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Agronegócio

Cigarrinha tende a ser um dos desafios da cultura do milho

2 meses atrás - por:

Manter a rentabilidade a cada safra não tem sido uma tarefa fácil para os agricultores, uma vez que, diversos fatores podem interferir no processo produtivo.

Ao passo em que o agronegócio conta com diversos recursos que minimizam quase todos os problemas existentes nas lavouras, o agricultor se vê de “mãos atadas” frente a situações adversas em determinadas culturas.

Nos últimos meses, vem se discutindo muito sobre essa problemática, principalmente, depois da notícia que os produtores de milho poderão enfrentar com a chegada da Cigarrinha do Milho, um inseto de cor branca-palha, podendo ser apresentado levemente acinzentado, com cerca de 0,5 cm, que se alimenta da seiva da planta de milho e realiza postura sob a epiderme da folha, preferencialmente na nervura central das mesmas do cartucho da plântula, sendo que a infecção desta praga ocorre em estádios iniciais de desenvolvimento da planta.

A Cigarrinha do Milho é uma praga que se adapta facilmente às condições tropicais do Brasil, com isso, tem sido favorecida pela presença de lavouras de milho de diferentes fases de desenvolvimento no campo e pelo cultivo de milho safrinha. Segundo especialistas, a ocorrência de plantas de milho tiguera, e a manutenção de plantas com sintomas de mollicutes no campo, as quais são fontes de inóculo para a Cigarrinha do Milho, podem favorecer para a sobrevivência da praga e contaminação das plantas sadias.

Neste contexto, o agricultor busca alternativas que possam ser eficientes para o combate desta praga, no entanto, a utilização de estratégias de manejo de forma isolada não é efetiva no controle da Cigarrinha, é justamente por isso que recomenda-se o uso de estratégias integradas, como:

  • Eliminar plantas voluntárias de milho na entressafra, que podem servir de inóculo dos patógenos para contaminar as cigarrinhas;
  • Utilizar cultivares de milho resistentes aos enfezamentos;
  • Rotacionar cultivares de milho com níveis de resistência entre uma safra e outra;
  • Evitar semeaduras tardias e cultivos subsequentes de milho;
  • Evitar cultivos de milho próximos a lavouras já com presença de enfezamentos. Caso isso ocorra, evitar que as cigarrinhas infectadas ataquem a lavoura recém implantada;
  • Concentrar as épocas de semeadura para reduzir a quantidade de cigarrinhas infectadas;
  • Realizar o tratamento de sementes – Essa é uma das principais estratégias para proteção inicial da cultura contra possíveis ataques, logo após a emergência de plantas. O tratamento de semente é uma prática fundamental dentro do programa de manejo para a proteção das plântulas, pois quanto mais jovem for o milho, maior serão os danos causados pela transmissão dos patógenos;
  • Realizar tratamento químico na parte aérea do milho – É importante ressaltar a importância da adoção das estratégias acima citadas, visto que em áreas com alta pressão de inóculo e da cigarrinha, apenas o tratamento químico poderá não possuir longo residual, sendo necessária a complementação com aplicações foliares. O grande desafio reside no baixo efeito residual dos inseticidas, visto que o milho na fase vegetativa emite folhas novas constantemente, e re-infestações da praga acabam exigindo pulverizações frequentes.

*Fonte: Embrapa | Bayer

Por:
AgroPrecision
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