O que é possível fazer para evitar prejuízos no período de florescimento da soja

Atualmente, além das necessidades corriqueiras de manejo na cultura da soja, também há uma crescente necessidade no uso de informações técnicas para obter-se melhores performances das culturas.

Logo após o término do plantio da soja, já recomenda-se o monitoramento da lavoura nos momentos iniciais de emergência, principalmente se o clima estiver desfavorável. Dentro do processo que envolve o crescimento da soja, o florescimento é um dos estágios mais sensíveis que a cultura passa, porque é neste momento em que nascem as flores, das quais irão virar vagens e posterior o grão.

É justamente neste período de florescimento da planta, que ocorrem o maior número de incidência dos prejuízos na lavoura, fato que geralmente está ligado a questões abióticas, ou seja, acontecem devido o clima, como por exemplo, em períodos de temperaturas elevadas, tempo seco, etc., o que pode prejudicar a planta e fazer com que ela perca as flores, consequentemente, não terá vagens e irá diminuir o potencial produtivo.             

A planta passa por um estágio de estresse quando ocorrem esses fenômenos, no entanto, algumas medidas podem ser tomadas para que esse estresse seja amenizado, entre eles, a aplicação de aminoácidos e hormônios específicos para a cultura que fazem com que a mesma se fortaleça, ficando preparada para suportar um estresse, e dessa forma, beneficiar a cultura.

Outro fator bem importante é o cálcio e boro do solo. Eles precisam estar em níveis ideais, pois estão diretamente ligados à fixação da vagem no caule, a polinização das flores, exigindo que esses teores estejam em níveis altos para que ocorra de maneira satisfatória.

“Existe a aplicação de cálcio e boro via pulverização nessa fase, dependendo do período eles tem um bom efeito. Pela floração tratar-se de um período extremamente sensível e delicado, todos os processos precisam ser ideais, desde questões ambientais, até às questões de solo, para que então, a planta possa expressar todo o seu potencial.”– argumenta o engenheiro agrônomo, Rodrigo Rossato.

Além disso, todo manejo realizado anteriormente e o investimento feito em adubação no solo, nos controles preventivos de doenças, pragas e plantas daninhas, logicamente irão se refletir nesse período, isso porque a planta estará sem nenhuma competição ambiental e expressará todo seu potencial produtivo.

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