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Agronegócio

10 bilhões de dólares em prejuízos fazem da lagarta Helicoverpa estar entre as principais pragas da lavoura

6 meses atrás - por:

Pesquisadores que realizam o monitoramento de lavouras no Rio Grande do Sul, detectaram a presença da helicoverpa armigera na cultura da soja na safra 2018/2019. Esta praga surgiu no Brasil em 2013 e no ano seguinte causou ataques e perdas na produção. Na tentativa de amenizar os danos causados por esta praga, o governamental federal através do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) demandou atos normativos e declarações de situação de emergência fitossanitária, permitindo a importação, uso emergencial e registro especial temporário de inseticidas com o objetivo de suprimir a praga e minimizar os danos causados nas culturas que eram produzidas no país.

A lagarta helicoverpa é considerada uma das principais pragas agrícolas no mundo, e estima-se prejuízos anuais aproximados de US$ 10 bilhões em virtude de seu ataque. Em novembro de 2018, a praga atacou lavouras de soja em Goiás, cultivados com a tecnologia RR2 (segunda geração dos transgênicos). O uso desta tecnologia tem o objetivo de manter a lagarta longe da lavoura, devido a proteína tóxica a ela que, se ingerida pela praga pode levar a sua morte. Os primeiros técnicos agrícolas que chegaram ao local da infestação constataram de duas a quatro unidades da helicoverpa por metro de linha e, em alguns pontos, a média era de 11% das plantas com a presença da praga. Segundo os pesquisador e doutor em entomologia Germison Vital Tomquelskié que acompanhou o caso, esse cenário é um quadro considerado crítico. “no começo, eram lagartas pequenas, e fomos acompanhando por 15 dias, para checar se a tecnologia (semente) iria controlar. Mas, no fim, se desenvolveram e chegaram a um estágio de crescimento que indicava claramente que iriam fechar o ciclo.”

Buscando minimizar os efeitos com a lagarta helicoverpa, o agricultor conseguiu a liberação do Ibama, para avaliar o impacto no meio ambiente, e da Anvisa que apontou o perigo à saúde humana para definir a utilização do benzoato de emamectina, este que é a ‘tarja preta’ dos defensivos. Por este motivo é considerado extremamente tóxico, por isso o cuidado principalmente com quem manuseia-o deve ser redobrado. Além disso, se usado acima das doses recomendadas no rótulo, o efeito pode ser um grande causador de problemas.

A recomendação é de que o agricultor faça o monitoramento da sua lavoura e, se detectar a presença da praga, procure fazer o controle imediato da mesma, seja através do controle biológico ou com o uso de inseticidas.

 

Fonte: Globo Rural

Por:
AgroPrecision
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