas analisadas pelo Ministério da Indústria, Comércio, Exterior e Serviços, apontam para uma maior margem produtiva das sementes geneticamente modificadas. Isso porque com a soja transgênica o agricultor consegue melhorar a eficiência de controle da infestação de pragas na lavoura. Ao longo das últimas duas décadas, o lucro obtido por hectare de soja transgênica foi até 26% superior ao da variedade convencional.

*Fonte: Conselho de Informações sobre Biotecnologia.

Entenda os biótipos e características de plantas daninhas resistentes

Para a agronomia, a palavra ‘resistência’ pode ser definida como a capacidade adquirida de uma planta em sobreviver a determinados tratamentos herbicidas considerados letais e que controlam a sua população. Essa capacidade de sobreviver e se reproduzir normalmente têm ligação com a mutação ou genes pré-existentes na planta daninha que permitem a adaptação dessas espécies em diversas condições ambientais. Essa resistência nas plantas daninhas tem sido cada vez mais frequente em decorrência da utilização intensa de herbicidas nas últimas décadas o que gera como consequência (além da resistência) a restrição ou inviabilização da utilização dos herbicidas, perdas de rendimento, de qualidade dos produtos agrícolas e maiores custos com o controle.

Existem dois tipos de resistências de plantas daninhas a herbicidas: a resistência cruzada que ocorre quando o biótipo da planta é resistente a dois ou mais herbicidas devido a um único mecanismo de resistência; e a resistência múltipla que ocorre quando o biótipo é resistente a dois ou mais herbicidas porque apresenta dois ou mais mecanismos distintos de resistência.

Os indivíduos com biótipo resistente se produzirão descendentes com a carga genética semelhante, isso demonstra que, ao longo do tempo, o número de indivíduos resistentes se torna significativamente maior que as plantas suscetíveis a herbicidas, ou seja, a resistência marca uma mudança genética na população da espécie de planta daninha, em resposta ao uso intenso de herbicidas. Algumas características das plantas daninhas favorecem a reprodução de indivíduos resistentes, são elas: o curto ciclo de vida, elevada produção de sementes, baixa dormência de semente, várias gerações reprodutivas por ano, grande diversidade genética e a extrema suscetibilidade a um determinado herbicida.

Atualmente, no Brasil, existem quatro espécies de plantas daninhas com casos relatados de biótipos (diferenciação genética que confere a características de resistência) resistentes ao glifosato, sendo elas: Lolium multiflorum, Conyza bonariensis, Conyza canadensis e Digitaria insularis. Para diminuir a existência destas plantas na lavoura se percebe a necessidade de mudanças nas práticas de manejo em um determinado período de tempo visando evitar ou retardar o aparecimento de indivíduos resistentes. Além disso, praticar a rotação de culturas na lavoura, eliminar focos iniciais de plantas resistentes e fazer o monitoramento após a aplicação de herbicidas são elementos que podem auxiliar a diminuir o aparecimento de resistentes na lavoura.

Como obtivemos tantos resultados através da nossa área experimental?

Iniciamos os tratamentos no ano de 2017, com toda cultura do verão e acompanhamos com os resultados de colheita e resultados de rentabilidade, todo o andamento dessa pesquisa.

Por que decisões baseadas em dados e não em opiniões?

Esse conceito surgiu através das nossas lives técnicas que realizamos em 2020, com profissionais relacionados ao agronegócio, os quais, debatiam conosco, sobre a importância do produtor tomar decisões assertivas, guiadas por dados e não por opiniões.

Como a água é fator tão importante para a lavoura de soja?

A água constitui aproximadamente 90% do peso da planta atuando em, praticamente todos os processos fisiológicos e bioquímicos. Desempenha a função de solvente, através do qual, gases, minerais e outros solutos entram nas células e movem-se pela planta. Além disso, a água tem papel importante na regulação térmica da planta, agindo tanto no resfriamento como na manutenção e na distribuição do calor.

A disponibilidade de água é importante principalmente em dois períodos de desenvolvimento da soja: germinação emergência e floração-enchimento de grãos. Durante o primeiro período, tanto o excesso como a falta de água prejudicam o estabelecimento da cultura e a obtenção de uma boa uniformidade na população de plantas, sendo o excesso hídrico mais limitante do que o déficit. A semente de soja necessita absorver, no mínimo, 50% de seu peso em água para assegurar uma boa germinação. E, a necessidade de água na cultura da soja vai aumentando com o desenvolvimento da planta, atingindo o máximo durante a floração – enchimento de grãos (sete a oito mm/dia), decrescendo após esse período.

De modo geral, o consumo mais elevado de água coincide com o período em que a cultura apresenta maior altura e índice de área foliar. A necessidade total de água na cultura da soja, para obtenção do máximo rendimento, varia entre 450 a 800 mm/ciclo, dependendo das condições climáticas, do manejo da cultura e da duração do seu ciclo. Como o consumo de água pela cultura da soja depende, além do estágio de desenvolvimento, da demanda evaporativa da atmosfera, o seu valor absoluto pode variar, tanto em função das condições climáticas de cada região como em função do ano e da época de semeadura na mesma região climática.

Neste cenário é possível observar a importância do solo estar estruturado fisicamente (sem compactação), equilibrado nutricionalmente (nutrientes disponíveis nas quantidades necessárias) e com a microbiota ativa, para que as raízes tenham o seu máximo desenvolvimento e aproveitamento da agua em nutrientes em profundidade, garantindo assim a estabilidade produtiva da lavoura.

Como a correta inoculação da soja pode auxiliar no aumento da produtividade nas lavouras de soja?

A soja possui grande relevância no cenário da agricultura nacional, e o Brasil se configura como um dos países que mais produz esse tipo grão, além de estar (segundo pesquisas) entre os maiores exportadores dessa leguminosa.

Nessa cultura existem diversas ferramentas, das quais os agricultores devem ter conhecimento, para garantir a produtividade da sua lavoura. Durante o cultivo da soja, existe a fixação biológica de nitrogênio, que é a principal fonte desse macroelemento, fundamental para o crescimento da soja. Essa fixação biológica, ocorre devido à prática de inoculação de bactérias do gênero Bradirhyzobium nas sementes. Pesquisas apontam que a necessidade de nitrogênio da soja é da importância de 80kg de nitrogênio/ha para cada 1000kg de grãos de soja produzido. Em contato com as raízes da planta, as bactérias do gênero Bradirhyzobium provocam uma infecção, que se manifesta na forma de nódulos e, dessa forma, exercem uma relação de mutualismo, sobrevivendo nas raízes da planta, e, em troca, fixam nitrogênio.

O engenheiro agrônomo, Rodrigo Rossato, explica que os inoculantes para a cultura da soja, são encontrados no mercado de duas formas, líquidos e turfosos, sendo que os líquidos atualmente são os mais utilizados, devido a sua facilidade de aplicação. Dessa forma, o inoculante, deve proporcionar uma população, de, no mínimo, 600.000 células/sementes.

Pesquisas comprovam que os ganhos em produtividade com a reinoculação (prática de utilizar o inoculante repetidamente em cada cultivo) podem ser maiores que 5% no rendimento da cultura, sendo, portanto, o melhor custo/benefício entre o valor investido e a rentabilidade agregada a este manejo.

Aliado a reinoculação, vários estudos também indicam respostas a Co-inoculação, onde associado ao Bradirhyzobium se adiciona bactérias do gênero Azospirillum, agregando mais um efeito benéfico em produtividade quanto as quantidades ideias são utilizadas.

 

 “Embora tenhamos acesso às informações, das mais variadas possíveis, e o mercado também oferece ao agricultor várias opções, o mais indicado é procurar um profissional especializado da área de fertilidade, que tenha conhecimento e possa orientar de forma precisa sobre qual decisão o produtor deve tomar, diante das necessidades de sua lavoura.”- argumenta Rodrigo Rossato.

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