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Agronegócio

Sistema de Plantio Direto: a falta de rotação de culturas que prejudica a fertilidade do solo

10 meses atrás - por:

O sistema de plantio direto é campeão de sucesso no Brasil, pois ele faz a agricultura acontecer e produzir respeitando a natureza, sendo destaque, principalmente, em estados do Sul do país que possuem solos um pouco mais inclinados e onde, desde os anos 90, há uma cultura de terraceamento e de intervenções mecânicas adicionadas a esse sistema. O Presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação, Rafael Fuentes, comenta que, há mais ou menos uma década, o sistema de plantio direto é uma preocupação que vem pautando discussões entre especialistas da área e agricultores no que diz respeito à erosão e compactação de solo pelas máquinas utilizadas na lavoura.

Neste contexto situa-se especificamente o trabalho realizado pela AgroPrecision na aplicação em taxa variável de fertilizantes e insumos, que utiliza na lavoura caminhões com pneus de alta flutuação. Esse cuidado com o sistema de pneus dos equipamentos revela a preocupação que se tem com o cuidado do solo, pois como o próprio nome diz, evitam a compactação do solo. Os agricultores do Rio Grande do Sul plantam, quase que em sua totalidade, em sistema de plantio direto, onde problemas com a erosão podem ser detectados frequentemente.

Desde 1972, quando a prática de plantio direto começou a ser desenvolvida no Brasil, por Herbert Bartz, no Paraná, houve uma evolução da produção e hoje há mais de 32 milhões de hectares no sistema produzido no Brasil. Essa confiança que o produtor tem no sistema e o aumento no tamanho das máquinas, principalmente das colheitadeiras, faz com que a pressão sobre o solo seja aumentada, podendo, com o passar dos anos, aumentar os problemas de compactação, diminuindo a infiltração de água e, consequentemente, aumentando a erosão do solo na lavoura.

De forma geral, no Brasil, com o passar dos anos, criou-se uma cultura entre os agricultores que utilizam o sistema de plantio direto, de simplificar o mesmo, deixando a rotação de culturas em segundo plano, causando problemas generalizados na fertilidade química, física e biológica do solo. Isso porque não se tem mais produção de palhada e cobertura permanente e o solo fica empobrecido. Consequentemente a base para o sistema de plantio direto fica extremamente frágil, ocasionando a perda de grande parte da matéria orgânica que as plantas necessitam para se desenvolver, que está principalmente nas raízes, por isso é necessário que o agricultor pratique a rotação de culturas na lavoura (no inverno e verão), pelo menos a cada três anos, diversificando as plantas de cobertura e ‘reativando’ o solo para que a cultura da soja, que é o grão que movimenta a economia do país, seja beneficiado e o solo possa produzir mais.

Por:
AgroPrecision
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